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    <title>Metro Quadrado - Latest news</title>
    <description>O Metro Quadrado é um site de notícias, análises e comentários sobre mercado imobiliário, arquitetura e urbanismo.</description>
    <link>https://metroquadrado.com</link>
    <pubDate>Mon, 15 Jun 2026 09:50:00 +0000</pubDate>
    <language>pt-BR</language>
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      <title>Metro Quadrado</title>
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      <title>Os escritórios de bancos que são verdadeiros museus de arte</title>
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      <pubDate>Fri, 12 Jun 2026 09:50:00 +0000</pubDate>
      <link>https://metroquadrado.com/comercial/os-escritorios-de-bancos-que-sao-verdadeiros-museus-de-arte</link>
      <category><![CDATA[Comercial]]></category>
      <category><![CDATA[São Paulo]]></category>
      <category><![CDATA[Escritórios]]></category>
      <category><![CDATA[Bancos]]></category>
      <category><![CDATA[Arte]]></category>
      <category><![CDATA[Itaú Unibanco]]></category>
      <category><![CDATA[Santander Brasil]]></category>
      <dc:creator><![CDATA[André Ítalo Rocha]]></dc:creator>
      <description><![CDATA[Há uma lista seleta de escritórios em São Paulo que fazem inveja a muitas galerias e museus de arte. São as salas e corredores usados por grandes bancos para exibir parte das coleções de arte acumuladas ao longo de décadas por seus fundadores e acionistas – um acervo que vai de Portinari a Tarsila do Amaral e serve para o deleite dos funcionários que têm o privilégio de trabalhar sob o mesmo teto que essas peças.]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[Há uma lista seleta de escritórios em São Paulo que fazem inveja a muitas galerias e museus de arte.
São as salas e corredores usados por grandes bancos para exibir parte das coleções de arte acumuladas ao longo de décadas por seus fundadores e acionistas – um acervo que vai de Portinari a Tarsila do Amaral e serve para o deleite dos funcionários que têm o privilégio de trabalhar sob o mesmo teto que essas peças.
A lista de bancos inclui nomes como o Itaú, o Santander, o UBS e o Safra. As instituições fazem jus à tradição do setor financeiro de ser o que mais põe dinheiro em arte e cultura, tanto no Brasil quanto em outros países. Lá fora, o JP Morgan tem também um acervo de respeito, assim como as matrizes do UBS e do Santander.
Hoje, a maior parte dos acervos dos grandes bancos com operação em São Paulo é fruto de uma série de fusões e aquisições que foram sendo feitas pelo setor ao longo da história deles.
Além das artes que decoram os escritórios e as agências bancárias (as que ainda existem), outras são emprestadas a museus ou ficam expostas em instituições culturais fundadas pelos próprios bancos, como o Itaú Cultural e o Farol Santander – na ideia de que arte não é para estar guardada e sim para ser vista.
Alfredo Setubal, o diretor presidente da Itaúsa e mentor por trás do acervo do Itaú, acredita que o investimento do setor em arte reflete um esforço dos bancos em mostrar aos clientes uma imagem de solidez e sofisticação em seus espaços.
<p><img src="https://codex-braziljournal.codexcdn.net/assets/as66vJQIfrLUIdlVC.jpg" alt="" /></p>
“Em áreas dedicadas a atender os clientes de alta renda, os ambientes são mais requintados, e a arte entra nesses ambientes,” ele disse ao <a href="https://www.instagram.com/metroquadrado" target="_blank" rel=""><strong>Metro Quadrado</strong></a>.
E há ainda um efeito positivo nos próprios funcionários. Segundo Setubal, tem sido comum eles pedirem a inclusão de obras de arte nos espaços quando estão mudando de andar ou quando algum pavimento está sendo reformado.
“Isso não acontecia há 10 ou 15 anos. Mas agora as pessoas pedem, porque aprenderam a conviver e gostam muito,” ele disse.
Para os funcionários que quiserem saber mais sobre as obras expostas, há um QR Code do lado que permite o acesso a todas as informações e uma breve explicação.
O acervo total do Itaú soma 15,7 mil itens, que incluem artes plásticas, incluindo pinturas, desenhos, esculturas e instalações, além de uma coleção de numismática (moedas e notas históricas) e cartografias.
Nos escritórios do banco, há 57 obras na sede do Itaú BBA na Av. Faria Lima, 969 no conjunto de edifícios do banco no Jabaquara e 302 no prédio da Itaúsa na Av. Paulista, que também abriga o escritório da Dexco, uma das investidas da holding do banco.
A preferida de Setubal é um painel de 27 azulejos da artista Adriana Varejão que está no hall do Itaú BBA, e que ele acredita ser a obra de maior valor do acervo.
<p><img src="https://codex-braziljournal.codexcdn.net/assets/asqmNNA7lP6sP2vbG.jpg" alt="Azulejão, 2000 - Adriana Varejão (acervo do Itaú). Imagem: Sérgio Guerrini" /></p>
“Se fôssemos vender a obra inteira, talvez valesse algo entre R$ 50 e R$ 60 milhões,” ele disse.
Entre outras favoritas, ele também destaca a obra de 2017 de Vânia Mignone, que está no hall do prédio da Itaúsa. “É uma obra muito silenciosa,” diz.
<p><img src="https://codex-braziljournal.codexcdn.net/assets/asSCYKNXpbfO6q6QZ.jpg" alt="Sem título, 2017 - Vânia Mignone (acervo do Itaú). Imagem: Humberto Pimentel" /></p>
Também no prédio da Itaúsa na Paulista, uma das que ele mais admira é uma escultura de indígena, feita por Victor Brecheret. O próprio edifício, aliás, é uma obra a ser apreciada – um projeto de Rino Levi tombado pelo estado de São Paulo.
E o acervo não inclui não apenas o que foi absorvido com aquisições de outros bancos. Há também um esforço para comprar novas obras, inclusive de artistas contemporâneos, que substituem peças que são doadas de tempos em tempos para museus (algumas delas de agências que foram fechadas).
<p><img src="https://codex-braziljournal.codexcdn.net/assets/asXHjzXHwhiuogyfU.jpg" alt="Nu Feminino [Índia], 1942 - Victor Brecheret (acervo do Itaú). Imagem: Humberto Pimentel" /></p>
Uma das últimas aquisições do Itaú foi um mapa do Rio do século XVII, o mais antigo da cidade, que estava “perdido” em um livreiro da Inglaterra e que deve compor a coleção Brasiliana, exposta no Itaú Cultural.
Um outro xodó de Setubal é uma pintura que o francês Arnaud Julien Pallière fez de São Paulo no século XIX a pedido de D. Pedro I, que queria uma representação de várias cidades brasileiras para ter no seu palácio. Esta é a pintura mais antiga a retratar São Paulo e também está exposta no Itaú Cultural.
Segundo ele, o acervo total do banco deve valer algo entre US$ 100 milhões e US$ 150 milhões, mas reconhece que, por envolver obras de relevância intangível, essa é uma conta difícil de fazer.
“Essa pintura de São Paulo, por exemplo, tem um valor incalculável.”
No Santander, o acervo soma 1763 obras, de diferentes linguagens, incluindo artes visuais, tapeçaria, documentos históricos e numismática.
A coleção inclui obras compradas pela instituição ao longo do tempo, mas também peças incorporadas por meio de 74 fusões e aquisições, como os acervos do Banespa, do Banco Real e do primeiro banco privado do País, o Banco da Província do Rio Grande do Sul.
<p><img src="https://codex-braziljournal.codexcdn.net/assets/asqkgKovW1oKrPe0j.jpg" alt="Sem título, 1989 - Amilcar de Castro (acervo do Santander). Imagem: Foto Motivo Processamento Imagem e Comunicação" /></p>
Desse total, 329 estão na sede do Santander na Av. Juscelino Kubitschek, como alguns trabalhos de Joan Miró, Cícero Dias e Candido Portinari.
“Nós temos um <em>book</em> com a nossa coleção e os executivos costumam olhar o book para pedir determinadas obras para as suas salas,” Bibiana Berg, a head de experiências, cultura e impacto social do Santander Brasil, disse ao <a href="https://www.instagram.com/metroquadrado" target="_blank" rel=""><strong>Metro Quadrado</strong></a>.
<p><img src="https://codex-braziljournal.codexcdn.net/assets/asFJIw2rrRRbcZTUv.png" alt="" /></p>
O CEO Mario Leão, por exemplo, recentemente fez questão de incluir na sua sala a obra Revoada, da artista Flavia Junqueira.
Bibiana diz que é comum o banco ser procurado por outras empresas que também querem ter obras nos escritórios ou que estão montando algum instituto cultural.
<p><img src="https://codex-braziljournal.codexcdn.net/assets/asrMzua4EV0QIHROh.jpg" alt="Urihi-a, 1974 - Claudia Andujar (acervo do Santander). Imagem: Foto Motivo Processamento Imagem e Comunicação." /></p>
“São companhias que às vezes adquirem obras e não sabem exatamente o que fazer, e nós ensinamos como preservar, cuidar e expor.”
No mercado de escritórios, já há casos em que o investimento em obras de arte funciona também como um apelo para tornar os espaços mais agradáveis, num esforço para atrair os trabalhadores ao modelo presencial.
Na reforma do prédio que a XP ocupa na Chácara Santo Antônio, feita depois da pandemia, várias obras foram incluídas para tornar o ambiente mais convidativo.
O antigo Luna Corporate – rebatizado de Romeo&amp;Julieta após a reforma – passou por uma intervenção artística na fachada do artista indígena brasileiro Pankaruru, e na área comum há uma obra de 15 metros do escultor belga Arne Quinze. No lobby há ainda trabalhos de Pierre Verger e Rubem Valentim, além de uma tapeçaria de Mariana Tanajura.
A Autonomy Capital, responsável pelo projeto, deu ao prédio o slogan de “love your mondays”, com a ideia de o escritório ser um “convite ao convívio.”
“A maioria dos escritórios toma a energia das pessoas, e aqui nós queremos que o escritório dê energia às pessoas,” disse David Ventoso, o CEO da Autonomy.
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      <title>Para o Citi, o estoque alto é o elefante na sala</title>
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      <pubDate>Fri, 12 Jun 2026 19:17:00 +0000</pubDate>
      <link>https://metroquadrado.com/residencial/para-o-citi-o-estoque-alto-e-o-elefante-na-sala</link>
      <category><![CDATA[Residencial]]></category>
      <category><![CDATA[Apartamentos & Casas]]></category>
      <category><![CDATA[Incorporadoras]]></category>
      <category><![CDATA[Luxo]]></category>
      <category><![CDATA[São Paulo]]></category>
      <category><![CDATA[Research]]></category>
      <dc:creator><![CDATA[Thaís Soares]]></dc:creator>
      <description><![CDATA[O estoque acumulado de imóveis de médio e alto padrão em São Paulo virou o “elefante na sala” do mercado imobiliário, na avaliação do Citi.&nbsp; O banco disse em relatório que o excesso de oferta é hoje o principal risco para o segmento e revisou suas estimativas para incorporadoras mais expostas, como Cyrela e Eztec.&nbsp;]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[O estoque acumulado de imóveis de médio e alto padrão em São Paulo virou o “elefante na sala” do mercado imobiliário, na avaliação do Citi.&nbsp;
O banco disse em relatório que o excesso de oferta é hoje o principal risco para o segmento e revisou suas estimativas para incorporadoras mais expostas, como Cyrela e Eztec.&nbsp;
Para a Cyrela, o preço-alvo caiu de R$ 35 para R$ 32 por ação, enquanto para a Eztec recuou de R$ 17 para R$ 15.&nbsp;
A preocupação está concentrada principalmente nos apartamentos maiores. Segundo o Citi, o nível de estoque de <a href="https://metroquadrado.com/residencial/em-sao-paulo-estoque-de-alto-padrao-atinge-o-maior-nivel-desde-2017" target="_blank" rel=""><strong>26 meses de venda</strong></a> para apartamentos de pelo menos quatro dormitórios está “muito acima das médias históricas.”
O banco destaca ainda que a oferta total de imóveis novos em São Paulo cresceu cerca de 40% em um ano, enquanto a capacidade de compra continua sendo um “gargalo estrutural” para os segmentos de média e alta renda.
No caso da Cyrela, os analistas afirmam que a incorporadora continua entre as empresas mais bem posicionadas do setor, apoiada pela força da marca, escala operacional e pela exposição à Vivaz, voltada à baixa renda.&nbsp;
Ainda assim, observam que a velocidade de vendas dos empreendimentos de média e alta renda vem desacelerando desde 2025, movimento que também aparece nas operações da companhia em São Paulo.&nbsp;
Porém, mesmo que a Vivaz continue registrando velocidade de vendas acima de 25% por trimestre, o Citi avalia que o desempenho consolidado da companhia deve permanecer abaixo dos níveis observados no ano passado, “diante de um mercado mais saturado, da menor capacidade de compra dos consumidores&nbsp; e da absorção mais lenta dos imóveis com <em>tickets</em> mais altos,” escreveram os analistas.&nbsp;
O Citi reduziu sua projeção de lucro por ação da Cyrela para 2026 de R$ 6,12 para R$ 5,18 e para 2027 de R$ 6,99 para R$ 5,40.&nbsp;
Já para a Eztec, o Citi reconhece que os lançamentos recentes tiveram desempenho acima do esperado.&nbsp;
O banco elevou sua projeção de receita para 2026 de R$ 1,66 bilhão para R$ 1,82 bilhão e a de lucro líquido de R$ 500 milhões para R$ 619 milhões.&nbsp;
Para 2027, porém, adotou uma “visão mais conservadora”, com projeção de lucro líquido caindo de R$ 669 milhões para R$ 612 milhões, enquanto a margem líquida foi reduzida de 30,3% para 26,2%.&nbsp;
“Passamos a trabalhar com margens brutas mais fracas nos próximos anos, para refletir um cenário setorial mais difícil e a potencial necessidade de maiores incentivos comerciais ou descontos para sustentar a absorção,” escreveram os analistas.
Apesar de reduzir os preços-alvo das duas incorporadoras, o Citi manteve recomendação de compra para a Cyrela e classificação neutra para a Eztec.
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    <item>
      <title>A revolução urbanística que está mudando a lógica das capitais </title>
      <guid isPermaLink="false">/ceuVL9h94C at https://metroquadrado.com</guid>
      <pubDate>Mon, 15 Jun 2026 09:50:00 +0000</pubDate>
      <link>https://metroquadrado.com/cidades/a-revolucao-urbanistica-que-esta-mudando-a-logica-das-capitais</link>
      <category><![CDATA[Cidades]]></category>
      <dc:creator><![CDATA[André Ítalo Rocha, Geraldo Samor]]></dc:creator>
      <description><![CDATA[As grandes capitais brasileiras estão passando por uma revolução em seus planos diretores. Antes, os projetos buscavam dar conta da demanda por moradia impulsionando a expansão das cidades para os lados, a partir de uma visão romântica que buscava evitar prédios muito altos em bairros consolidados.]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[As grandes capitais brasileiras estão passando por uma revolução em seus planos diretores.
Antes, os projetos buscavam dar conta da demanda por moradia impulsionando a expansão das cidades para os lados, a partir de uma visão romântica que buscava evitar prédios muito altos em bairros consolidados.
Mas o resultado foi perverso: aquelas políticas públicas acabaram promovendo a gentrificação, com as famílias mais pobres indo morar em áreas sem infraestrutura.
Agora, a lógica se inverteu.
A tendência dos novos planos diretores é adensar as regiões centrais — aumentando o potencial construtivo para projetos do Minha Casa Minha Vida.
Esta mudança de paradigma tem animado Rafael Menin, o CEO da MRV, a incorporadora que acumula a maior quantidade de projetos no MCMV desde a criação do programa.
Para Menin, os novos planos diretores estão “levando as pessoas a morar perto do trabalho, do comércio e de onde já tem infraestrutura pública executada.”
<p><img src="https://codex-braziljournal.codexcdn.net/assets/as7hcx8cq6ExbHb3h.jpeg" alt="" /></p>
Segundo ele, as próximas expansões da MRV vão priorizar cidades que têm seguido essa tendência, como São Paulo, Rio e Belo Horizonte, esta última em fase final de aprovação do seu novo plano diretor.
“Cidades que aprovarem esse modelo receberão muito mais investimento da MRV do que as que mantiverem políticas restritivas,” ele disse ao<strong> </strong><a href="https://www.instagram.com/metroquadrado" target="_blank" rel=""><strong>Metro Quadrado</strong></a>.
Abaixo, a íntegra da entrevista:
<strong><em>Por que algumas capitais estão apostando em políticas urbanas que impulsionam a habitação econômica nas regiões centrais?</em></strong>
A política urbana brasileira dos anos 90 para cá foi um pouco romântica: buscou desadensar as cidades e limitar prédios muito altos. Essa lógica pode fazer sentido para certas faixas de renda, mas para a grande parte da população metropolitana – em Belo Horizonte, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Fortaleza e nas capitais de países ricos – essa política criou o efeito da gentrificação.
As famílias de renda mais baixa foram para comunidades ou se mudaram para longe do trabalho, sem transporte público, sem creche, sem posto de saúde, sem saneamento. A consequência é um investimento público muito mais caro ou – na falta de espaço fiscal – de muito menor qualidade.
Agora, começando por São Paulo, a política pública está mudando: o racional da política urbana agora é reocupar os centros, levando as pessoas a morar perto do trabalho, do comércio e de onde já tem infraestrutura pública executada. O processo de gentrificação está sendo revertido. Hoje, o Minha Casa Minha Vida já financia 500 mil moradias novas por ano. O desafio é fazer com que essas moradias aconteçam em localizações mais centrais.
<strong><em>Essa nova visão de política urbana é uma tendência global?</em></strong>
Sim. Os Estados Unidos são o único país que não está seguindo essa tendência. Com exceção de cidades como Nova York e Los Angeles, o modelo americano é de cidades muito espraiadas, feitas para carros, mas isso pode acontecer lá porque os EUA têm um PIB de US$ 30 trilhões e podem bancar a infraestrutura viária. Para o resto do mundo, especialmente para os países em desenvolvimento, o modelo de centralidade e adensamento tem sido uma tendência.
<strong><em>E como isso tem mudado a dinâmica do mercado imobiliário?</em></strong>
O segmento econômico tem uma dinâmica muito diferente do mercado de média e alta renda. No segmento de médio e alto padrão, o produto certo precisa estar no bairro certo. Não adianta lançar produto de luxo no Santa Efigênia, em BH. Já no mercado econômico, a pergunta é: o cliente pode comprar? Quando uma política pública viabiliza esse produto em boas regiões da cidade, o tamanho do mercado pode se multiplicar por quatro ou cinco, como aconteceu em São Paulo.
<strong><em>Quais são as principais mudanças que essas políticas estão implementando?</em></strong>
A mais relevante é o aumento do potencial construtivo para projetos do Minha Casa Minha Vida em regiões centrais, o que torna o meu projeto viável economicamente. Com potencial construtivo baixo, a conta não fechava para ninguém. Quando o potencial vai para cinco, seis, sete ou oito vezes, consigo remunerar o dono do terreno e fazer um produto dentro das faixas 1, 2 e 3 do Minha Casa Minha Vida.
Outro ponto importante é a redução de vagas de garagem: hoje é possível fazer empreendimentos praticamente sem vaga. O cliente do Minha Casa Minha Vida, com renda familiar de R$ 3 mil a R$ 4 mil, geralmente não tem carro. Exigir uma vaga por apartamento encarece o produto e sobrecarrega a malha viária sem necessidade.
<strong><em>Mas há terreno nas regiões centrais das grandes cidades para absorver esses novos projetos do Minha Casa Minha Vida?</em></strong>
Tem. No Recife, há muitos galpões que podem ser demolidos e virar prédios. Em Belo Horizonte, bairros como Barro Preto, Lagoinha e Floresta têm terreno disponível. Em São Paulo, também, mas não estamos falando do miolo do centro histórico, e sim dos corredores viários e de metrô das regiões centrais. O pulo do gato é potencializar o terreno.&nbsp;
<strong><em>Além de São Paulo</em></strong><em>,</em><strong><em> em quais outras capitais essa centralização está acontecendo?</em></strong>
O Rio foi o segundo município a mudar a política pública nesse sentido. O prefeito entendeu que não se pode criar moradia a duas horas do trabalho. Belo Horizonte está aprovando o novo plano diretor agora, que está no segundo turno da Câmara Municipal. Recife já fez o mesmo, Salvador está fazendo, e há discussão em Porto Alegre e Curitiba. Todas têm o mesmo problema: pouca habitação econômica nos centros e volume excessivo de lançamentos em periferias mal servidas de infraestrutura. É um perde-perde: o morador vive mais longe e o custo para o poder público é muito maior: mais creches, escolas, hospitais, saneamento.
<strong><em>Qual será o efeito do novo plano diretor de BH?</em></strong>
O novo plano diretor vai mudar brutalmente a dinâmica do mercado econômico em BH no longo prazo. A cidade perdeu quase 100 mil habitantes nos últimos 10 anos. Isso é fruto de uma política pública altamente restritiva para todos os segmentos de renda, mas principalmente para o segmento econômico. As pessoas, por falta de escolha, tiveram que mudar de município. Foram morar em Contagem, Betim, Vespasiano, Santa Luzia, para regiões menos providas de infraestrutura e passaram a gastar muito mais horas no transporte.
No Plano Diretor anterior, você tinha um potencial construtivo muito baixo. Para aumentar o potencial, ainda assim com uma restrição, você tinha que pagar uma outorga onerosa para o município. O terreno ficava muito caro e só viabilizava construções de média e alto padrão. E com isso as famílias com rendas mais baixas foram sendo expulsas de Belo Horizonte.
<strong><em>Vocês estão aumentando a exposição às cidades com planos diretores mais favoráveis?</em></strong>
Sim. O banco de terrenos determina o futuro da companhia, porque leva em média dois anos para obter todas as licenças, então o que fazemos hoje define a MRV de 2028. Nossa diretriz é concentrar o portfólio nas grandes capitais com plano diretor voltado para a centralização. Cidades que aprovarem esse modelo receberão muito mais investimento da MRV do que as que mantiverem políticas restritivas. Vamos manter nossa presença no interior – que tem ótima dinâmica econômica – mas o crescimento da companhia nos próximos anos se dará majoritariamente nas capitais com política pública favorável ao segmento econômico.
No Rio, isso já está funcionando. Estamos participando de projetos na Zona Norte, onde há muito mais terreno disponível do que no Centro.
<strong><em>O centro do Rio não é viável para a MRV?</em></strong>
É mais difícil. Na Zona Norte, a dinâmica será muito mais intensa nos próximos anos.
<strong><em>A moradia popular enfrenta o preconceito do 'not in my backyard' em algumas cidades?</em></strong>
Pode ser que o morador já estabelecido fique incomodado. Mas, como política pública, quem governa entende que esse movimento é essencial.
<strong><em>Qual é o maior gargalo para a moradia no Brasil hoje?</em></strong>
Desde o lançamento do Minha Casa Minha Vida, há 18 anos, o mercado como um todo produziu 10 milhões de moradias – um número impressionante. Mesmo assim, o déficit habitacional entre 2009 e 2026 é praticamente o mesmo, porque a formação de novas famílias mantém a demanda alta. &nbsp;Com 1 milhão por ano, em duas décadas resolveríamos o problema. A demanda existe. O problema está no funding. O FGTS só tem capacidade para financiar 500 a 600 mil moradias por ano. Uma possível medida seria diminuir a participação dos imóveis usados no financiamento do FGTS, algo que é fácil de o governo fazer.
<strong><em>Mas se aumentar o ritmo de lançamentos e todas as empresas focarem nas regiões centrais, não vai faltar terreno em algum momento?</em></strong>
Não. A resposta é construir mais alto e mais denso nas regiões corretas, ampliando o potencial construtivo.
<strong><em>Retrofit é um caminho?</em></strong>
Não mexe no ponteiro.
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    </item>
    <item>
      <title>A arquiteta que apostou na curadoria – e ganhou milhões de seguidores</title>
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      <pubDate>Fri, 12 Jun 2026 09:03:00 +0000</pubDate>
      <link>https://metroquadrado.com/cidades/a-arquiteta-que-apostou-na-curadoria-e-ganhou-milhoes-de-seguidores</link>
      <category><![CDATA[Cidades]]></category>
      <category><![CDATA[Arquitetura]]></category>
      <dc:creator><![CDATA[Vanessa D'Amaro]]></dc:creator>
      <description><![CDATA[Meses atrás, a arquiteta Amanda Ferber recebeu um convite inesperado. A equipe de Barack Obama queria que ela fosse um dos quatro criadores de conteúdo que iriam conhecer em primeira mão o Obama Presidential Center, um edifício construído em Chicago e projetado pelo escritório nova-iorquino de Tod Williams e Billie Tsien.]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[Meses atrás, a arquiteta Amanda Ferber recebeu um convite inesperado.
A equipe de Barack Obama queria que ela fosse um dos quatro criadores de conteúdo que iriam conhecer em primeira mão o Obama Presidential Center, um edifício construído em Chicago e projetado pelo escritório nova-iorquino de Tod Williams e Billie Tsien.
A viagem foi reflexo de um trabalho que ela vem fazendo há 13 anos, quando ainda estava na faculdade e abriu um perfil no Instagram para postar projetos de arquitetura que admirava, quase como uma pasta de referências.
Nesse meio tempo, o Architecture Hunter cresceu e virou uma plataforma com mais de 3 milhões de seguidores (a maioria estrangeiros), o suficiente para se transformar num negócio que gera receita e do qual ela é CEO.
“Foi tudo muito despretensioso porque eu não tinha noção do quanto isso poderia se transformar num negócio de verdade. Eu gostava de postar, as pessoas gostavam do que eu compartilhava e o perfil foi crescendo,” ela disse ao <a href="https://www.instagram.com/metroquadrado" target="_blank" rel=""><strong>Metro Quadrado</strong></a>.
<p><img src="https://codex-braziljournal.codexcdn.net/assets/asAvtZpQlPGmMw4nJ.jpg" alt="" /></p>
Apesar de não ter sido uma jogada estratégica, o pulo do gato foi publicar em inglês. “Eu pegava projetos de referência de qualquer parte do mundo, por isso pensei: vou postar em inglês para que os autores desses projetos entendam o que eu estou falando deles.”
A curadoria revelava um apurado senso estético para arquitetura e design. À medida que os semestres avançavam, o número de seguidores também crescia.&nbsp;
Ela manteve o perfil ativo de forma anônima durante toda a graduação, incluindo o período em que estagiou no studio mk27, escritório do arquiteto Marcio Kogan.
Em 2017, antes de concluir o curso, o Architecture Hunter atingiu 1 milhão de seguidores. No Brasil, pouca gente sabia que o conteúdo era produzido aqui.
“A maioria das pessoas pensava que o perfil era um coletivo da Inglaterra ou da Dinamarca. Não sei de onde tiravam isso,” diz.
Em 2018, quando se formou, ela finalmente apareceu nos eventos da Semana de Design de São Paulo como fundadora do Architecture Hunter e surpreendeu muita gente.
“Eu tinha 23 anos, era super nova. O Architecture Hunter era, na época, o maior Instagram de arquitetura do mundo. Nunca ninguém iria imaginar que era feito por uma menininha do Brasil,” afirma.
Apesar da timidez inicial, ela logo começou a fechar acordos publicitários com marcas e a produzir conteúdo exclusivo sobre lançamentos e eventos do segmento. Porém, estabeleceu cedo a premissa da independência editorial: os projetos de arquitetura e interiores curados pela plataforma seguem como conteúdo orgânico.
“Não cobramos para postar projetos de arquitetos. Fazemos publi apenas para marcas. Isso é importante para manter a minha curadoria,” afirma.
Em 2020, Amanda começou a pensar em expandir: decidiu investir mais na produção de vídeos. Ela queria criar filmes de arquitetura capazes de aprofundar o olhar sobre cada projeto. Nesse movimento, conheceu seus dois sócios: Luiz Ferriani, head do Departamento de Audiovisual, e Matheus Gait, diretor de Negócios.&nbsp;
Com a ajuda dos dois, começou a traçar planos de longo prazo para o Architecture Hunter e a desenvolver iniciativas que extrapolam a plataforma digital.&nbsp;
O trio também formou uma equipe afinada de profissionais dedicados ao conteúdo, além de um departamento financeiro e comercial. Isso deu a ela o fôlego para conseguir permanecer focada na curadoria.&nbsp;
Sempre que é convidada para cobrir eventos, Amanda costuma incluir dias extras em suas viagens para visitar projetos interessantes, escritórios e arquitetos.&nbsp;
Construiu assim ao longo dos anos uma rede de relacionamentos com profissionais de diferentes países. Essa proximidade acabou abrindo portas não apenas para convites de exclusivas, mas também ajudou a gerar novos negócios.
“Somos uma mídia independente, então sempre tentamos aproveitar as oportunidades. Eu acho que, ao longo dos anos, a gente teve uma criatividade financeira. Nutrimos nossos relacionamentos com as marcas parceiras para viabilizar projetos importantes,” diz.
Em 2024, ela lançou o Architecture Hunter Awards, premiação internacional que reúne um júri estrangeiro estrelado com nomes como Piero Lissoni, Carlo Ratti, Tatiana Bilbao e Juan Ignacio Aranguren.
No ano passado, lançou também o Hunter International Forum, evento inspirado em muitos dos fóruns e congressos que Amanda frequenta ou é convidada para falar. A proposta é trazer grandes nomes da arquitetura internacional para palestrar em São Paulo.&nbsp;
Apesar da escala dessas iniciativas, todas foram financiadas pelo próprio Architecture Hunter. Amanda conta que o trio adota o modelo <em>bootstrap</em>, criando novos projetos sem recorrer a aportes externos.
A língua principal do Architecture Hunter segue sendo o inglês, e mais de 90% da audiência está fora do Brasil. A Europa responde por 25% dos seguidores, a Ásia por 22,5% e o Brasil por apenas 9,4%.
Ainda assim, 65% do faturamento da empresa vem de marcas brasileiras, contra 35% de companhias internacionais. A operação também vem ampliando suas fontes de receita com iniciativas como inscrições para o Architecture Hunter Awards e patrocínios do Hunter International Forum.&nbsp;
Embora os números já sejam expressivos, ainda há muito potencial a ser explorado, na avaliação do trio empreendedor.&nbsp;
Ao lado de Luiz e Matheus, Amanda segue cheia de ideias e buscando expandir a plataforma sem abrir mão da independência editorial — e do brilho nos olhos que deu origem ao Architecture Hunter.
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    </item>
    <item>
      <title>Dataprev aluga no Centro do Rio. Contrato é de R$ 220 milhões </title>
      <guid isPermaLink="false">/ce6th1R7Dw at https://metroquadrado.com</guid>
      <pubDate>Thu, 11 Jun 2026 20:29:00 +0000</pubDate>
      <link>https://metroquadrado.com/comercial/dataprev-vai-ocupar-centro-do-rio-em-contrato-de-r-220-milhoes</link>
      <category><![CDATA[Comercial]]></category>
      <category><![CDATA[Escritórios]]></category>
      <category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
      <category><![CDATA[Brookfield]]></category>
      <dc:creator><![CDATA[Thaís Soares]]></dc:creator>
      <description><![CDATA[O Centro do Rio está ganhando um novo inquilino. A Dataprev – a estatal de tecnologia e dados da Previdência – assinou um contrato de R$ 220 milhões com a Brookfield para ter a sua nova sede no Ventura Corporate Towers pelos próximos dez anos, ampliando a lista de empresas e instituições que passaram a apostar na região.]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[O Centro do Rio está ganhando um novo inquilino.
A Dataprev – a estatal de tecnologia e dados da Previdência – assinou um contrato de R$ 220 milhões com a Brookfield para ter a sua nova sede no Ventura Corporate Towers pelos próximos dez anos, ampliando a lista de empresas e instituições que passaram a apostar na região.
O acordo prevê a ocupação de cerca de 10 mil metros quadrados distribuídos por seis andares interligados do complexo – três na torre leste e três na torre oeste – e representa uma das maiores locações corporativas anunciadas recentemente para a região.
A mudança também encerra um ciclo de mais de quatro décadas da estatal em Botafogo.
Hoje, a Dataprev ocupa um edifício de 20 andares e mais de 22 mil m² na Rua Professor Álvaro Rodrigues, na Zona Sul do Rio.&nbsp;&nbsp;
A estatal chega a um Centro que voltou a atrair grandes ocupantes depois de anos marcados por vacância elevada e pouco apetite por novos escritórios.&nbsp;
A <a href="https://metroquadrado.com/comercial/rede-dor-vai-ocupar-antigo-predio-da-esso-no-centro-do-rio" target="_blank" rel=""><strong><u>Rede D'Or</u></strong></a>, por exemplo, alugou há alguns meses o antigo prédio da Esso para instalar uma unidade do Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino (IDOR). O Nubank também escolheu o Centro para abrigar o seu escritório no Rio, enquanto a <a href="https://metroquadrado.com/comercial/espm-reabre-sede-no-centro-do-rio-para-ter-endereco-democratico" target="_blank" rel=""><strong><u>ESPM</u></strong></a> reativou sua unidade na região.
Entregue em 2010, o Ventura foi desenvolvido pela Tishman Speyer em parceria com as construtoras Camargo Corrêa e Método Engenharia.&nbsp;
Em 2022, a Brookfield adquiriu 78% do empreendimento. O restante pertence à UFRJ. A universidade era a dona do terreno e ficou com uma parte do projeto em um acordo de permuta.
O prédio fica na Av. Chile, ao lado das sedes da Petrobras e do BNDES, em um dos principais endereços corporativos do Centro do Rio.&nbsp;
Os andares ofertados pela Brookfield têm aluguel pedido próximo de R$ 140 por m² ao mês, segundo a Newmark.&nbsp;
No primeiro trimestre, antes da locação da Dataprev, a vacância do Ventura girava em torno de 26%, com cerca de 14 mil m² disponíveis em cada uma das torres.&nbsp;
Neste ano, a UFRJ tentou vender seus 11 andares (que somam 16,6 mil metros quadrados) em um leilão, mas o certame foi cancelado por falta de interessados.
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    </item>
    <item>
      <title>Com avanço das obras, Congonhas muda acesso a motoristas</title>
      <guid isPermaLink="false">/ceBqp1Di1L at https://metroquadrado.com</guid>
      <pubDate>Thu, 11 Jun 2026 21:43:00 +0000</pubDate>
      <link>https://metroquadrado.com/cidades/com-avanco-das-obras-congonhas-muda-acesso-a-motoristas</link>
      <category><![CDATA[Cidades]]></category>
      <category><![CDATA[Aeroportos]]></category>
      <category><![CDATA[Infra Journal]]></category>
      <category><![CDATA[Logística & Infraestrutura]]></category>
      <category><![CDATA[Aviação]]></category>
      <category><![CDATA[São Paulo]]></category>
      <category><![CDATA[Aena]]></category>
      <dc:creator><![CDATA[Thaís Soares]]></dc:creator>
      <description><![CDATA[As obras que estão transformando Congonhas já começam a redesenhar o entorno do aeroporto. A partir deste sábado, a Aena vai alterar o acesso utilizado por motoristas que chegam ao terminal pelo sentido bairro-centro da Avenida Washington Luís.&nbsp;]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[As obras que estão transformando Congonhas já começam a redesenhar o entorno do aeroporto.
A partir deste sábado, a Aena vai alterar o acesso utilizado por motoristas que chegam ao terminal pelo sentido bairro-centro da Avenida Washington Luís.&nbsp;
A entrada atual será fechada e substituída por um novo acesso cerca de 50 metros à frente.&nbsp;
Já para os motoristas que acessam o aeroporto pelo sentido centro-bairro, a entrada permanece inalterada.&nbsp;
As obras fazem parte do projeto de ampliação e modernização conduzido pela concessionária espanhola Aena em um dos aeroportos mais movimentados do País.&nbsp;
A expectativa é aumentar a capacidade do terminal e adaptar a estrutura ao volume atual de passageiros – o aeroporto recebe cerca de 70 mil passageiros por dia, segundo dados da Força Aérea Brasileira.&nbsp;
A Aena arrematou a concessão de Congonhas por R$ 2,45 bilhões em agosto de 2022.&nbsp;
Além do Congonhas, a companhia administra outros 17 aeroportos no País, e dezenas de aeroportos na Espanha, tem participação no aeroporto de Luton, em Londres, e mantém operações no México e na Jamaica.&nbsp;
Em março deste ano, venceu o leilão do <a href="https://braziljournal.com/aena-leva-galeao-apos-disputa-ate-o-ultimo-centavo/" target="_blank" rel=""><strong><u>Galeão</u></strong></a>, no Rio de Janeiro, por R$ 2,9 bilhões.&nbsp;
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    </item>
    <item>
      <title>A família Guinle e os terrenos que marcam a história do futebol</title>
      <guid isPermaLink="false">/ce8Da9Ixnj at https://metroquadrado.com</guid>
      <pubDate>Thu, 11 Jun 2026 09:50:00 +0000</pubDate>
      <link>https://metroquadrado.com/cidades/as-escrituras-que-conectam-a-familia-guinle-a-selecao</link>
      <category><![CDATA[Cidades]]></category>
      <category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
      <category><![CDATA[Futebol]]></category>
      <category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
      <dc:creator><![CDATA[Thaís Soares]]></dc:creator>
      <description><![CDATA[Uma pesquisa feita por profissionais que estudam escrituras mostra que um dos sobrenomes mais tradicionais da elite carioca está intimamente ligado a terrenos que marcaram a história da Seleção Brasileira. A família Guinle aparece nos registros dos terrenos que ajudaram a formar o Estádio das Laranjeiras, onde o Brasil conquistou seu primeiro título internacional, e volta a surgir décadas depois na área que daria origem à Granja Comary.]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[Uma pesquisa feita por profissionais que estudam escrituras mostra que um dos sobrenomes mais tradicionais da elite carioca está intimamente ligado a terrenos que marcaram a história da Seleção Brasileira.
A família Guinle aparece nos registros dos terrenos que ajudaram a formar o Estádio das Laranjeiras, onde o Brasil conquistou seu primeiro título internacional, e volta a surgir décadas depois na área que daria origem à Granja Comary.
Os achados fazem parte do Projeto Memórias Notariais, da seção paulista do Colégio Notarial do Brasil, que vasculha registros e escrituras públicas para resgatar e preservar documentos históricos.
Em Laranjeiras, integrantes da família estão entre os antigos proprietários dos lotes que foram incorporados pelo Fluminense entre 1917 e 1920 para formar o complexo esportivo do clube, que recebeu os primeiros jogos da Seleção, criada em 1914.
Já em Teresópolis, herdeiros dos Guinle venderam à Confederação Brasileira de Desportos (antigo nome da CBF) uma área que mais tarde passaria a integrar o centro de treinamento da Seleção.&nbsp;
“A história das instituições no Brasil está entrelaçada com a história de grandes famílias,” Andrey Guimarães Duarte, o diretor da seção paulista do Colégio Notarial do Brasil, disse ao <a href="https://www.instagram.com/metroquadrado/" target="_blank" rel=""><strong><u>Metro Quadrado</u></strong></a>.
“O dinheiro acaba, tudo passa, ninguém lembra mais, mas esses imóveis acabam tendo uma finalidade social que faz com que a família perpetue a sua história.”
Com negócios em setores como portos, navegação, energia e hotelaria, os Guinle estavam entre as famílias mais ricas e influentes do Brasil no início do século XX.&nbsp;
A família esteve por trás de alguns dos empreendimentos mais emblemáticos do Rio de Janeiro, como o Copacabana Palace, inaugurado em 1923, além de negócios ligados ao Porto de Santos, origem de grande parte de sua fortuna.&nbsp;
A presença da família na vida econômica e social do Rio foi tão marcante que o sobrenome permanece até hoje em ruas, edifícios e outros marcos da cidade.&nbsp;
A relação com o futebol também era próxima. Arnaldo Guinle, um dos nomes que aparecem nos registros de Laranjeiras, presidiu o Fluminense entre 1916 e 1931, além de ter comandado a antiga CBD entre 1916 e 1920. Sua gestão ficou marcada pela expansão da infraestrutura esportiva do clube, incluindo o próprio Estádio das Laranjeiras.
A escritura mostra que o estádio foi montado a partir da incorporação de diferentes lotes, entre os quais terrenos pertencentes tanto a Arnaldo quanto à sua mãe, Guilhermina Guinle.
A incorporação só foi possível graças a um acordo entre o Fluminense e a Prefeitura, em que um cedeu um pedaço de terreno ao outro.
Na permuta, feita em 1954, a área de 5 mil m² cedida pela prefeitura ao Fluminense foi avaliada em 8,5 milhões de cruzeiros (R$ 9,75 milhões), enquanto o trecho transferido pelo clube à Prefeitura serviu para ampliar a Rua Pinheiro Machado e foi avaliado por $1,1 milhão de cruzeiros (R$ 1,27 milhão).
Segundo a escritura, a área cedida pelo Fluminense já era utilizada para receber jogos, incluindo arquibancadas e outras instalações esportivas, indicando que o clube avançava sobre uma área pública antes da formalização do acordo.&nbsp;
Como parte da negociação, o Fluminense assumiu a obrigação de demolir as estruturas erguidas sobre a faixa transferida à prefeitura e reconstruir a fachada do complexo esportivo.&nbsp;
A presença dos Guinle na futura Granja Comary aparece em outra escritura, assinada em abril de 1978.&nbsp;
No documento, Jorge Guinle, Luiz Roberto Guinle e Maria Thereza Guinle vendem à então CBD uma área de 53,9 mil metros quadrados em Teresópolis por 20 milhões de cruzeiros.&nbsp;
O terreno fazia parte da antiga Granja Comary e seria incorporado ao centro de treinamento que se transformaria na casa da Seleção (R$ 30,5 milhões).
O imóvel fica no bairro Carlos Guinle.
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    <item>
      <title>Mercado de escritórios de Manhattan tem melhor ano desde 2000 – graças à AI</title>
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      <pubDate>Wed, 10 Jun 2026 23:35:00 +0000</pubDate>
      <link>https://metroquadrado.com/comercial/mercado-de-escritorios-de-manhattan-tem-melhor-ano-desde-2000-gracas-a-ai</link>
      <category><![CDATA[Comercial]]></category>
      <category><![CDATA[NYC]]></category>
      <category><![CDATA[Escritórios]]></category>
      <category><![CDATA[AI Journal]]></category>
      <dc:creator><![CDATA[Matheus Prado]]></dc:creator>
      <description><![CDATA[O mercado de escritórios de Manhattan está vivendo o seu ano mais aquecido do século. De janeiro a maio, foram alugados 19,6 milhões de pés quadrados no <em>borough</em> de Nova York, 10% a mais do que no mesmo período de 2025 e no ritmo mais alto desde o auge da bolha do dot-com em 2000, mostram dados da Colliers.]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[O mercado de escritórios de Manhattan está vivendo o seu ano mais aquecido do século.
De janeiro a maio, foram alugados 19,6 milhões de pés quadrados no <em>borough</em> de Nova York, 10% a mais do que no mesmo período de 2025 e no ritmo mais alto desde o auge da bolha do dot-com em 2000, mostram dados da Colliers.
Dessa vez, a culpa é do <em>boom</em> da inteligência artificial.&nbsp;
San Francisco continua atraindo a maior parte das empresas de tecnologia do mundo, mas o crescimento da indústria de AI tem levado o setor de volta a Manhattan nos últimos meses.&nbsp;
Empresas de <em>tech</em> foram responsáveis por 15% do volume total de locações realizadas na região no ano passado – acima dos 11% registrados em 2024 e no maior patamar desde 2019.&nbsp;
Este ano a participação já superou os 16% apenas no primeiro tri, sendo que empresas de AI fecharam 56% dos contratos.
Foram cerca de 670 mil pés quadrados alugados de janeiro a março pelo nicho, o que representa 5,6% de todos os aluguéis de escritórios fechados em Manhattan (contra 1,9% em 2024), a Cushman &amp; Wakefield disse ao <em>The Wall Street Journal</em>.
A participação ainda está distante da alcançada pelas empresas dot-com, que chegaram a ocupar 25% dos escritórios de Manhattan no início de 2000, mas firmas de AI em diferentes estágios de maturação estão pipocando rapidamente na Big Apple – e já começam a tomar conta de algumas zonas.
A região sul de Midtown, com sua vasta oferta de lofts, restaurantes e bares, continua sendo um grande foco de atração para empresas de <em>tech</em>, mas seus preços se tornaram proibitivos para muitas <em>startups</em>.&nbsp;
Uma alternativa tem sido o SoHo, que passou a ser muito procurado por empresas de AI depois que a OpenAI alugou escritórios no histórico Puck Building em 2024.
Outro <em>hub</em> deve surgir próximo à Hudson Square nos próximos meses, onde a Anthropic está próxima de locar um espaço de 500 mil pés quadrados, disse o <em>WSJ</em>.
O aumento na procura fez o aluguel médio em Manhattan subir para US$ 77,76 por pé quadrado em maio, no seu maior patamar desde agosto de 2020; e o estoque de escritórios disponíveis caiu para 69,2 milhões de pés quadrados, no menor nível desde outubro de 2020, segundo a Colliers.
Para os proprietários, é tempo de aproveitar o momento favorável do mercado e negociar contratos de longa duração com essa nova classe de inquilinos – mas sempre mantendo o quebra-quebra de 2000 em mente.
O temor é que, com capital jorrando para startups de AI, alguns <em>founders</em> assumam espaços maiores do que precisam e do que conseguirão pagar no futuro, como ocorreu com várias empresas de internet na bolha do dot-com, disse o WSJ.
Já tem ocorrido, por exemplo, que parte dos escritórios alugados tenha <a href="https://metroquadrado.com/comercial/startups-de-ai-estao-dominando-os-escritorios-de-nyc-mas-falta-gente" target="_blank" rel=""><strong><u>áreas ociosas</u></strong></a>. Segundo a JLL, até 60% dos escritórios locados por startups de AI são maiores do que o necessário para o número de funcionários.
Apesar disso, os proprietários acreditam que as firmas de AI estão mais avançadas que as <em>techs</em> de 2000 em termos de geração de receita, e se dizem mais preparados para analisar a saúde financeira de uma empresa antes de fechar negócio.
Resta saber, então, se o avanço das aplicações de AI vai continuar impulsionando o mercado de lajes corporativas no longo prazo – ou se passará a pressioná-lo em algum momento.
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    </item>
    <item>
      <title>Nos estádios, as áreas ociosas também estão sendo colocadas para jogo </title>
      <guid isPermaLink="false">/celzPADo2U at https://metroquadrado.com</guid>
      <pubDate>Tue, 09 Jun 2026 09:50:00 +0000</pubDate>
      <link>https://metroquadrado.com/comercial/nos-estadios-as-areas-ociosas-tambem-estao-sendo-colocadas-para-jogo</link>
      <category><![CDATA[Comercial]]></category>
      <category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
      <category><![CDATA[Futebol]]></category>
      <category><![CDATA[Escritórios]]></category>
      <category><![CDATA[Brasília]]></category>
      <category><![CDATA[São Paulo]]></category>
      <dc:creator><![CDATA[Thaís Soares]]></dc:creator>
      <description><![CDATA[Os jogos do futebol brasileiro foram interrompidos para o início da Copa do Mundo, mas alguns dos principais estádios do País ainda estão gerando receita. São arenas que já há algum tempo não se limitam mais a serem palcos para partidas – e estão também sendo geridas como projetos imobiliários multiusos, com espaço para abrigar lojas, restaurantes e até escritórios.]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[Os jogos do futebol brasileiro foram interrompidos para o início da Copa do Mundo, mas alguns dos principais estádios do País ainda estão gerando receita.
São arenas que já há algum tempo não se limitam mais a serem palcos para partidas – e estão também sendo geridas como projetos imobiliários multiusos, com espaço para abrigar lojas, restaurantes e até escritórios.
A estratégia tem sido recorrer a áreas ociosas para diversificar as fontes de receita, indo além dos ingressos e <em>naming rights</em> – em especial nos estádios que estão em cidades com menos tradição no futebol, como Brasília, que tem o Mané Garrincha, uma das arenas construídas para a Copa de 2014.
Lá, antigos camarotes foram convertidos em escritórios, que já abrigam mais de 100 empresas.
A ideia surgiu quando os administradores perceberam que, mesmo somando as partidas de futebol, os shows e outros eventos, o estádio ainda passava a maior parte do ano sem atividades.
“Começamos a nos perguntar: ‘se o ano tem 365 dias, e o estádio passa 30 dias ocupado, o que fazemos com o restante?’,” Richard Dubois, o presidente da Arena 360, que gerencia o estádio, disse ao <a href="https://www.instagram.com/metroquadrado/" target="_blank" rel=""><strong><u>Metro Quadrado</u></strong></a>.
Hoje, o complexo reúne cerca de 15 mil metros quadrados de área locável e opera com ocupação total.
Os espaços chegaram a alcançar aluguéis próximos de R$ 300 por metro quadrado – quase o triplo dos R$ 110 cobrados inicialmente.&nbsp;
Além dos escritórios, as empresas instaladas no local podem usar os próprios camarotes para receber clientes durante shows e partidas, transformando um espaço originalmente pensado para assistir aos eventos em uma extensão do ambiente de trabalho.&nbsp;
Desde o lançamento do projeto, a operação já passou por duas expansões de andares e uma terceira está em desenvolvimento.&nbsp;
“Nas últimas duas etapas, chegamos a ter uma fila de espera equivalente à área que estava sendo colocada para locação,” disse Rafael Roda, sócio da TRK Imóveis, que fez o projeto de escritório do Mané Garrincha.
No estádio do Palmeiras – o antigo Allianz Parque, agora chamado de <a href="https://braziljournal.com/parque-nubank-o-novo-dono-do-estadio-do-palmeiras/" target="_blank" rel=""><strong><u>Nubank Parque</u></strong></a> –,uma das novas fontes de receita fica no topo do edifício-garagem.&nbsp;
O espaço, que funciona como área de hospitalidade durante partidas e shows, hoje também recebe congressos, lançamentos de produtos e até leilões de gado. Para isso, os elevadores de carga precisaram ser projetados para transportar os próprios animais até o local.&nbsp;
A WTorre, que administra o estádio, também investiu em restaurantes na arena e decidiu instalar seu próprio escritório no Nubank Parque. O projeto acabou crescendo e deu origem a um <em>coworking</em>.
“Nós éramos a âncora desse espaço. A partir dessa necessidade própria, entendemos que outras empresas poderiam ter interesses parecidos e surgiu a ideia de ampliar a operação,” Marcelo Frazão, o vice-presidente de entretenimento da WTorre, disse ao <a href="https://www.instagram.com/metroquadrado/" target="_blank" rel=""><strong><u>Metro Quadrado</u></strong></a>.
Para Amir Somoggi, fundador da consultoria Sports Value, os administradores de estádios têm entendido esses espaços cada vez mais como ativos imobiliários.&nbsp;
“Os estádios estão começando a trabalhar como shopping centers. Já que os donos não vão vender o espaço, eles começam a pensar como dá para rentabilizar os diferentes espaços dentro dele,” disse Somoggi.
O avanço desse tipo de iniciativa também está ligado a uma mudança na forma como as arenas passaram a ser projetadas.
Enquanto estádios mais antigos costumam enfrentar limitações de acesso, circulação e infraestrutura, parte dos empreendimentos mais recentes já nasceu com a proposta de ser multiuso.&nbsp;
A lógica já é comum em mercados mais maduros, especialmente nos Estados Unidos e na Europa. Estádios como o do Tottenham, em Londres, e o reformado Santiago Bernabéu, em Madri, passaram a incorporar restaurantes, experiências de hospitalidade e outros usos permanentes dentro de suas estruturas.&nbsp;
No Brasil, a tendência ainda avança de forma gradual porque depende de arenas capazes de acomodar atividades simultâneas. Coberturas preparadas para shows, acessos independentes, áreas de carga e descarga e espaços isolados para operações corporativas fazem parte de uma infraestrutura que muitos estádios antigos simplesmente não possuem.&nbsp;
Os espaços ociosos dos estádios também deram origem a operações de hospitalidade, como a Soccer Hospitality, que transforma áreas com baixa utilização em camarotes voltados ao entretenimento dos torcedores.&nbsp;
A empresa começou em 2018 com um espaço para 96 pessoas no então Allianz Parque e atualmente ocupa cerca de mil lugares dentro da arena palmeirense, além de estar presente em 14 estádios pelo País.&nbsp;
Em vez de pagar aluguel, a empresa assume a operação dos espaços, investe na estrutura e divide a receita com os estádios.&nbsp;
Em alguns desses camarotes, a Soccer oferta serviços de barbearia, tatuagem e maquiagem. Há também a realização de eventos corporativos e até mesmo dias com estandes de lançamentos imobiliários.
“Nós pegamos o modelo americano, que é o melhor de entretenimento do mundo, e abrasileiramos,” Léo Rizzo, CEO da Soccer Hospitality, disse ao <a href="https://www.instagram.com/metroquadrado/" target="_blank" rel=""><strong><u>Metro Quadrado</u></strong></a>.
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    </item>
    <item>
      <title>Os prédios históricos de SP que Tarcísio quer leiloar</title>
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      <pubDate>Tue, 09 Jun 2026 23:22:00 +0000</pubDate>
      <link>https://metroquadrado.com/cidades/os-predios-historicos-de-sp-que-tarcisio-quer-leiloar</link>
      <category><![CDATA[Cidades]]></category>
      <category><![CDATA[Retrofit]]></category>
      <category><![CDATA[Arquitetura]]></category>
      <category><![CDATA[Urbanismo]]></category>
      <category><![CDATA[São Paulo]]></category>
      <dc:creator><![CDATA[Thaís Soares]]></dc:creator>
      <description><![CDATA[O governo de São Paulo está se preparando para leiloar uma série de prédios públicos da região central que ficarão vazios depois da transferência da sede estadual para o novo complexo que será construído no bairro dos Campos Elíseos. A primeira lista inclui imóveis históricos e tombados como o Hotel Esplanada, o Cine Marrocos e o antigo prédio do Banco de São Paulo, que deverão ser reformados e convertidos em projetos de moradia, hotelaria, lazer e outros usos privados.&nbsp;]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[O governo de São Paulo está se preparando para leiloar uma série de prédios públicos da região central que ficarão vazios depois da transferência da sede estadual para o novo complexo que será construído no bairro dos Campos Elíseos.
A primeira lista inclui imóveis históricos e tombados como o Hotel Esplanada, o Cine Marrocos e o antigo prédio do Banco de São Paulo, que deverão ser reformados e convertidos em projetos de moradia, hotelaria, lazer e outros usos privados.&nbsp;
O leilão será feito em um momento em que investidores do mercado imobiliário estão voltando a olhar para o Centro de São Paulo, ao mesmo tempo em que a gestão de Tarcísio de Freitas tenta atrair moradores, empresas e novos empreendimentos para a região.
<p><img src="https://codex-braziljournal.codexcdn.net/assets/as0yWyusiqYVIasAj.jpg" alt="" /></p>
Parte dos imóveis que devem ser leiloados ocupa alguns dos endereços mais conhecidos do Centro. O Hotel Esplanada, inaugurado em 1923 na Praça Ramos de Azevedo, já recebeu presidentes, empresários e artistas em uma época em que a região concentrava parte da elite paulistana.&nbsp;
O Cine Marrocos chegou a ser anunciado nos anos 1950 como o cinema mais luxuoso da América Latina e permaneceu por décadas entre os principais espaços culturais da cidade.&nbsp;
Já o antigo prédio do Banco de São Paulo fica na Praça Antônio Prado, uma área que ajudou a consolidar o Centro como principal endereço financeiro da capital antes da migração para a Avenida Paulista.&nbsp;
Outros edifícios ocupados pelo Estado também deverão entrar no radar do governo à medida que as secretarias forem deixando seus atuais endereços, como os edifícios Cidade I e Cidade II, no Triângulo Histórico, e o Edifício Saldanha Marinho, da Secretaria de Segurança Pública.&nbsp;
Entre os <em>players</em> do setor privado que estão investindo no Centro, há nomes como a incorporadora <a href="https://metroquadrado.com/residencial/planta-levanta-r-205-milhoes-para-retrofitar-tres-predios-em-sp" target="_blank" rel=""><strong><u>Planta</u></strong></a>, especializada em retrofits, e o Bradesco, que está investindo R$ 200 milhões para restaurar o complexo Nova Central, na Avenida Ipiranga.
No setor público, além dos esforços do próprio governo estadual, a Caixa Econômica Federal tem dito que está priorizando uma linha de crédito para retrofits nas regiões centrais de grandes cidades.
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    </item>
    <item>
      <title>Em São Paulo, estoque de alto padrão atinge o maior nível desde 2017</title>
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      <pubDate>Wed, 10 Jun 2026 21:42:00 +0000</pubDate>
      <link>https://metroquadrado.com/residencial/em-sao-paulo-estoque-de-alto-padrao-atinge-o-maior-nivel-desde-2017</link>
      <category><![CDATA[Residencial]]></category>
      <category><![CDATA[Apartamentos & Casas]]></category>
      <category><![CDATA[Incorporadoras]]></category>
      <category><![CDATA[São Paulo]]></category>
      <category><![CDATA[Luxo]]></category>
      <dc:creator><![CDATA[Thaís Soares]]></dc:creator>
      <description><![CDATA[As incorporadoras lançaram tantos apartamentos de alto padrão nos últimos anos em São Paulo que o nível de estoque do segmento (em meses de venda) já sobe mais do que no mercado destinado à classe média. Segundo uma análise feita pelo BTG Pactual com base em dados do Secovi-SP, o estoque continua crescendo no recorte que reúne o médio e o alto padrão, mas nos últimos meses o ritmo tem sido mais acentuado nos imóveis voltados às faixas de renda mais elevadas.]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[As incorporadoras lançaram tantos apartamentos de alto padrão nos últimos anos em São Paulo que o nível de estoque do segmento (em meses de venda) já sobe mais do que no mercado destinado à classe média.
Segundo uma análise feita pelo BTG Pactual com base em dados do Secovi-SP, o estoque continua crescendo no recorte que reúne o médio e o alto padrão, mas nos últimos meses o ritmo tem sido mais acentuado nos imóveis voltados às faixas de renda mais elevadas.
Em abril, o estoque de apartamentos com pelo menos quatro dormitórios atingiu 26 meses de venda, o maior patamar desde 2017, quando o setor ainda sentia os efeitos da crise dos distratos. Já entre as unidades acima de 180 metros quadrados, a oferta chegou a 23 meses.
Os números superam com folga o nível de estoque que soma o médio e o alto padrão, que registrou 12 meses de venda.
Embora representem apenas apenas 3% dos imóveis disponíveis na cidade, os apartamentos com pelo menos 180 m² concentram parte relevante do estoque em valor.&nbsp;
Segundo o Secovi-SP, essas unidades reúnem R$ 19,1 bilhões em oferta, mais do que qualquer outra categoria de metragem.&nbsp;
“Os dados continuam a mostrar as mesmas tendências que temos observado nos últimos meses: o segmento de baixa renda permaneceu sólido, enquanto a renda média/alta registrou mais um mês de aumento nos estoques e pressão sobre o ritmo de vendas,” escreveram os analistas do banco.
Até o ano passado, o mercado estava mais preocupado com o impacto dos juros sobre os compradores de média renda&nbsp; – o que levou incorporadoras a focar no alto padrão e no Minha Casa, Minha Vida, reduzindo o ritmo de lançamentos para a classe média.
Mas enquanto o MCMV segue vendendo em ritmo acelerado (o estoque é de oito meses), no alto padrão o efeito tem sido um tempo maior para o comprador tomar a decisão de fechar o negócio, dado que agora ele tem leque maior de opções.
Além disso, a taxa de juros ainda alta leva muitos potenciais clientes a preferir manter o dinheiro aplicado em renda fixa a comprar um novo imóvel.
Algumas incorporadoras até começaram a dar mais benefícios para tentar estimular as vendas. A Eztec, por exemplo, além de começar o ano oferecendo IPTU e condomínio grátis, está dando também <a href="https://metroquadrado.com/residencial/compre-um-ape-ganhe-milhas-a-nova-aposta-da-eztec" target="_blank" rel=""><strong><u>milhas aéreas</u></strong></a> nas vendas para compradores de apartamentos entre R$ 4 milhões e R$ 14 milhões.&nbsp;
O BTG, no entanto, disse que segue com uma “postura mais cautelosa para a renda média/alta, dado o cenário macroeconômico mais desafiador, que se reflete cada vez mais em uma dinâmica de demanda mais fraca.”
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    <item>
      <title>O projeto arquitetônico do novo Itaú Cultural na Paulista</title>
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      <pubDate>Wed, 10 Jun 2026 03:44:00 +0000</pubDate>
      <link>https://metroquadrado.com/cidades/o-projeto-arquitetonico-do-novo-predio-do-itau-cultural-na-paulista</link>
      <category><![CDATA[Cidades]]></category>
      <category><![CDATA[Arquitetura]]></category>
      <category><![CDATA[São Paulo]]></category>
      <category><![CDATA[Itaú Unibanco]]></category>
      <dc:creator><![CDATA[Vanessa D'Amaro]]></dc:creator>
      <description><![CDATA[O projeto do novo prédio do Itaú Cultural na Av. Paulista – anunciado no início da semana – foi desenvolvido por três jovens arquitetos de São Paulo que venceram uma concorrência de peso. Marcus Vinicius Damon, Guilherme Bravin e Erica Tomasoni – os fundadores do Estúdio Módulo – superaram escritórios consolidados e fundados há mais tempo, como o Bernardes Arquitetura, o FGMF, o Libeskindllovet, o SPBR e o Studio MK27.]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[O projeto do novo prédio do Itaú Cultural na Av. Paulista – anunciado no início da semana – foi desenvolvido por três jovens arquitetos de São Paulo que venceram uma concorrência de peso.
Marcus Vinicius Damon, Guilherme Bravin e Erica Tomasoni – os fundadores do Estúdio Módulo – superaram escritórios consolidados e fundados há mais tempo, como o Bernardes Arquitetura, o FGMF, o Libeskindllovet, o SPBR e o Studio MK27.
“Nós tratamos este trabalho como o grande projeto da nossa vida,” Marcus disse ao <a href="https://www.instagram.com/metroquadrado" target="_blank" rel=""><strong>Metro Quadrado</strong></a>.
O Estúdio Módulo ganhou projeção recentemente com o projeto do Centro Cultural Rio-África, na região do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro. Desta vez, os arquitetos vão atuar mais perto de casa.
O prédio será construído em um terreno comprado <a href="https://metroquadrado.com/comercial/fundacao-itau-compra-um-dos-ultimos-terrenos-da-paulista" target="_blank" rel=""><strong>no ano passado</strong></a> pela Fundação Itaú por R$ 49 milhões.
O espaço, antes usado como estacionamento, fica ao lado da Fiesp, na esquina com a Rua Pamplona, e a seis quadras da atual sede do Itaú Cultural, também na Paulista.
Com 19 pavimentos e 12 mil metros quadrados, o novo edifício só deve ficar pronto em 2031, e foi pensado para ampliar a capacidade expositiva da instituição e “receber melhor o público”, nas palavras do próprio Alfredo Setúbal.
O prédio atual – que seguirá sendo usado pela fundação após a mudança – não tem a flexibilidade dos centros culturais contemporâneos, capazes de acomodar um grande público e obras de grande porte em eventos com formatos variados.&nbsp;
Desenhado por Ernest Mange (1922-2005) e reformado por Roberto Loeb, o imóvel foi concebido originalmente como um espaço voltado à pesquisa – e adaptado ao longo das décadas para receber exposições, eventos e espetáculos.&nbsp;
A proposta do Estúdio Módulo para o Itaú Cultural se destaca pela sensibilidade do desenho. Em vez de competir visualmente com os edifícios vizinhos, o trio apostou em uma arquitetura leve, marcada pela estrutura metálica, pela transparência e pela permeabilidade.
“Não queríamos fazer um prédio que grita. Queríamos um prédio que fosse quase como um violão bem tocado,” disse Marcus.
Essa ideia aparece já na fachada. Uma composição de brises brancos ritmados por frestas alternadas funciona como uma sequência de grandes janelas abertas para a cidade.&nbsp;
<p><img src="https://codex-braziljournal.codexcdn.net/assets/asNFtaWtgfsLl9T2J.png" alt="" /></p>
Dependendo do ângulo de observação, diferentes cores surgem entre os elementos, criando um efeito óptico que remete à arte cinética. Entre as referências do projeto estão as obras do venezuelano Carlos Cruz-Diez e as esculturas geométricas de Amílcar de Castro.
“Buscamos citar alguns artistas no momento em que desenhamos a fachada, porque de fato é um centro cultural. Aquele bloco que se destaca mais vai acolher as exposições, então achamos bonito fazer algumas homenagens no desenho,” disse.
O edifício será distribuído em 11 pavimentos acima do nível da rua, o térreo e sete subsolos — há ainda áreas de circulação voltadas para a avenida Paulista.
No térreo, os arquitetos propuseram uma espécie de praça pensada como uma extensão da própria Paulista. A ideia é que o espaço funcione como área de acolhimento para o público.&nbsp;
Entre o térreo e o primeiro subsolo ficarão um café, um restaurante, uma loja e uma grande arquibancada multiuso que, ao cair da noite, poderá receber projeções e se transformar em cinema.
Os subsolos abrigarão um auditório, um teatro e áreas técnicas. E é justamente aí que aparece uma das soluções mais engenhosas do projeto, apelidada pelos arquitetos de “clareira”, inspirada na Mata Atlântica.&nbsp;
<p><img src="https://codex-braziljournal.codexcdn.net/assets/as5YOFhBuueLpNHeT.png" alt="" /></p>
Para levar luz natural aos pavimentos subterrâneos, o trio criou uma grande abertura para um jardim. As plantas, portanto, acompanham o percurso da luz até os níveis mais baixos.
“Desenvolvemos esta clareira que deixa a luz entrar nos pavimentos inferiores. Inclusive o paisagismo foi pensado com vegetação de sub-bosque, que vai sobreviver da maneira mais adequada a essa condição enterrada,” disse Marcus.
Essa luminosidade chega até a área do teatro, localizado bem abaixo do nível da rua e desenhado para acomodar diferentes tipos de espetáculos.
“Pode assustar o teatro a seis andares de profundidade, mas o pé-direito é muito alto. Estamos fazendo um teatro flexível com urdidura, que recolhe os cenários para cima e permite retirar todas as poltronas. É uma área muito versátil e tecnológica,” diz.
Já subindo do primeiro ao sexto andar, os pés-direitos generosos, que variam de quatro a seis metros de altura, foram pensados para receber obras de arte contemporânea de grande escala.&nbsp;
Ali também ficarão a coleção permanente Brasiliana e o espaço Ocupação, dedicado às exposições temporárias sobre artistas, literatura e cultura brasileira.
<p><img src="https://codex-braziljournal.codexcdn.net/assets/aswIDLPZYocsAHFUs.png" alt="" /></p>
Nos andares superiores, salas multiuso, estúdios de gravação e a área administrativa ganharão um terraço dedicado aos funcionários da instituição.
“Um dos grandes debates contemporâneos é sobre a saúde mental. É importante que o espaço seja agradável para quem visita, mas também muito qualificado para quem trabalha no dia a dia,” afirma o arquiteto.
Para os arquitetos, a grande expectativa é que o edifício seja ocupado não apenas pelo público especializado em arte, mas também por qualquer pessoa que simplesmente esteja passando pela Paulista.
“Por mais que alguém não seja um grande apreciador de arte, acho que vai ser um espaço em que a pessoa vai ter curiosidade para entrar e vai gostar. Que seja pelo café, pela lojinha ou para levar os filhos no final de semana,” disse.
Segundo a Fundação Itaú, toda a obra do novo prédio utilizará apenas recursos próprios da instituição e não recorrerá a incentivos fiscais das leis culturais.
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      <title>Canadá e México superam EUA nas reservas de hotéis para a Copa</title>
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      <pubDate>Mon, 08 Jun 2026 23:06:00 +0000</pubDate>
      <link>https://metroquadrado.com/comercial/canada-e-mexico-superam-eua-nas-reservas-de-hoteis-para-a-copa</link>
      <category><![CDATA[Comercial]]></category>
      <category><![CDATA[Hotelaria]]></category>
      <category><![CDATA[Futebol]]></category>
      <category><![CDATA[EUA]]></category>
      <category><![CDATA[Canadá]]></category>
      <category><![CDATA[México]]></category>
      <dc:creator><![CDATA[Pedro Borg]]></dc:creator>
      <description><![CDATA[Os Estados Unidos vão sediar a maioria dos jogos da Copa do Mundo, mas estão atrás dos outros anfitriões – o Canadá e o México – nas reservas de hotéis. Um levantamento feito pela plataforma <em>CoStar</em> e publicado pelo <em>The Wall Street Journal</em> mostrou que as cidades com os maiores níveis de ocupação na Copa são Vancouver e Guadalajara, com taxas de 48%.]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[Os Estados Unidos vão sediar a maioria dos jogos da Copa do Mundo, mas estão atrás dos outros anfitriões – o Canadá e o México – nas reservas de hotéis.
Um levantamento feito pela plataforma <em>CoStar</em> e publicado pelo <em>The Wall Street Journal</em> mostrou que as cidades com os maiores níveis de ocupação na Copa são Vancouver e Guadalajara, com taxas de 48%.
Toronto, Cidade do México e Monterrey – as outras três cidades fora dos EUA que também receberão jogos – passam dos 40%.
Já nas 11 cidades-sede dos EUA, apenas São Francisco ultrapassa esse patamar, com 44%. Nova York, que receberá oito jogos, incluindo a final, tem ocupação de 39% durante o período do evento.
A análise da <em>CoStar </em>cobriu 14 das 16 cidades-sede.
O primeiro fator que explica discrepância é o preço das acomodações de curta temporada.
No México, as tarifas custam em torno de US$ 100 a diária, contra cerca de US$ 300 em Kansas City, Boston e Miami, segundo a <em>CoStar</em>. Como os ingressos já estão caros, atingindo valores recordes, os turistas estão priorizando as estadias mais baratas.
A <a href="https://metroquadrado.com/comercial/nos-eua-hoteis-se-frustram-com-nivel-de-reservas-para-a-copa" rel=""><strong>incerteza política nos EUA</strong></a> também está pesando. Restrições de emissão de vistos, relatos de detenções em aeroportos e a percepção de um ambiente hostil a visitantes internacionais reduziram a demanda.&nbsp;
Quatro países participantes do torneio – Irã, Senegal, Costa do Marfim e Haiti – estão na lista de restrições de viagem do governo Trump.
As notícias mais recentes da Copa também não ajudam.
Principal árbitro da África, o somali Omar Artan teve sua entrada barrada nos EUA hoje apesar de ter um visto válido. Na semana passada, alguns torcedores escoceses tiveram suas permissões de viagem revogadas sem aviso prévio pelo governo americano, segundo a <em>BBC</em>.
Apesar dos problemas nos EUA, parte da baixa ocupação hoteleira também é atribuída à Fifa.
A entidade havia reservado um grande número de quartos em hotéis das cidades-sede, mas cancelou a maior parte meses antes do evento, provocando não só uma demanda artificial, mas afetando o planejamento dos hotéis.
Na Filadélfia, a associação local de hotéis relatou o cancelamento de cerca de 2 mil das 10 mil reservas que a Fifa havia feito na cidade.
A expectativa inicial era de um evento histórico para o setor.
Uma projeção feita pela CoStar com a Tourism Economics apontava para um aumento de 1,7% na receita por quarto disponível nos EUA em junho e julho deste ano, com alta de 12,7% nas cidades-sede. Mas a realidade ficou abaixo do esperado.
Dallas apresentou resultados mais sólidos, com maior demanda de grupos e estadias mais longas. Já em Seattle a ocupação de hotéis em junho está 7% abaixo do que foi no mesmo período do ano passado.
Ainda assim, o mercado hoteleiro não descarta uma virada. Dados históricos indicam que até 40% das reservas costumam ocorrer seis dias antes dos jogos.&nbsp;
Há também a expectativa que mais torcedores cheguem aos EUA durante a fase de mata-mata, quando boa parte dos jogos acontecerá no país.
"O que pode acontecer é que junho seja decepcionante e julho fique acima do esperado," disse Jan Freitag, diretor nacional de análise de mercado hoteleiro da <em>CoStar</em>.
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      <title>Quando multifamily e Airbnb viram a mesma coisa</title>
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      <pubDate>Mon, 08 Jun 2026 21:56:00 +0000</pubDate>
      <link>https://metroquadrado.com/residencial/quando-multifamily-e-airbnb-viram-a-mesma-coisa</link>
      <category><![CDATA[Residencial]]></category>
      <category><![CDATA[Apartamentos & Casas]]></category>
      <category><![CDATA[Opinião]]></category>
      <category><![CDATA[Multifamily]]></category>
      <category><![CDATA[Regulação]]></category>
      <category><![CDATA[Airbnb]]></category>
      <dc:creator><![CDATA[Bruno Loreto]]></dc:creator>
      <description><![CDATA[O mercado imobiliário está assistindo a uma convergência de duas teses que até então eram tratadas como diferentes: o <em>short stay</em> e o <em>multifamily</em>. Há dez anos, falar sobre <em>short stay</em> ainda era falar de inovação.]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[O mercado imobiliário está assistindo a uma convergência de duas teses que até então eram tratadas como diferentes: o <em>short stay</em> e o <em>multifamily</em>.
Há dez anos, falar sobre <em>short stay</em> ainda era falar de inovação.
O Airbnb havia popularizado uma nova forma de monetizar imóveis residenciais, e os proprietários passaram a enxergar apartamentos como ativos de renda mais flexíveis. As incorporadoras começaram a testar empreendimentos de estúdios em localizações centrais, e se multiplicaram os operadores especializados em curta temporada.
Depois veio outro movimento. Há cerca de cinco anos, o termo <em>multifamily</em> começou a ganhar tração no Brasil. Em vez de vender unidades pulverizadas para investidores individuais, empresas e fundos passaram a olhar para prédios inteiros destinados à renda residencial.
Brookfield, Cyrela, JFL, MRV e outros grupos começaram a lançar projetos voltados a edifícios residenciais para locação, com gestão profissionalizada, serviços e visão de portfólio.&nbsp;
O que era comum em mercados mais maduros, especialmente nos Estados Unidos, começava a ser traduzido para a realidade brasileira.
À primeira vista, <em>short stay</em> e <em>multifamily</em> parecem teses paralelas. Mas os movimentos recentes sugerem que essa separação tende a ficar menos clara.
No <em>multifamily</em>, passamos a ver a entrada mais robusta do capital institucional. A parceria entre Kinea e Brookfield para estruturar um fundo imobiliário residencial de quase R$ 2 bi, por exemplo, representa uma tentativa de transformar edifícios residenciais para renda em produto financeiro de escala.
O fundo nasce com uma carteira relevante de projetos, parte já em operação e parte ainda em desenvolvimento. A estratégia combina renda recorrente dos imóveis ao longo do período de investimento com venda futura dos ativos em busca de valorização patrimonial.&nbsp;
Esse desenho mostra um ponto importante: o <em>multifamily</em> começa a buscar legibilidade institucional.
Não basta ter bons apartamentos alugados. É preciso estruturar governança, alinhamento de interesses, gestão operacional, previsibilidade de renda, proteção contra perdas e narrativa financeira compreensível para investidores qualificados.
Ao mesmo tempo, no <em>short stay</em>, o movimento é quase inverso: uma tese que nasceu descentralizada, pulverizada e muitas vezes informal passa a ser empurrada para uma lógica mais profissionalizada.
A decisão recente do STJ reforçou que a utilização de imóveis em condomínios residenciais para estadias de curta duração, quando associada à exploração econômica ou profissional, depende de aprovação condominial.
&nbsp;Na prática, operar Airbnb em prédios residenciais comuns tende a ficar mais burocrático, mais incerto e mais dependente de governança coletiva.
A discussão sobre imóveis de Habitação de Interesse Social, a cobrança de impostos sobre rendimentos desse tipo de locação e o debate crescente sobre segurança, sossego e destinação residencial dos edifícios apontam para a mesma direção.
O <em>short stay </em>não vai desaparecer, mas vai deixar de ser uma arbitragem simples em cima de qualquer unidade residencial.
E é justamente aí que surge a oportunidade dos prédios já concebidos para curta permanência.
Se o problema do <em>short stay </em>em condomínios residenciais é o desalinhamento entre moradores, investidores, hóspedes e regras de uso, a solução natural é criar empreendimentos onde todos já entram sabendo qual é a vocação do ativo.&nbsp;
O prédio de <em>multifamily</em> pode usar o <em>short stay</em> ou a estadia flexível como ferramenta de mitigação de vacância e renda complementar.&nbsp;
Em momentos de menor ocupação, unidades podem ser direcionadas a ciclos mais curtos, desde que a estrutura jurídica, operacional e condominial permita.&nbsp;
O prédio de <em>short stay</em>, por sua vez, pode avançar para estadias mais longas quando percebe demanda de usuários que não querem apenas passar duas noites, mas permanecer algumas semanas ou meses, como&nbsp; profissionais em projetos temporários, estudantes, pacientes e familiares próximos a hospitais, pessoas em transição de moradia, nômades digitais e estrangeiros em temporadas no Brasil.
Essa demanda não cabe perfeitamente nem no aluguel residencial tradicional nem na hotelaria clássica. Ela exige flexibilidade, serviço, localização, tecnologia, mobiliário, governança e precificação dinâmica. Exige, em outras palavras, uma operação imobiliária mais sofisticada.
É aí que <em>multifamily</em> e <em>short stay</em> começam a se fundir.
O<em> multifamily</em> traz a disciplina do capital institucional: escala, governança, portfólio, gestão de risco, previsibilidade de renda e visão de longo prazo.
&nbsp;O <em>short stay</em> traz a inteligência operacional: distribuição multicanal, precificação dinâmica, gestão de reputação, limpeza, enxoval, atendimento, tecnologia de check-in e capacidade de capturar diferentes ciclos de demanda.
Operadores de curta estadia já começam a se habilitar para operar média e longa estadia, porque percebem que depender apenas da diária curta pode ser volátil.&nbsp;
E operadores de longa estadia passam a buscar tecnologia, processos e<em> know-how</em> de quem aprendeu a operar imóveis com alta rotatividade e maior complexidade operacional.
A rentabilidade também empurra essa convergência.
No <em>multifamily</em>, a tese ganha força em um contexto de escassez de produtos comparáveis, dificuldade de acesso à casa própria pela classe média e amadurecimento da locação como alternativa estrutural de moradia.
Se a propriedade fica mais distante para uma parte relevante da população, a demanda por moradia alugada de qualidade tende a ganhar importância.
No <em>short stay</em>, por outro lado, a rentabilidade tende a ficar mais pressionada onde houve excesso de oferta de unidades compactas, sem aumento proporcional da tarifa.
O ativo vencedor não será necessariamente o prédio 100% <em>short stay</em> nem o prédio 100% <em>long stay</em>.&nbsp;
Será o ativo com capacidade de ajustar sua operação à demanda real do mercado, sem perder segurança jurídica, qualidade de experiência e previsibilidade financeira.
Para incorporadores, isso significa que a concepção do produto precisa ir além da planta compacta e da promessa de rentabilidade.
Será necessário pensar em convenção, operação, serviços, tecnologia, perfil de usuário, canais de venda, governança entre proprietários e papel do operador.
Para investidores, significa que a análise não pode parar no cap rate projetado. É preciso entender o risco regulatório, a qualidade do operador, a profundidade da demanda, a liquidez futura do ativo e a aderência do produto à sua localização.
No fundo, o que está se formando é uma nova camada do mercado imobiliário, o residencial operado, onde a renda não depende apenas da propriedade do ativo, mas da capacidade de operá-lo melhor.
O <em>short stay</em> mostrou ao mercado que a moradia poderia ser monetizada com mais flexibilidade. O multifamily mostra que a renda residencial pode ser institucionalizada. Agora, os dois movimentos começam a apontar para a mesma direção.
<em>Bruno Loreto é sócio da Terracotta Ventures.</em>
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      <title>A estrela de reality que quer ser prefeito de Los Angeles </title>
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      <pubDate>Fri, 05 Jun 2026 15:24:00 +0000</pubDate>
      <link>https://metroquadrado.com/cidades/a-estrela-de-reality-quer-ser-prefeito-de-los-angeles</link>
      <category><![CDATA[Cidades]]></category>
      <category><![CDATA[Los Angeles]]></category>
      <category><![CDATA[EUA]]></category>
      <dc:creator><![CDATA[Pedro Borg]]></dc:creator>
      <description><![CDATA[O republicano Spencer Pratt avançou para o segundo turno da eleição à prefeitura da maior cidade da Califórnia após uma campanha fulminante que contou com arrecadação recorde e discursos sem papas na língua. A carreira de Pratt deslanchou no anos 2000, quando ele participou do reality <em>The Hills</em>, da MTV. De lá pra cá, ele bateu ponto em outros programas do gênero, como o <em>Big Brother Celebrity</em> e <em>Masked Singer</em>.&nbsp;]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[O republicano Spencer Pratt avançou para o segundo turno da eleição à prefeitura da maior cidade da Califórnia após uma campanha fulminante que contou com arrecadação recorde e discursos sem papas na língua.
A carreira de Pratt deslanchou no anos 2000, quando ele participou do reality <em>The Hills</em>, da MTV. De lá pra cá, ele bateu ponto em outros programas do gênero, como o <em>Big Brother Celebrity</em> e <em>Masked Singer</em>.&nbsp;
<p><img src="https://codex-braziljournal.codexcdn.net/assets/as00p5wpQrjyXIR8v.jpg" alt="" /></p>
Aos 42 anos, Pratt agora tenta uma guinada na carreira motivada por um drama pessoal.&nbsp;
Em janeiro do ano passado, ele perdeu sua casa nos incêndios que devastaram a comunidade de Pacific Palisades em Los Angeles. O episódio se tornou um dos eixos de sua campanha, com fortes críticas à prefeita Karen Bass – que busca a reeleição – por sua resposta ao desastre.&nbsp;
Pratt também defende uma política mais rígida para combater a crise de opióides na cidade, como o tratamento obrigatório para dependentes químicos, e uma ação enfática contra os imigrantes ilegais na cidade em parceria com o ICE.
“Vamos recuperar a era de ouro de Los Angeles,” Pratt disse em uma peça de campanha, num slogan que lembra o <em>Make America Great Again</em> (MAGA).
A perda de sua casa nos incêndios gerou uma saia justa na imprensa. Depois de Pratt anunciar sua candidatura, o <em>Los Angeles Times</em> afirmou que ele se mudou da cidade – o que o impediria de concorrer à prefeitura. Sua resposta, via redes sociais, deu o tom da campanha.
“Eles querem tentar escrever uma matéria difamatória sobre mim por causa da minha residência?” disse Pratt. “Querem me atacar por não estar morando nos Palisades enquanto concorro à prefeitura. Ei, gênio, minha casa pegou fogo.”
Os desabafos de Pratt nas redes sociais não são incomuns. Eles são parte de uma estratégia de campanha que conta com a publicação de vídeos gerados por inteligência artificial – ridicularizando os adversários – e propagandas que lembram sketches de comédia.&nbsp;
Mas não só de vídeos e cutucadas vive a campanha. Um dos momentos marcantes ocorreu quando Pratt, a Prefeita Bass e uma ex-vereadora de LA, a democrata Nithya Raman – que ficou em terceiro lugar na disputa – foram questionados se iriam encerrar um programa para garantir seringas limpas aos sem-teto da cidade.
Bass disse que não iria acabar com o programa, enquanto Raman foi na contramão, mas sem muita firmeza. Pratt foi enfático.
“Jamais vamos distribuir seringas e cachimbos para usuários de drogas nas ruas,” disse Pratt, num tom que parece ter agradado parte da população de LA.
O estilo de comunicação direto e sem rodeios foi um dos ativos de Pratt para crescer nas pesquisas em um reduto dos democratas, que controlam a cidade desde 2001. O entusiasmo em relação a sua candidatura pôde ser visto nas arrecadações.
Entre abril e maio, Pratt arrecadou US$ 2,7 milhões, quase dez vezes mais que Bass e sete vezes mais do que Raman.&nbsp;
Pesam contra ele as acusações de falta de experiência. Bass, sua adversária no segundo turno, questionou se Pratt “já teve algum emprego na vida além de ser estrela de reality show.”&nbsp;
Pratt respondeu: “Posso não ter experiência, mas tenho bom senso para dizer que isso não está funcionando.”&nbsp;
O segundo turno ocorre em novembro.
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