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    <title>Metro Quadrado - Latest news</title>
    <description>O Metro Quadrado é um site de notícias, análises e comentários sobre mercado imobiliário, arquitetura e urbanismo.</description>
    <link>https://metroquadrado.com</link>
    <pubDate>Fri, 16 Oct 2026 03:08:00 +0000</pubDate>
    <language>pt-BR</language>
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      <title>Metro Quadrado</title>
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    <item>
      <title>A praça que Alfredo Setubal mandou fazer em Pinheiros</title>
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      <pubDate>Fri, 16 Oct 2026 03:08:00 +0000</pubDate>
      <link>https://metroquadrado.com/cidades/a-praca-que-alfredo-setubal-mandou-fazer-em-pinheiros</link>
      <category><![CDATA[Cidades]]></category>
      <category><![CDATA[São Paulo]]></category>
      <category><![CDATA[Urbanismo]]></category>
      <category><![CDATA[Paisagismo]]></category>
      <category><![CDATA[Itaú Unibanco]]></category>
      <description><![CDATA[Uma praça que será doada pela família de Alfredo Setubal para a cidade de São Paulo pretende ser uma espécie de “pequena floresta” no meio de Pinheiros. Anunciado no começo do ano, o projeto da Praça Igarapé repercutiu ao usar tapumes com a frase “não é prédio, é praça” e já está em obras, com expectativa de entrega parcial para o começo de 2027.]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[Uma praça que será doada pela família de Alfredo Setubal para a cidade de São Paulo pretende ser uma espécie de “pequena floresta” no meio de Pinheiros.
Anunciado no começo do ano, o projeto da Praça Igarapé repercutiu ao usar tapumes com a frase “não é prédio, é praça” e já está em obras, com expectativa de entrega parcial para o começo de 2027.
A “pequena floresta” terá jardins cheios de verde, com arbustos de origem nativa e árvores exóticas, usadas há bastante tempo no Brasil, como a Sete Copas africana, escolhidas não só pelo efeito visual, mas para facilitar expansões futuras.
“Com a legislação atual, se você planta uma árvore nativa, nunca mais pode retirar,” Rodrigo Oliveira, o paisagista do projeto, disse ao Metro Quadrado.
"Essa praça tem vida própria e pode aumentar e se desenvolver, sem ter prédio, área comercial, nada disso", afirma.
Oliveira, que também vem criando mini florestas em condomínios de São Paulo, diz que os canteiros e jardins da Igarapé deverão ser “muito verdes, densos e bem bonitos, para trazer tranquilidade ao olhar”.&nbsp;
<p><img src="https://codex-braziljournal.codexcdn.net/assets/ashGtl8uVk70SsO2M.jpg" alt="" /></p>
A praça começou a nascer como projeto em 2019, quando a família de Alfredo Setubal passou a comprar terrenos aos poucos, até formar uma área de 784 m², dentro do quarteirão entre as ruas Artur de Azevedo, Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, Pascoal del Galzo e Dr. Phidias de Barros Monteiro, a duas quadras do metrô Fradique Coutinho.&nbsp;
O projeto de arquitetura foi feito pelo escritório FGMF, e a proposta é que o espaço funcione como um local de descompressão da correria paulistana, mas conectado à vocação comercial e gastronômica daquele pedaço de&nbsp; Pinheiros.&nbsp;
O espaço será uma espécie de “T” no meio da quadra, com acessos por duas ruas diferentes e atrações variadas. A área construída somará 1.400 m².
“A praça não é um quadrado numa esquina. Ela cria passagens entre diferentes ruas, e bolsões com características diferentes, para que a praça tenha diversidade de usos e de ambiência,” o arquiteto Lourenço Gimenes, sócio-fundador do FGMF, disse ao <a href="https://www.instagram.com/metroquadrado/" target="_blank" rel=""><strong><u>Metro Quadrado</u></strong></a>.&nbsp;
<p><img src="https://codex-braziljournal.codexcdn.net/assets/asRspolBoGCuMa4Q6.jpg" alt="" /></p>
Assim, o acesso da Virgílio, onde ficará a livraria, tem uma conexão mais clara com o comércio de rua daquela via.&nbsp;
Já o miolo dará prioridade às manifestações artísticas, com um auditório e espaço para apresentações no subsolo. Haverá, ainda, arquibancadas externas.
A terceira âncora será um espaço gastronômico, onde há espaço para um restaurante ou café, com área reservada para uma cozinha de maior capacidade – o contrato de locação ainda não foi fechado.&nbsp;
Ao final, no acesso da Artur, haverá um playground e foco em brincadeiras. O design de toda a praça terá, também, um grande uso de elementos de madeira.&nbsp;
Por causa de uma mudança do zoneamento, de 2024, os outros prédios daquela quadra não podem superar 10 metros de altura, o que manterá a harmonia visual entre a nova praça e os prédios vizinhos.&nbsp;
<p><img src="https://codex-braziljournal.codexcdn.net/assets/asehAYtD1yUR8UCmO.jpg" alt="" /></p>
Lourenço avalia que Pinheiros, apesar do <a href="https://metroquadrado.com/cidades/em-pinheiros-escritorios-pegam-mais-preco-que-apartamentos" target="_blank" rel=""><strong><u>boom imobiliário</u></strong></a> que vive, tem poucas praças e espaços públicos onde as pessoas possam permanecer. O Largo da Batata, por exemplo, segue pouco atrativo, mesmo após a reforma da década passada.
“É como se a praça pegasse no lugar certo, na hora certa, um bairro que já tem uma vida de rua e clama por um espaço de qualidade, onde simplesmente se pode parar e tomar um sorvete sentado,” ele disse.
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    <item>
      <title>A arquitetura que deu vida ao novo Sesc do Centro de São Paulo</title>
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      <pubDate>Fri, 16 Oct 2026 03:08:00 +0000</pubDate>
      <link>https://metroquadrado.com/cidades/a-arquitetura-que-deu-vida-ao-novo-sesc-do-centro-de-sao-paulo</link>
      <category><![CDATA[Cidades]]></category>
      <category><![CDATA[São Paulo]]></category>
      <category><![CDATA[Arquitetura]]></category>
      <category><![CDATA[Urbanismo]]></category>
      <dc:creator><![CDATA[Vanessa D'Amaro]]></dc:creator>
      <description><![CDATA[Depois de quase quinze anos de espera, o Centro de São Paulo está perto de ganhar um novo Sesc. O projeto nasceu de um plano urbanístico de 2011 para o Parque Dom Pedro II, que previa uma série de intervenções, pensadas por três escritórios de arquitetura e a FAU-USP, mas, até agora, só o Sesc saiu do papel.]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[Depois de quase quinze anos de espera, o Centro de São Paulo está perto de ganhar um novo Sesc.
O projeto nasceu de um plano urbanístico de 2011 para o Parque Dom Pedro II, que previa uma série de intervenções, pensadas por três escritórios de arquitetura e a FAU-USP, mas, até agora, só o Sesc saiu do papel.
Com obras concluídas, o equipamento deve ser inaugurado até o fim do ano e já desponta como um marco arquitetônico da paisagem local.
O Sesc Parque Dom Pedro II foi construído em um terreno de cerca de 9 mil m² onde antigamente estavam os edifícios Mercúrio e São Vito, originais da década de 1950, entre as avenidas do Estado e Mercúrio, vizinho à Zona Cerealista.&nbsp;
Os dois prédios eram opções de moradia popular no centro, mas entraram em degradação ao longo dos anos e passaram a apresentar graves problemas estruturais. Após uma série de incidentes e discussões sobre o destino do local, a Prefeitura demoliu o Mercúrio em 2008 e o São Vito em 2011.
A arquitetura do novo Sesc ficou a cargo do escritório UNA Barbara e Valentim, um dos que compõem o coletivo responsável pelo plano urbanístico, feito a pedido da Secretaria de Desenvolvimento Urbano.
<p><img src="https://codex-braziljournal.codexcdn.net/assets/asfUzEzN0O3UQorql.jpg" alt="" /></p>
“O Sesc foi pensado como um equipamento cultural para dar vida nova a esta região,” a arquiteta Fernanda Barbara, sócia do UNA, disse ao<strong> </strong><a href="https://www.instagram.com/metroquadrado" target="_blank" rel=""><strong>Metro Quadrado</strong></a>.&nbsp;
A nova unidade começou a tomar forma em 2015, com uma ocupação provisória do terreno pelo Sesc. As obras, por sua vez, começaram oficialmente entre 2020 e 2021.
Com mais de 33 mil m² de área construída, o edifício foi erguido em concreto e estrutura metálica, e a construção chama atenção pelos volumes sobrepostos que contornam uma espécie de bosque triangular, com paisagismo do escritório SOMA Arquitetos.
“Esse jardim vai ter várias árvores de pau-brasil, e permite também que, num lugar onde você tem o barulho, a fumaça das avenidas e o cheiro do rio, tudo possa se abrir para um espaço super silencioso, onde parece que você está em outro planeta,” diz Fabio Valentim, sócio de Fernanda.
A relação com o entorno também orientou a implantação do edifício. Os arquitetos criaram um térreo aberto, sem muros, concebido como uma grande praça pública que convida quem passa pela rua a entrar. A unidade também se abre para a praça São Vito, em homenagem ao edifício antigo.
Para manter a conexão com os prédios históricos da região, o projeto tem terraços com vistas ao longo de toda a extensão. Dos andares superiores, é possível observar tanto o Mercado Municipal, em frente, quanto o Palácio das Indústrias (atual Museu Catavento), ao fundo.
O projeto também incorporou soluções sustentáveis, como um sistema de captação e armazenamento de água da chuva. O edifício já até recebeu prêmios nacionais e internacionais, entre eles o Holcim Awards (2025), na categoria de construção sustentável.&nbsp;
<p><img src="https://codex-braziljournal.codexcdn.net/assets/aseBJkKZe2Apeite0.jpg" alt="" /></p>
A distribuição dos espaços, por sua vez, busca reunir cultura, educação e lazer – atividades que caracterizam as unidades do Sesc na capital. No térreo, uma praça coberta reúne oficinas, cafeteria e um teatro flexível.
“Esta praça é também o foyer do teatro. E o teatro, que é o programa cultural principal do prédio, tem uma característica super interessante: ele se abre totalmente para a cidade, que se torna um cenário vista do palco,” diz Fabio.
No primeiro andar, ficam a tradicional comedoria do Sesc, a biblioteca e o espaço infantil. O segundo pavimento abriga a área de convivência e um grande terraço com espelho d’água, que remete àqueles do Sesc 24 de Maio. Já os andares superiores concentram o complexo esportivo, com academia, quadras, piscinas e vestiários para os credenciados.
Esta intenção de conectar o edifício com o entorno está ligada a uma questão mais ampla de urbanismo: como recuperar a relação da população com uma região que está entre as origens de São Paulo, mas foi profundamente transformada pela infraestrutura viária.&nbsp;
“Esse é historicamente um lugar de comércio na cidade. Você tinha antigamente os barcos navegando pelo rio Tamanduateí até o Porto Geral, que depois vira a Ladeira Porto Geral,” diz Fabio.&nbsp;
Conhecida como Várzea do Carmo, a área alagadiça ao redor do rio Tamanduateí conectava o centro histórico à Zona Leste, que avançava em seu processo de industrialização no início do século 20. Em 1922, parte da região foi transformada em parque e ganhou um projeto paisagístico do urbanista francês Joseph-Antoine Bouvard.
A paisagem mudou radicalmente a partir do fim da década de 1960, quando a implantação de um sistema viário ocupou grande parte da área verde original. “A partir de 1968, é criado esse sistema viário completamente violento ali,” afirma Fernanda.
O rio canalizado, os galpões, os edifícios e os viadutos passaram a marcar a paisagem. Considerada um nó viário, a área também recebeu uma estação de metrô, duas estações de uma linha de ônibus expresso e, na década de 1990, um terminal de ônibus.
O terminal, aliás, é outro exemplo de como a área acabou se transformando em um emaranhado de soluções temporárias. “O terminal de ônibus é feito num lugar que é provisório, e é um projeto do Paulo Mendes da Rocha. Ele o criou como algo provisório, mas virou um provisório definitivo,” diz Fabio.
Foi diante desse cenário que a FAU-USP e o coletivo de escritórios de arquitetos (formado também por H+F Arquitetos e Metrópole) elaboraram o plano urbanístico, apresentado em 2011.&nbsp;
A proposta previa recuperar as áreas verdes originais do parque, além de melhorar a conexão entre construções históricas como o Mercado Municipal, a Casa das Retortas e o Palácio das Indústrias. A ideia era tornar a região mais agradável e acessível para a população.
O fato de a unidade do Sesc ter sido a única do plano a sair do papel, diz Fernanda, não significa que o edifício tenha sido concebido como uma aposta em uma futura transformação do Centro de São Paulo. O projeto foi desenvolvido para a configuração atual da região, sem depender de mudanças utópicas na infraestrutura viária.
“Esse é um projeto feito para aquele lugar do jeito que ele é hoje. Não é feito para se um dia esse lugar melhorar, se um dia o viaduto sair... Ele lida com a realidade do lugar e indica potenciais de outras formas de convivência e de usufruto do espaço, menos segmentadas, mais harmoniosas,” diz a arquiteta.
<em>O crédito da imagem no topo é de Leonardo Finotti.</em>
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    <item>
      <title>Para moradores da Cidade Jardim, a esperança é a última que morre</title>
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      <pubDate>Wed, 14 Oct 2026 03:06:00 +0000</pubDate>
      <link>https://metroquadrado.com/cidades/para-moradores-da-cidade-jardim-a-esperanca-e-a-ultima-que-morre</link>
      <category><![CDATA[Cidades]]></category>
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      <category><![CDATA[Plano Diretor]]></category>
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      <description><![CDATA[A decisão do Tribunal de Justiça que derrubou a última revisão do zoneamento de São Paulo deu aos moradores da Cidade Jardim um sopro de esperança. A associação do bairro tem trabalhado para evitar a construção de um conjunto de torres da RZK Empreendimentos, além de outros edifícios, e vê na decisão do TJ uma brecha para reforçar a sua argumentação.]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[A decisão do Tribunal de Justiça que derrubou a última revisão do zoneamento de São Paulo deu aos moradores da Cidade Jardim um sopro de esperança.
A associação do bairro tem trabalhado para evitar a construção de um conjunto de torres da RZK Empreendimentos, além de outros edifícios, e vê na decisão do TJ uma brecha para reforçar a sua argumentação.
O TJ derrubou há dois meses a revisão final do zoneamento, aprovada em julho de 2024, ao considerar que houve falta de participação popular e procedimentos legislativos incorretos, e com isso retomou a validade do <a href="https://metroquadrado.com/cidades/por-que-a-mudanca-no-zoneamento-de-sp-nao-foi-tao-ruim-assim" target="_blank" rel=""><strong><u>mapa</u></strong></a> anterior, de janeiro.
O mapa de janeiro já autorizava a construção de prédios altos em várias quadras do bairro, mas a Sociedade de Amigos da Cidade Jardim (SACJ) avalia que a justificativa apresentada pelo TJ para vetar a revisão de julho pode ser aplicada também nos trechos que afetam a região.
“O nosso caso tem as mesmas condições do argumento usado para a derrubada [do mapa de julho]: aprovação sem conhecimento prévio e sem discussão com os moradores e a população,” Solange Melendez, a diretora executiva da SACJ, disse ao <a href="https://www.instagram.com/metroquadrado/" target="_blank" rel=""><strong><u>Metro Quadrado</u></strong></a><strong>.</strong>
Ela diz que a mudança de zoneamento da região foi muito rápida. A proposta foi incluída no texto do projeto de lei na Câmara em 19 de dezembro de 2023. Houve duas audiências nos dias seguintes e a aprovação se deu em 21 de dezembro.
Ao promulgar o mapa, em janeiro de 2024, o prefeito Ricardo Nunes barrou as mudanças na Cidade Jardim, mas seu veto foi derrubado pela Câmara, em abril, o que abriu espaço para novos projetos no bairro.&nbsp;
A RZK tem planos grandes para a área e comprou diversos terrenos na região nos últimos anos. A incorporadora deu entrada em pedidos para erguer ao menos 12 torres ali, com moradias, escritórios e hotel, em um megaprojeto chamado Península.
Uma das torres residenciais, de 32 andares, será <a href="https://metroquadrado.com/residencial/rzk-prepara-estreia-no-alto-padrao-com-o-primeiro-zaha-hadid-do-brasil." target="_blank" rel=""><strong><u>projetada</u></strong></a> pelo escritório Zaha Hadid Architects.
A empresa disse ao <strong>Metro Quadrado</strong> que o empreendimento está em fase de desenvolvimento e aprovação dos órgãos públicos e que ainda há espaço para alterações.
“O projeto ainda será definido e poderá contemplar não apenas edificações, mas também soluções de infraestrutura urbanística e logística, contrapartidas e medidas de mitigação, além de ações voltadas à segurança e à mobilidade da região,” disse a RZK.
“As informações serão divulgadas oportunamente, após a conclusão dessa etapa.”
Atualmente, os terrenos comprados pela RZK no bairro estão na etapa de demolição e limpeza. Enquanto isso, os moradores vizinhos buscam outras linhas de defesa.&nbsp;
Eles apontam que o TJ não citou o caso específico da Cidade Jardim na decisão que validou o mapa de janeiro, o que pode caracterizar uma omissão.&nbsp;
A entidade espera a publicação do acórdão da decisão do TJ para tomar novas medidas, bem como a expedição de alvarás para as torres pela Prefeitura.&nbsp;
“Juridicamente, só podemos entrar na Justiça contra um empreendimento depois que teve o alvará expedido,” um dos conselheiros da entidade disse ao <a href="https://www.instagram.com/metroquadrado/" target="_blank" rel=""><strong><u>Metro Quadrado</u></strong></a><strong>.&nbsp;</strong>
A SACJ não pode recorrer diretamente ao TJ, mas tem conversado com o Ministério Público para isso.
Como mostrou o <strong>Metro Quadrado</strong>, o MP e a Câmara entraram com pedidos de <a href="https://metroquadrado.com/cidades/mp-e-camara-questionam-tj-e-reabrem-disputa-sobre-zoneamento-de-sp" target="_blank" rel=""><strong><u>embargos de declaração</u></strong></a> contra a decisão do tribunal, em direções opostas. A Promotoria pede a derrubada da lei de janeiro, enquanto o Legislativo quer mais proteção a pedidos de alvarás já protocolados.&nbsp;
Para Rodrigo Passaretti, sócio da Bicalho Advogados, a chance de uma revisão do zoneamento do bairro neste momento é pequena.
“Uma vez que o TJ já se manifestou sobre esses vícios formais alegados e entendeu que eles não existem, a probabilidade de êxito de uma impugnação é baixa,” afirma.&nbsp;
Outro advogado, que acompanha o caso de perto, vê uma briga longa pela frente. “Ainda vai dar muito pano pra manga até ter uma decisão final,” afirmou.&nbsp;
Ele, no entanto, também considera difícil que haja uma alteração de uma zona específica. “É preciso atacar a lei toda, e ao fazer isso, acaba atingindo muita coisa na cidade e fica complicado conciliar todos os interesses,” afirmou.&nbsp;
A SACJ lista outros argumentos, como o de que as novas torres trarão um grande fluxo de carros, o que pode travar as vias de acesso ao bairro, como a ponte Cidade Jardim e o túnel Sebastião Camargo, e que a área é sujeita a inundações.
“A nossa região é a única na cidade onde uma ZEM foi demarcada dentro de uma área de urbanização consolidada,” diz Solange.&nbsp;
Outro argumento é o de que o zoneamento proposto não criou uma área de transição entre as torres e as ruas com casas térreas.&nbsp;
Em outras partes da cidade, no entanto, também não há transição. Um exemplo é a Avenida Rebouças, onde foram liberadas torres altas do lado de Pinheiros, enquanto a calçada nos Jardins permite apenas sobrados.
“Na malha urbana, esse tipo de transição é incomum, exceto em áreas de proteção ambiental,” diz Passaretti.
A Prefeitura diz que não pretende mudar os planos por ora. A Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL) disse ao <strong>Metro Quadrado</strong> que as alterações seguiram os trâmites na Câmara e que a elaboração da lei já avaliou os impactos do adensamento na infraestrutura viária.
“Qualquer nova mudança depende de processo legislativo próprio. A próxima revisão do Plano Diretor está prevista para 2029, quando será realizada uma avaliação mais ampla da política de desenvolvimento urbano do município,” disse a secretaria.&nbsp;
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    <item>
      <title>Distratos maiores e vendas menores derrubam ações de incorporadoras</title>
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      <pubDate>Thu, 15 Oct 2026 17:07:00 +0000</pubDate>
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      <category><![CDATA[Residencial]]></category>
      <category><![CDATA[Incorporadoras]]></category>
      <category><![CDATA[Direcional]]></category>
      <category><![CDATA[Plano&Plano]]></category>
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      <category><![CDATA[Melnick]]></category>
      <category><![CDATA[Research]]></category>
      <description><![CDATA[As restrições da Caixa e o cenário ainda desafiador no médio e alto padrão fizeram novas vítimas entre as incorporadoras. Na contramão do mercado, as ações de Direcional, Melnick e Plano&amp;Plano operavam em fortes quedas de 6% a 7% hoje, com os investidores repercutindo negativamente as prévias do terceiro tri.]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[As restrições da Caixa e o cenário ainda desafiador no médio e alto padrão fizeram novas vítimas entre as incorporadoras.
Na contramão do mercado, as ações de Direcional, Melnick e Plano&amp;Plano operavam em fortes quedas de 6% a 7% hoje, com os investidores repercutindo negativamente as prévias do terceiro tri.
A Even, que também publicou os números operacionais ontem, é menos penalizada que os pares e chegou a operar em alta mais cedo, mas inverteu o sinal e cai 2% por volta das 14h.
Para as duas incorporadoras do segmento econômico, boa parte do mau humor está ligado a uma alta nos distratos que prejudicou as vendas do tri.
Na Direcional, por exemplo, os cancelamentos saltaram 50% na comparação com o mesmo período do ano passado, representando 20% das vendas brutas.
Com isso, as vendas ficaram em R$ 1,3 bilhão no trimestre, queda de 20% na base anual.
Para o Itaú BBA, a queda reflete distratos forçados em projetos afetados por restrições de programa regionais de subsídio e um volume menor de lançamentos.
Mas a principal pedra no sapato da companhia são os ruídos vindos da Caixa, como os critérios mais rigorosos para concessão de financiamentos e a <a href="https://metroquadrado.com/residencial/como-a-greve-da-caixa-vai-afetar-as-incorporadoras" target="_blank" rel=""><strong><u>greve</u></strong></a> de funcionários em setembro.&nbsp;
Esses fatores também afetaram a performance da Plano &amp; Plano.
Os distratos representaram 25% das vendas no trimestre, contra 8% no mesmo período do ano passado.&nbsp;
O resultado dos cancelamentos maiores foi uma queda de 24% nas vendas líquidas, que totalizaram R$ 775 milhões – 31% abaixo do previsto pelo BBA.
A Plano&amp;Plano registrou ainda uma queima de caixa de R$ 153 milhões no trimestre, contra expectativa de geração de R$ 50 milhões.
Considerando os números das duas empresas e de outras incorporadoras do segmento econômico que já publicaram resultados nesta semana – como Cury e Tenda, que também acusaram o impacto da Caixa nos distratos e vendas –, o Itaú diz que as perspectivas para o setor estão menos favoráveis do que em anos anteriores.
Mas o banco espera números melhores nos próximos meses e manteve a recomendação de compra para Direcional e Plano&amp;Plano.
“Acreditamos que os resultados foram parcialmente impactados por fatores pontuais a velocidade de vendas deve se estabilizar em patamares mais saudáveis ​​daqui em diante,” escrevem os analistas.
No médio e alto padrão, por outro lado, um dos principais desafios é a venda do estoque. A Melnick, por exemplo, vendeu apenas R$ 91 milhões no tri, queda de 38% na base anual e velocidade de vendas de 6% – contra 10% um ano atrás.
A incorporadora também pisou no freio nos lançamentos, colocando apenas um projeto na rua no terceiro tri. O VGV lançado ficou em R$ 23 milhões, queda de 81% na base anual.
“Esperamos que os lançamentos voltem a acelerar no próximo trimestre, tanto nos segmentos de média e alta renda quanto no de baixa renda,” diz o BTG Pactual, que manteve recomendação neutra para a ação da Melnick.
Já a Even lançou dois projetos de altíssimo padrão em São Paulo, mas o VGV lançado também caiu 84%, para R$ 231 milhões.
Para o BTG, a incorporadora apresentou um desempenho fraco de vendas tanto dos lançamentos, quanto dos estoques – com VSO de 9% e 5%, respectivamente.
As vendas brutas recuaram 73% ante o terceiro tri de 2025, para R$ 242 milhões, enquanto os distratos ficaram em R$ 57 milhões, o que implica R$ 185 milhões em vendas líquidas – queda de 78% no ano e 41% abaixo do previsto pelo banco.
“Apesar de ser negociada a múltiplos descontados, mantemos recomendação neutra para a Even, pois os níveis de estoque estão elevados e a dinâmica de resultados deve permanecer fraca,” diz o BTG.
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    <item>
      <title>O projeto de luxo em Beverly Hills onde quem compra também é credor</title>
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      <pubDate>Thu, 15 Oct 2026 03:02:00 +0000</pubDate>
      <link>https://metroquadrado.com/residencial/o-projeto-de-luxo-em-beverly-hills-onde-quem-compra-tambem-e-credor</link>
      <category><![CDATA[Residencial]]></category>
      <category><![CDATA[EUA]]></category>
      <category><![CDATA[Incorporadoras]]></category>
      <category><![CDATA[Crédito Imobiliário]]></category>
      <description><![CDATA[Em Beverly Hills, os compradores de um projeto de ultraluxo de US$ 10 bilhões também estão ajudando a financiar o empreendimento, mesmo com rendimentos menores que o Tesouro americano e riscos maiores. Até agora, todos os compradores de apartamentos no One Beverly Hills, um projeto com 150 unidades previstas para serem entregues em 2029, também toparam comprar os<em> Founder Bonds</em> – como estão sendo chamados os títulos de dívida para financiar a construção –, segundo fontes a par do assunto ouvidas pelo <em>The Wall Street Journal</em>.]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[Em Beverly Hills, os compradores de um projeto de ultraluxo de US$ 10 bilhões também estão ajudando a financiar o empreendimento, mesmo com rendimentos menores que o Tesouro americano e riscos maiores.
Até agora, todos os compradores de apartamentos no One Beverly Hills, um projeto com 150 unidades previstas para serem entregues em 2029, também toparam comprar os<em> Founder Bonds</em> – como estão sendo chamados os títulos de dívida para financiar a construção –, segundo fontes a par do assunto ouvidas pelo <em>The Wall Street Journal</em>.
A desenvolvedora por trás do projeto, a inglesa Cain, já levantou US$ 350 milhões com essa estratégia e quer elevar essa cifra para US$ 1,6 bilhão.
A firma não precisa vender mais <em>Founders Bonds</em> para concluir o projeto, mas utiliza os recursos para reduzir o uso de capital próprio.
Os <em>Founders Bonds</em> oferecem um retorno de 5% para os investidores. Essa taxa inicialmente superava o título de 10 anos do Tesouro americano, usado como referência de investimento “livre de risco” no mercado. Nas últimas semanas, porém, o retorno subiu e chegou a bater 5,35%, o nível mais alto em 24 anos.
Os <em>Founder Bonds </em>também ficam atrás de outros empréstimos feitos pela Cain na fila de prioridade de pagamento, como um crédito sênior de US$ 2,8 bilhões com o JP Morgan.&nbsp;
“Eles estão recebendo uma quantia pequena para assumir um risco elevado. Mas, por serem do segmento de luxo, são capazes de tolerar melhor o risco,” disse um pesquisador de<em> real estate </em>da Cornell Law School ouvido pelo <em>WSJ</em>.
Outro fator que explica a decisão de ajudar a financiar diretamente o projeto são os níveis de preço de vendas recentes – US$ 7 mil por pé quadrado, mais de US$ 2 mil acima do recorde anterior para <em>condos</em> em Los Angeles.
Os valores são possíveis graças às características de ultraluxo do projeto, que inclui lojas de marcas como a Dolce &amp; Gabbana e terá a Aman, uma das principais operadoras de hotéis de luxo do mundo, na administração dos apartamentos.
“Oferecemos vistas de 360 ​​graus que não podem ser obstruídas, hectares de jardins e um nível de privacidade e serviço que permite desfrutar de casa sem ter de gerenciar tudo,” disse Jonathan Goldstein, diretor executivo da Cain.
Apesar da longa lista de <em>amenities</em>, os riscos aos compradores podem ser maiores que o previsto. As vendas de <em>condos </em>em Los Angeles atingiram mínimas históricas em agosto e muitos projetos não conseguem atingir os preços almejados pelos desenvolvedores.
No Beverly Hills Mandarin Oriental, por exemplo, o incorporador teve que vender o estoque em bloco a um investidor no ano passado, após deixar de pagar um empréstimo de US$ 200 milhões.
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    <item>
      <title>Até Balneário está sentindo o peso da Selic</title>
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      <pubDate>Thu, 15 Oct 2026 03:02:00 +0000</pubDate>
      <link>https://metroquadrado.com/residencial/ate-balneario-esta-sentindo-o-peso-da-selic</link>
      <category><![CDATA[Residencial]]></category>
      <category><![CDATA[Brokers]]></category>
      <category><![CDATA[Incorporadoras]]></category>
      <category><![CDATA[Santa Catarina]]></category>
      <dc:creator><![CDATA[André Ítalo Rocha]]></dc:creator>
      <description><![CDATA[Nem mesmo o pujante mercado de <a href="https://metroquadrado.com/cidades/balneario-camboriu-tera-um-novo-plano-diretor-o-que-a-cidade-quer-agora" target="_blank" rel=""><strong><u>Balneário Camboriú</u></strong></a><strong> </strong>está atravessando sem sequelas o longo período de Selic a dois dígitos. Um levantamento feito pela Felicità Imóveis, uma das maiores imobiliárias da região, mostra que as negociações em BC e na vizinha Itajaí (onde está a disputada Praia Brava) estão mais arrastadas em 2026, levando 90 dias em média para serem fechadas, mais de quatro vezes o prazo de dois anos atrás, de 20 dias.]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[Nem mesmo o pujante mercado de <a href="https://metroquadrado.com/cidades/balneario-camboriu-tera-um-novo-plano-diretor-o-que-a-cidade-quer-agora" target="_blank" rel=""><strong><u>Balneário Camboriú</u></strong></a><strong> </strong>está atravessando sem sequelas o longo período de Selic a dois dígitos.
Um levantamento feito pela Felicità Imóveis, uma das maiores imobiliárias da região, mostra que as negociações em BC e na vizinha Itajaí (onde está a disputada Praia Brava) estão mais arrastadas em 2026, levando 90 dias em média para serem fechadas, mais de quatro vezes o prazo de dois anos atrás, de 20 dias.
Como boa parte do público é formado por investidores, a comparação com o retorno do CDI tem pesado mais do que nunca, e por isso os compradores estão levando mais tempo para decidir, pedindo mais descontos e melhores condições de pagamento.
“O mercado financeiro é o nosso principal concorrente,” Brayann Germano, o fundador da Felicità, disse ao <a href="https://www.instagram.com/metroquadrado" target="_blank" rel=""><strong>Metro Quadrado</strong></a>.
<p><img src="https://codex-braziljournal.codexcdn.net/assets/asOVpfynTEaU3EeTu.jpg" alt="" /></p>
Ele diz que o nível de estoque em BC e Itajaí ainda está saudável, representando menos de 2% do tamanho da população, mas não há quem resista a uma Selic tão elevada por tanto tempo.
“É preciso escolher muito bem o imóvel para que compense em comparação ao que a Selic está pagando.”
Segundo ele, a piora no agro também tem castigado o mercado, já que muitos dos investidores vêm do Centro-Oeste, onde as safras estão mais baratas, e os custos de produção, mais altos.
“O Mato Grosso, por exemplo, era o nosso terceiro maior comprador. Agora, está em quinto,” disse Brayann.
O mercado de BC tem crescido desde o início dos anos 2000, com projetos cada vez mais altos, mas o <em>boom</em> mesmo ocorreu na pandemia, quando a Selic caiu a 2% e muita gente passou a alimentar o desejo de ter uma segunda residência na praia.
Foi nesse período que a Felicità nasceu, em 2022, acumulando R$ 1,2 bi de VGV desde então.
Até 2024, o cenário era tão mais favorável que as grandes incorporadoras nem aceitavam outros imóveis ou um carro como parte do pagamento. O parcelamento aceito era de no máximo 72 ou 84 vezes.
Agora, as companhias estão voltando a aceitar imóveis e carros como permuta, e ampliaram o prazo de pagamento para 100 vezes ou mais. E algumas estão até dispensando a entrada.
Desconto, antes, nem pensar. Se alguém quisesse comprar, tinha que aceitar o preço de tabela. Agora, o choro dos compradores já rende abatimentos de pelo menos 15%, segundo Brayann.
“Quem está comprando está conseguindo espremer quem está vendendo,” ele disse.
Há exceções. Projetos emblemáticos como o <a href="https://metroquadrado.com/residencial/sem-medo-de-altura-familia-graciola-liga-os-motores-do-senna-tower" target="_blank" rel=""><strong><u>Senna Tower</u></strong></a>, da FG, o <a href="https://metroquadrado.com/residencial/na-praia-brava-a-fosterpartners-da-uma-nova-chance-ao-brasil" target="_blank" rel=""><strong><u>Tempo</u></strong></a>, projetado pelo Foster+Partners na Praia Brava, e o <a href="https://metroquadrado.com/residencial/o-manifesto-de-dois-arquitetos-contra-os-arranha-ceus-de-bc" target="_blank" rel=""><strong><u>All Wert</u></strong></a>, em Porto Belo, ainda têm uma boa demanda, mas já há uma disposição maior das incorporadoras para negociar.
Um possível ponto de virada (para o mercado imobiliário como um todo, não apenas BC) é o segundo turno das eleições.
O resultado favorável a Flávio Bolsonaro no primeiro turno não gerou uma onda de novos negócios, mas há incorporadoras que já estão se preparando para atualizar suas tabelas de preços em novembro, se houver uma confirmação no segundo turno da vitória do candidato do PL, visto como um nome que deve provocar uma redução maior dos juros.
O interesse é surfar a empolgação inicial do público com uma melhora do mercado, mas, entre corretores, há o temor de que o aumento dos preços acabe assustando a demanda.
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      <title>Cyrela cai após vendas fracas. MCMV e alto padrão dividem a culpa</title>
      <guid isPermaLink="false">/cerWqogSrF at https://metroquadrado.com</guid>
      <pubDate>Wed, 14 Oct 2026 15:58:00 +0000</pubDate>
      <link>https://metroquadrado.com/residencial/cyrela-cai-apos-vendas-fracas-mcmv-e-alto-padrao-dividem-a-culpa</link>
      <category><![CDATA[Residencial]]></category>
      <category><![CDATA[Incorporadoras]]></category>
      <category><![CDATA[Cyrela]]></category>
      <category><![CDATA[Caixa Econômica Federal]]></category>
      <category><![CDATA[Research]]></category>
      <description><![CDATA[As vendas da Cyrela no terceiro tri desapontaram o mercado, acusando o impacto das restrições da Caixa no Minha Casa Minha Vida e a desaceleração no alto padrão. A ação recuava 5% por volta das 12h50, uma das maiores quedas do Ibovespa hoje.]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[As vendas da Cyrela no terceiro tri desapontaram o mercado, acusando o impacto das restrições da Caixa no Minha Casa Minha Vida e a desaceleração no alto padrão.
A ação recuava 5% por volta das 12h50, uma das maiores quedas do Ibovespa hoje.
A companhia da família Horn vendeu R$ 2,7 bilhões no tri, 23% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado e 14% inferior ao previsto pelo BTG Pactual, por exemplo.
Para o banco, o principal detrator do resultado foi a performance fraca no MCMV. A velocidade de vendas do segmento, no qual Cyrela atua por meio da marca da Vivaz, caiu para 17%, contra uma média de 30% em trimestres anteriores.
No terceiro tri, a Caixa passou a adotar critérios mais rigorosos para a concessão de financiamentos aos compradores que utilizam o programa habitacional.
A revisão dos critérios também afeta diretamente as incorporadoras, pois vincula a pontuação de crédito para aprovação de novos projetos à inadimplência das famílias.
Apesar disso, o BTG manteve a recomendação de compra para a ação, pois acredita que a Cyrela será muito beneficiada pela continuidade do ciclo de queda da Selic e é negociada a um <em>valuation </em>atrativo.
Na outra ponta do mercado, as vendas no alto padrão também desapontaram – R$ 832 milhões, uma queda de 44% contra o R$ 1,5 bilhão reportado no terceiro tri do ano passado.
Nesse caso, o Itaú BBA diz que parte do impacto se deve ao calendário: muitas das vendas do Heritage Riviera – o primeiro condomínio de campo da Cyrela – ocorreram no final do tri e devem ser reconhecidas apenas no próximo tri.
No quesito lançamentos, os números também vieram abaixo do esperado pelo banco. Considerando apenas a participação da Cyrela nos projetos, o VGV lançado foi de R$ 2,9 bilhões, queda de 16% na comparação anual e de 7% ante previsão do BBA.
O banco também manteve, porém, a recomendação de compra para a ação da incorporadora, pois considera que o cenário macro está mais favorável para os juros no longo prazo e esse é um catalisador chave para o papel.
As perspectivas de taxas menores também podem favorecer a venda da torre corporativa da Cyrela, o que deve destravar um valor equivalente a 3% a 4% do <em>market cap</em> da empresa, hoje em R$ 14,4 bi.
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    <item>
      <title>Punta del Este está crescendo, mas o prefeito não quer que vire Miami</title>
      <guid isPermaLink="false">/cepZp03UXs at https://metroquadrado.com</guid>
      <pubDate>Wed, 14 Oct 2026 03:06:00 +0000</pubDate>
      <link>https://metroquadrado.com/cidades/entrevista-punta-del-este-esta-crescendo-mas-o-prefeito-nao-quer-que-vire-miami</link>
      <category><![CDATA[Cidades]]></category>
      <category><![CDATA[Punta Del Este]]></category>
      <category><![CDATA[Branded Residences]]></category>
      <category><![CDATA[Luxo]]></category>
      <description><![CDATA[PUNTA DEL ESTE – A sede da prefeitura de Punta del Este fica em um prédio simples, de dois andares, com telhado de madeira.&nbsp; Dos corredores que levam até sua sala, o prefeito Javier Carballal consegue ver subindo ao lado uma torre de 20 andares, num contraste que simboliza o momento que vive o balneário uruguaio.]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[PUNTA DEL ESTE – A sede da prefeitura de Punta del Este fica em um prédio simples, de dois andares, com telhado de madeira.&nbsp;
Dos corredores que levam até sua sala, o prefeito Javier Carballal consegue ver subindo ao lado uma torre de 20 andares, num contraste que simboliza o momento que vive o balneário uruguaio.
Conhecida pela aura de exclusividade, a cidade registra uma onda de novos projetos, que inclui edifícios bem mais altos do que antes e uma série de novos bairros planejados, muitos deles ligados ao esporte.
O prefeito, no entanto, não quer que a expansão saia do controle. Prefere que Punta mantenha sua essência.
<p><img src="https://codex-braziljournal.codexcdn.net/assets/asT5i2ADvlCdS8Sh1.jpg" alt="" /></p>
“Se não, nos transformamos em Miami ou em Nova York, e seguramente nossos atrativos são a natureza, a amizade, a família,” ele disse ao <a href="https://www.instagram.com/metroquadrado/" target="_blank" rel=""><strong><u>Metro Quadrado</u></strong></a><strong>.</strong>&nbsp;
No cargo desde 2020, Carballal se reelegeu em 2025, pelo Partido Nacional, de centro-direita. Nasceu e cresceu na cidade e, desde jovem, trabalha na Carniceria Oasis, o açougue da família.&nbsp;
Na conversa, falou ainda sobre os planos do governo para atrair mais moradores que fiquem o ano todo e analisou o impacto de empreendimentos como o novo hotel do Fasano e as torres da Cipriani, que vão superar 300 metros de altura.&nbsp;
<strong><em>Como vê o futuro do crescimento de Punta?</em></strong>
O desafio é fazer com que o crescimento seja ordenado e equilibrado. Alguns bairros, como Cantegril, San Rafael e El Golf refletem a identidade de Punta del Este. São bairros com muitos bosques, casas com grandes áreas verdes e 1.500 a 2.000 m² de construção.
Por outro lado, há o aumento das torres e dos bairros privados. É preciso trabalhar para que o crescimento seja equilibrado, porque isso vai agregar valor. Se não, nos transformamos em Miami ou em Nova York, e seguramente nossos atrativos são a natureza, a amizade, a família.
O intendente Miguel Abella [governador de Maldonado, departamento que inclui Punta] está trabalhando em um plano de ordenamento e em regras claras, pois isso eleva o valor da terra. Hoje, já se está planejando 2040. Se o crescimento for desordenado, todas as soluções serão ineficazes e caríssimas depois.&nbsp;
<strong><em>A cidade está recebendo novos projetos de branded residences internacionais. Qual é a importância deles para Punta?</em></strong>
<a href="https://metroquadrado.com/cidades/os-lancamentos-de-luxo-dando-um-upgrade-no-centro-de-punta" target="_blank" rel=""><strong><u>Cipriani</u></strong></a><strong> </strong>e Fasano são marcas internacionais que posicionam nosso destino, significam visitantes e trabalho durante todo o ano, e elevam o nível de qualidade dos serviços.&nbsp;
É algo similar ao que aconteceu com o Conrad [aberto em 1997], que fez com que os outros hotéis avançassem, melhorassem os serviços, a infraestrutura, o ar-condicionado, um monte de coisas que não eram usadas antes porque se trabalhava só 60 dias por ano.&nbsp;
Quando o Conrad abriu, trazendo voos <em>charter </em>do Brasil e da Argentina, elevou a qualidade de todos os hotéis e trouxe mais atividade, porque as pessoas vinham ao Conrad, mas aproveitavam os serviços da cidade.
<strong><em>Há questionamentos sobre a altura do Cipriani, cuja primeira torre atingirá 55 andares. Há intenção de ter edifícios mais altos na cidade?</em></strong>
Não gostamos muito da altura, mas entendemos que neste projeto não é somente o edifício, mas o todo. Foi um caso específico. Hoje, a posição do intendente Abella é respeitar a normativa.
Será construída uma das torres mais altas da América do Sul, mas isso também está ligado à recuperação de um edifício emblemático em Punta del Este.&nbsp;
O San Rafael está muito melhor do que estava, porque faltava uma ala ao hotel. Naquele momento da construção, houve falta de ferro por causa da Segunda Guerra Mundial, e o edifício era construído em pedra, tijolo e madeira.&nbsp;
Eu era contra o projeto anterior, que trazia dois edifícios cruzados, por conta do tamanho que representava. Não sou muito favorável a exceções para a construção, mas temos que reconhecer que era a maneira de o investidor tornar rentável o que estava propondo.
Como todo ícone, no começo é uma coisa de que as pessoas não gostam. O exemplo claro é a Torre Eiffel de Paris. Quando a fizeram para a exposição mundial, queriam derrubá-la no dia seguinte.
<strong><em>O que a cidade tem feito para atrair mais moradores que ficam o ano todo?</em></strong>
Apesar de a alta temporada continuar sendo o mais importante em termos de geração de recursos, há crescimento na educação, na saúde e na construção.&nbsp;
Hoje o município está voltado para as pessoas que vivem o ano inteiro. Há condições geradas pelo governo local e nacional para facilitar que as pessoas venham investir e passem da segunda para a primeira residência.
Há, também, segurança jurídica e sanitária, que foi o que nos diferenciou na América do Sul. A pandemia deu uma oportunidade e o Uruguai a aproveitou. A população viu naquele momento a qualidade de vida, o ponto mais forte que temos em Punta del Este.
<strong><em>Quantas pessoas vivem aqui durante todo o ano?</em></strong>
A população que vota e que vive o ano inteiro está em torno de 12 mil pessoas em Punta del Este, e de cerca de 20 mil quando se fala da Grande Punta, que inclui áreas como La Barra, José Ignacio e Punta Ballena.
Esse número tem crescido, e temos dois parâmetros. O primeiro são as escolas. Quando as matrículas crescem tão exponencialmente como nos últimos quatro ou cinco anos, indica que as famílias estão se estabelecendo.
O outro exemplo é que muitos comércios fechavam durante o ano. Hoje, são poucos os que abrem apenas na alta temporada. Calculo que mais de 90% operam o ano todo.
Os comércios passaram a ser rentáveis no inverno. Isso permitiu duas coisas fundamentais: manter o serviço e&nbsp; os trabalhadores durante todo o ano. Talvez não com o salário que tinham quando trabalhavam apenas na temporada, que era muito mais alto, mas, ao trabalhar o ano inteiro, isso dá às famílias outro tipo de renda e de segurança.
Há edifícios que tinham 5% de ocupação. Hoje, temos prédios de 150 apartamentos que têm 50, 30 ocupados, e isso se vê durante a semana. Numa segunda ou terça-feira, quando você dá uma volta pela <em>rambla</em> e vê edifícios com todas as luzes acesas, algo que não acontecia há 10 anos. Foi de 2022 em diante.
<strong><em>Qual é o perfil das pessoas que estão vindo morar aqui?</em></strong><em>&nbsp;</em>
O fluxo mais forte é de pessoas de Montevidéu. Depois, a comunidade argentina e do Brasil. Há muitas nacionalidades e isso se vê nas escolas. Há americanos, russos, ucranianos, espanhóis, equatorianos, colombianos, chilenos.
O que está acontecendo no mundo, como a instabilidade na Europa e nos EUA, a guerra da Ucrânia, do Oriente Médio, faz com que Punta seja um ponto para onde as pessoas olham.
<strong><em>Há muitos trabalhadores na cidade que atuam de forma remota?</em></strong>
Sim. Há gente que vai trabalhar todos os dias em Montevidéu, a uma hora e meia de carro. E há outros que vêm de segunda, quarta e sexta, mas escolheram Maldonado e Punta del Este como primeira residência.&nbsp;
O World Trade Center [prédio de zona franca, para empresas que prestam serviços ao exterior] está permitindo que os jovens qualificados não tenham que ir para outro lugar e possam trabalhar daqui para o mundo.
<strong><em>Há incentivos públicos para investimentos, como a construção de novos bairros e escolas?</em></strong>
Sim, incentivos nacionais e departamentais. Por exemplo, termina-se uma torre e só se passa a pagar impostos depois que o apartamento é vendido.
Tanto os municípios quanto a intendência trabalham muito na capacitação. Em Punta del Este, temos 45 oficinas para diferentes idades e funções. A capacitação é fundamental para que, quando os empreendimentos chegarem, não seja necessário buscar trabalhadores em outros lugares.
<strong><em>Como avalia a vinda de brasileiros para Punta, para morar e investir?</em></strong>
O avanço dos brasileiros em direção ao Uruguai, a Maldonado, a Punta del Este, é cada vez mais importante. É um público que, em sua maioria, é do Rio Grande do Sul, de lugares como Canela, Gramado, Porto Alegre, e também de São Paulo.
Hoje, por meio de investimentos e por meio de marcas como o Fasano, o Brasil tem uma presença muito importante, não somente em Maldonado, mas no Uruguai.&nbsp;
As condições de segurança jurídica e institucional fazem com que Punta seja um destino para investir. E temos segurança nas ruas, o que para um brasileiro significa vir com seu carro, com seu relógio e sair caminhando sem que ninguém o incomode.
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    <item>
      <title>HSI quer despejar Casas Bahia de galpões após calote em FII</title>
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      <pubDate>Tue, 13 Oct 2026 21:43:00 +0000</pubDate>
      <link>https://metroquadrado.com/comercial/hsi-quer-despejar-casas-bahia-de-galpoes-apos-calote-em-fii</link>
      <category><![CDATA[Comercial]]></category>
      <category><![CDATA[Fundos Imobiliários]]></category>
      <category><![CDATA[Galpões Logísticos]]></category>
      <category><![CDATA[Grupo Casas Bahia]]></category>
      <category><![CDATA[HSLG11]]></category>
      <description><![CDATA[Após tomar um calote, a HSI quer despejar as Casas Bahia de dois imóveis que estão no portfólio de seu fundo imobiliário de logística, o HSLG11. O FII entrou com uma ação judicial contra a varejista, que loca um galpão do fundo em São José dos Pinhais, no Paraná, e outro em Contagem, Minas Gerais, e deixou de pagar os aluguéis em meio à crise que levou a um pedido de <a href="https://braziljournal.com/casas-bahia-pede-rj-com-dividas-de-r-17-bilhoes-e-negocia-dip-de-r-1-bi" target="_blank" rel=""><strong><u>recuperação judicial</u></strong></a>.]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[Após tomar um calote, a HSI quer despejar as Casas Bahia de dois imóveis que estão no portfólio de seu fundo imobiliário de logística, o HSLG11.
O FII entrou com uma ação judicial contra a varejista, que loca um galpão do fundo em São José dos Pinhais, no Paraná, e outro em Contagem, Minas Gerais, e deixou de pagar os aluguéis em meio à crise que levou a um pedido de <a href="https://braziljournal.com/casas-bahia-pede-rj-com-dividas-de-r-17-bilhoes-e-negocia-dip-de-r-1-bi" target="_blank" rel=""><strong><u>recuperação judicial</u></strong></a>.
A companhia chegou a quitar cerca de R$ 2 milhões que ficou devendo ao FII em agosto, quando pediu a RJ, mas voltou a entrar em inadimplência neste mês ao deixar de pagar os aluguéis de setembro, que venceram na semana passada.
A dívida é de R$ 4,3 milhões, segundo o HSLG11, que ajuizou a ação de despejo no dia seguinte ao vencimento do aluguel.
A gestora diz que, por se tratar de um crédito contraído depois do pedido de RJ, o valor é de natureza extraconcursal – ou seja, não está sujeito aos efeitos da RJ.
Ainda assim, a notícia de que o fundo teve que recorrer à Justiça repercutiu negativamente no mercado secundário – as cotas registraram queda de até 4% mais cedo e fecharam o pregão com um recuo de 0,8%.
Parte do pessimismo se deve ao tamanho da exposição do HSLG11 ao problema: a Casas Bahia é a maior locatária individual do portfólio, respondendo por 31% da receita contratada.
Mas retomar os imóveis e colocá-los de volta no mercado pode se transformar em uma oportunidade para o FII, na visão de um analista ouvido pelo <a href="https://www.instagram.com/metroquadrado/" target="_blank" rel=""><strong><u>Metro Quadrado</u></strong></a> logo após a Casas Bahia pedir a RJ.
“A empresa paga um aluguel abaixo da média de mercado e os ativos são bem localizados, então o fundo poderia buscar outro inquilino com melhor saúde financeira e operacional,” disse o analista na ocasião.
A gestão também está confiante nas perspectivas de recolocação de imóveis graças ao momento favorável que vive o mercado logístico.
Em Contagem, por exemplo, a vacância está em 9,5% e a absorção líquida foi de 100 mil m² no primeiro semestre – um valor quase recorde para o ano registrado em apenas seis meses.&nbsp;
Já em São José dos Pinhais, a vacância é ainda menor, de 5,9% – um dos menores níveis da série histórica –, e o aluguel está em R$ 33,70 por m², na média, um patamar 75% acima do praticado no contrato do fundo com a Casas Bahia.
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    </item>
    <item>
      <title>O plano da Obramax para crescer em um mercado pulverizado</title>
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      <pubDate>Tue, 13 Oct 2026 03:29:00 +0000</pubDate>
      <link>https://metroquadrado.com/comercial/o-plano-deste-atacarejo-de-materiais-para-superar-os-depositos-de-bairro</link>
      <category><![CDATA[Residencial]]></category>
      <category><![CDATA[Materiais & Insumos]]></category>
      <category><![CDATA[Obramax]]></category>
      <category><![CDATA[Apartamentos & Casas]]></category>
      <description><![CDATA[A construção civil tem crescido em ritmo mais lento no Brasil, mas um dos maiores atacarejos de materiais para obras está dando de ombros. Focada nas classes C e D, a Obramax aposta na pujança do Minha Casa Minha Vida e no mercado de reformas para expandir a sua rede nos próximos anos, chegando inclusive a estados onde ainda não atua.]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[A construção civil tem crescido em ritmo mais lento no Brasil, mas um dos maiores atacarejos de materiais para obras está dando de ombros.
Focada nas classes C e D, a Obramax aposta na pujança do Minha Casa Minha Vida e no mercado de reformas para expandir a sua rede nos próximos anos, chegando inclusive a estados onde ainda não atua.
A companhia, que faz parte do grupo francês Adeo – também dono da Leroy Merlin –, pretende investir R$ 3,5 bilhões até 2028 para ampliar em pelo menos 50% o número de lojas, com uma estratégia baseada em preços baixos, sacrificando margens, para tomar o espaço dos milhares de depósitos de bairro que ainda suprem a maior parte da demanda.
Segundo a Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção, há cerca de 153 mil lojas do segmento no País, em que 67% são unidades pequenas com até quatro funcionários.
Já a Obramax conta hoje com 16 lojas e pretende abrir de oito a 10 unidades nos próximos três anos, chegando a 20 ainda neste ano.
<p><img src="https://codex-braziljournal.codexcdn.net/assets/ask1jpD1a1teLlAwd.jpg" alt="" /></p>
“Nós conquistamos cota de mercado em detrimento de outros <em>players</em>, pois a nossa proposta de um grande sortimento de produtos a um preço extremamente acessível tem atraído um público cada vez mais amplo,” Michael Reins, cofundador e CEO da Obramax no Brasil, disse ao <a href="https://www.instagram.com/metroquadrado/" target="_blank" rel=""><strong><u>Metro Quadrado.</u></strong></a>
A companhia está presente principalmente no Sudeste, mas tem ambições nacionais. Neste ano, inaugurou suas primeiras unidades no Sul e no Centro-Oeste.
Os depósitos de bairro ainda cumprem a função de atender ao público local, mas uma loja de grande porte como as da Obramax – que costumam ter de 17 a 18 mil metros quadrados – consegue suprir o mercado de forma mais completa, ágil e barata, diz o CEO.
Um dos trunfos é o leque de 15 mil produtos a pronta entrega. Quem compra até as 15h, por exemplo, recebe o material no dia seguinte.
As vendas cresceram 18% neste ano considerando as mesmas lojas e perto de 50% com as novas unidades na conta, apesar da alta dos preços no setor, que tem levado à redução das margens.
“A inflação é uma faca de dois gumes. Se repasso os aumentos, consigo recompor as margens, mas pode ser que iniba o consumidor a adiar ou gastar menos em suas obras,” disse Reins.
A companhia atende principalmente os profissionais da construção civil de pequeno e médio porte, incluindo os autônomos e empresas de reforma, manutenção e instalação com até 10 funcionários.
Por focar nas classes C e D, com a venda de materiais que vão da fundação ao acabamento das obras, a Obramax se diferencia da outra rede do grupo, a Leroy Merlin, que se dedica às classes A e B e oferece também produtos de jardinagem, decoração e organização da casa.
A companhia abriu sua primeira loja no Brasil em 2018 na Mooca, em São Paulo, já como parte do grupo francês, e cresceu a passos moderados até acelerar a expansão neste ano, com a abertura de quatro lojas até agora e outras quatro programadas até dezembro.
O investimento previsto de R$ 3,5 bilhões até 2028 se divide em R$ 1,9 bilhão para infraestrutura, equipamentos, máquinas e tecnologia, e R$ 1,6 bilhão para imóveis destinados às lojas.
]]></content:encoded>
    </item>
    <item>
      <title>No Centro do Rio, uma rua de lojas vazias quer novos moradores</title>
      <guid isPermaLink="false">/cebciqfAoG at https://metroquadrado.com</guid>
      <pubDate>Tue, 13 Oct 2026 03:29:00 +0000</pubDate>
      <link>https://metroquadrado.com/cidades/no-centro-do-rio-uma-rua-de-lojas-vazias-quer-novos-moradores</link>
      <category><![CDATA[Cidades]]></category>
      <category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
      <category><![CDATA[Regulação]]></category>
      <category><![CDATA[Urbanismo]]></category>
      <category><![CDATA[Apartamentos & Casas]]></category>
      <description><![CDATA[Na Rua da Carioca, no Centro do Rio, as lojas de instrumentos musicais e o Cine Íris – de filmes pornô – resistiram enquanto boa parte dos vizinhos fechava as portas ao longo da última década.&nbsp; Com cerca de 40 das 60 lojas vazias, a rua começou a receber uma atenção especial da Prefeitura em 2023, quando o Município decidiu transformar parte dos comércios desocupados em um polo cervejeiro, oferecendo aos novos donos até R$ 200 mil para reformas e R$ 15 mil mensais para ajudar nas despesas.]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[Na Rua da Carioca, no Centro do Rio, as lojas de instrumentos musicais e o Cine Íris – de filmes pornô – resistiram enquanto boa parte dos vizinhos fechava as portas ao longo da última década.&nbsp;
Com cerca de 40 das 60 lojas vazias, a rua começou a receber uma atenção especial da Prefeitura em 2023, quando o Município decidiu transformar parte dos comércios desocupados em um polo cervejeiro, oferecendo aos novos donos até R$ 200 mil para reformas e R$ 15 mil mensais para ajudar nas despesas.
Depois de atrair sete cervejarias e passar por obras de requalificação urbana, que alargaram as calçadas para receber os novos frequentadores, a Rua da Carioca vai ganhar uma segunda rodada de incentivos.
A Prefeitura criou o Distrito Especial Reviver Rua da Carioca para levar a recuperação além dos bares, atraindo outros negócios e ajudando a restaurar os casarões históricos acima das lojas.
A Sérgio Castro Imóveis, uma das imobiliárias mais tradicionais do Centro, está negociando entre quatro e cinco imóveis na Rua da Carioca com pequenos investidores interessados em transformar os andares superiores dos sobrados históricos em apartamentos compactos, aproveitando a onda do <em>short stay</em>.
Um dos atrativos para esses investidores está no custo de manutenção dos sobrados históricos.&nbsp;
Diferentemente dos edifícios comerciais mais modernos, eles não têm despesas de condomínio e ainda podem conseguir isenção de IPTU, desde que atendam às exigências de preservação do patrimônio.
“O sobrado é a bola da vez, porque o custo de ocupação dele, tirando o aluguel, se ele estiver bem tratado e adequado, é zero,” Cláudio André de Castro, diretor da imobiliária, disse ao <a href="https://www.instagram.com/metroquadrado/" target="_blank" rel=""><strong>Metro Quadrado</strong></a>.
A Rua da Carioca começou a perder parte de seu comércio em 2012, quando um fundo ligado ao Opportunity comprou 18 sobrados que pertenciam a uma ordem religiosa, e os aumentos de aluguel que vieram depois contribuíram para a saída de lojistas tradicionais.&nbsp;
A recessão econômica de 2015 e 2016 e, mais tarde, a pandemia aceleraram o esvaziamento.
Os imóveis fazem parte de um conjunto arquitetônico protegido desde 1985, que ajudou a preservar a aparência da rua mesmo quando o comércio perdeu força.&nbsp;
As exigências de conservação, porém, também pesam sobre os proprietários, que precisam adaptar os casarões às necessidades de novos negócios sem descaracterizar as construções.
A Rua da Carioca é uma pequena amostra da transformação que vem tomando conta do Centro do Rio, onde a Prefeitura tenta devolver moradores a uma região que passou décadas perdendo fluxo de pessoas depois do expediente.
No Porto Maravilha, uma leva de empreendimentos residenciais está mudando a paisagem de uma região que passou anos marcada por terrenos vazios e antigos galpões, enquanto, no Centro Histórico, edifícios que antes abrigavam escritórios começam a ganhar uma nova vida com apartamentos retrofitados, impulsionados pelos incentivos do Reviver Centro.
O secretário de Desenvolvimento Econômico do Rio, Osmar Lima, vê a recuperação do Centro como um processo que vai se espalhando de um endereço para outro.&nbsp;
Além da Carioca e da Rua do Teatro, a Prefeitura acompanha a transformação da Rua do Senado e prepara um projeto para a Avenida Chile, apostando na combinação de investimentos públicos e privados para recuperar diferentes partes da região.
<p><img src="https://codex-braziljournal.codexcdn.net/assets/asMtVBND87B1iDFmb.jpg" alt="" /></p>
“A Rua da Carioca tem essa capacidade, ela irradia para o seu entorno. A valorização imobiliária vem junto com isso. É um espaço urbano melhor, mais opções de lazer e de consumo que valorizam de alguma forma a região,” disse ele.
Na Rua do Teatro, por exemplo, prédios que passaram por desapropriação e leilão estão agora nas mãos de investidores interessados em recuperá-los.
A própria Sérgio Castro Imóveis comprou sete prédios na Rua do Teatro, onde pretende desenvolver 43 apartamentos sobre sete lojas.
O Centro parece ter finalmente interrompido sua trajetória de esvaziamento, embora a melhora ainda seja tímida, na avaliação de Raphael Zanola, sócio da incorporadora RJDI.
Com a expansão dos empreendimentos residenciais, ele acredita que o Centro ainda tem espaço para ganhar um papel maior no mercado imobiliário carioca, aproveitando a infraestrutura existente para receber novos moradores e se tornar uma alternativa às regiões onde historicamente se concentram os lançamentos, como a Zona Sul e a Barra da Tijuca.
“Cada projeto gera uma luz no Centro. E eu vejo como essa região pode aproveitar esse momento e ser uma nova fronteira para o desenvolvimento imobiliário do Rio,” disse Zanola.
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    <item>
      <title>Arte e design podem reinventar um escritório. Pergunte a Malu Barretto</title>
      <guid isPermaLink="false">/ceKZaFChei at https://metroquadrado.com</guid>
      <pubDate>Fri, 09 Oct 2026 03:01:00 +0000</pubDate>
      <link>https://metroquadrado.com/comercial/arte-e-design-podem-reinventar-um-escritorio-pergunte-a-malu-barretto</link>
      <category><![CDATA[Comercial]]></category>
      <category><![CDATA[São Paulo]]></category>
      <category><![CDATA[Escritórios]]></category>
      <category><![CDATA[Arquitetura]]></category>
      <category><![CDATA[XP Inc]]></category>
      <dc:creator><![CDATA[Vanessa D'Amaro]]></dc:creator>
      <description><![CDATA[É possível mudar a cara de um prédio de escritórios só com arte e design? O complexo Romeo &amp; Julieta, que abriga uma das sedes da XP em São Paulo, prova que sim.]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[É possível mudar a cara de um prédio de escritórios só com arte e design?
O complexo Romeo &amp; Julieta, que abriga uma das sedes da XP em São Paulo, prova que sim.
E dá para reparar de longe: a intervenção de larga escala na fachada, chamada de <em>Kubo Magico</em>, foi assinada pelo artista indígena Aislan Pankararu, na maior obra de sua carreira, por sugestão da designer de interiores Malu Barretto, autora do projeto de retrofit das áreas comuns do complexo.
<p><img src="https://codex-braziljournal.codexcdn.net/assets/as4dncddEMXfbqteE.jpg" alt="" /></p>
Esse investimento em arte e design vem de uma iniciativa de Robert Gibbins, fundador da Autonomy Capital, gestora de investimentos e dona do imóvel inicialmente chamado de Luna Corporate e inaugurado em 2023 com projeto de arquitetura do escritório americano Kohn Pedersen Fox, reconhecido por desenhar arranha-céus em Nova York, Chicago, Hong Kong, Singapura e Abu Dhabi.
O novo nome veio em 2025 e é uma brincadeira com as duas torres que formam o complexo e a localização em frente à estação Granja Julieta de trem.
Para marcar a nova fase, a designer de interiores Malu Barretto entrou na empreitada e assumiu o projeto de interiores das áreas comuns. No processo, veio também o slogan “Love Mondays” para ajudar a atrair inquilinos. Deu certo: a XP ocupa seis andares da torre Julieta há mais de um ano.
“Quando me procurou, Robert me deu um <em>briefing</em> muito específico. Ele queria que fosse uma área comum que fugisse daquela cara corporativa. A ideia é que as pessoas sentissem que esse era um lugar onde gostariam de ficar,” Malu Barretto disse ao <a href="https://www.instagram.com/metroquadrado" target="_blank" rel=""><strong>Metro Quadrado</strong></a>.
<p><img src="https://codex-braziljournal.codexcdn.net/assets/asLE5p4dy4fWnYbrq.jpeg" alt="" /></p>
Na época, ela já desenvolvia o projeto de interiores do Matta Città, complexo gastronômico localizado na Cidade Matarazzo, idealizado pelo francês Alex Allard. Foi Allard quem apresentou Gibbins à designer.
Malu chegou ao design depois de uma longa trajetória no mundo dos negócios. Estudou marketing na Universidade de Columbia, em Nova York, e seguiu carreira nessa área em grandes empresas de moda e beleza. Trabalhou em grifes como Louis Vuitton e Valentino, além de marcas como Lancôme e L’Oréal.&nbsp;
Em 2013, fundou a Arara Inc., produtora de eventos e experiências que realiza ativações para marcas internacionais no Brasil, incluindo Jean Paul Gaultier, Carolina Herrera e Dolce &amp; Gabbana.
Em 2018, a sua paixão pelo design falou mais alto, e ela abriu a Toca Interiores, onde vem desenvolvendo projetos de casas, espaços corporativos e comerciais marcados por uma atmosfera quase maximalista e uma cuidadosa curadoria de arte.
A arte, inclusive, está presente em sua vida pessoal: além da bagagem profissional, Malu convive diariamente com um dos maiores artistas brasileiros contemporâneos, Vik Muniz, seu marido.
Pensando na proposta do Romeo &amp; Julieta, ela imaginou um ambiente acolhedor e uma curadoria pautada por artistas nacionais. “Robert Gibbins é um grande colecionador. Eu mostrei para ele alguns dos nossos artistas e artesãos e ele adorou,” afirma Malu. “A primeira etapa do projeto foi adesivar toda a fachada com esta obra incrível do Aislan,” lembra.
Depois da instalação na fachada, Malu começou a redesenhar os interiores para trazer uma atmosfera agradável de casa. Antes, havia muitos revestimentos de mármore no lobby, o que dava uma certa frieza aos ambientes. Para deixar tudo mais aconchegante, ela optou por cobrir a pedra com tecidos naturais escolhidos a dedo na Nani Chinelatto, nos Jardins.
A biblioteca, que ocupa todo o lobby do edifício Romeo, segue a mesma proposta de tornar os ambientes mais acolhedores. São mais de 11 mil livros distribuídos em estantes feitas sob medida, que se estendem do piso ao teto. Muitos estão ao alcance do visitante, que pode pegar um dos títulos e se acomodar em um canto de leitura.
Além de algumas peças de design autoral brasileiro – como um banco desenhado por Jaqueline Terpins –, o espaço ainda conta com uma seleção de 17 fotografias de Pierre Verger e dois quadros de Rubem Valentim, da galeria Almeida &amp; Dale.
“A gente misturou também muitas peças do artesanato brasileiro nas prateleiras, além dos livros. Incluímos também LPs, de Vinícius de Moraes, Gal Costa, Chico Buarque… Tivemos muita liberdade para criar,” comenta Malu.
Ainda no edifício Romeo, a padaria My Baker, filial daquela que fica na região da Faria Lima, reúne muitas referências artísticas de fora de São Paulo – e segue o mesmo conceito de todo o projeto de interiores.
Com texturas diversas e uma paleta de tonalidades terrosas, o projeto ganhou uma estante com 30 vasos assinados pelo ceramista Almir Lemos, de Maragogipinho, no Recôncavo Baiano, e representado pela galeria Paulo Darzé, de Salvador. Há também cadeiras assinadas por Ramsés Marçal, da marca Fogo Design, de Recife, e outras cerâmicas de Rômulo Flores.
“Nós criamos o restaurante e logo tivemos que ampliar porque estava com muita fila. Ficou um ambiente bem convidativo que as pessoas usam muito,” disse Malu.
No Julieta, a intervenção foi menor. Ainda assim, Malu conseguiu contratar a jovem artista têxtil Mariana Tanajura para criar a tapeçaria <em>Fluido</em> para o lobby. A peça tem 12 metros de comprimento e pesa cerca de 160 kg. Como fica suspensa a 10 metros do piso, foi instalada em duas partes.
<p><img src="https://codex-braziljournal.codexcdn.net/assets/asJNzUDBZWi4t7Sqw.jpg" alt="" /></p>
Segundo a designer de interiores, a sofisticação deste projeto nasce da exuberância da própria arte brasileira. “Muitas vezes, quem tem maior poder aquisitivo busca referências na Europa ou até mesmo nos Estados Unidos. Mas eu acho que o Brasil tem uma sofisticação gigante: nas artes, no artesanato, na música… Eu sou muito fã de ser brasileira e de tudo que a gente faz,” afirma.
A única obra de arte internacional do conjunto fica na área externa do condomínio. A escultura <em>Terra Lume</em>, do belga Arne Quinze, foi feita em alumínio e propõe um diálogo entre o concreto da cidade e o bosque ao redor das duas torres.
Já o paisagismo da Hidrobotânica acabou completando essa atmosfera aconchegante do projeto: as plantas selecionadas pelo botânico Roberto Ferrari garantiram uma barreira acústica natural para quem quiser fazer uma reunião ao ar livre – quase como se o escritório estivesse realmente no quintal de casa.
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    <item>
      <title>O alerta do BTG para os dividendos dos fundos de shoppings</title>
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      <pubDate>Thu, 08 Oct 2026 19:31:00 +0000</pubDate>
      <link>https://metroquadrado.com/comercial/o-alerta-do-btg-para-os-dividendos-dos-fundos-de-shoppings</link>
      <category><![CDATA[Comercial]]></category>
      <category><![CDATA[Shopping Centers]]></category>
      <category><![CDATA[Fundos Imobiliários]]></category>
      <category><![CDATA[Research]]></category>
      <category><![CDATA[Investimentos]]></category>
      <description><![CDATA[Os dividendos pagos pelos fundos imobiliários de shopping centers estão superando a geração de caixa dos ativos, um movimento que acende um alerta para o setor, na visão do BTG Pactual. Um levantamento do banco mostra que o <em>dividend yield</em> do segmento está acima dos 10% ao ano, um patamar historicamente elevado para a categoria – mas parte dos rendimentos é sustentado por receitas não recorrentes, como o lucro com a venda de imóveis.&nbsp;]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[Os dividendos pagos pelos fundos imobiliários de shopping centers estão superando a geração de caixa dos ativos, um movimento que acende um alerta para o setor, na visão do BTG Pactual.
Um levantamento do banco mostra que o <em>dividend yield</em> do segmento está acima dos 10% ao ano, um patamar historicamente elevado para a categoria – mas parte dos rendimentos é sustentado por receitas não recorrentes, como o lucro com a venda de imóveis.&nbsp;
Os FIIs sob a cobertura do banco, por exemplo, têm um resultado distribuído cerca de 13% superior ao resultado recorrente (FFO).
“Isso indica que a leitura do <em>dividend yield</em> isoladamente pode superestimar a capacidade estrutural de geração de renda dos fundos,” escrevem Matheus Oliveira, do <em>equity research</em> do BTG, e Caio Araujo, analista convidado da Empiricus Research.
Por isso, os analistas recomendam cautela ao analisar o DY, mesmo com os fundos negociando abaixo da média histórica no mercado secundário (0,85x o valor patrimonial, contra média de 0,93x).
O desconto pode significar um espaço para uma reprecificação dos ativos caso o ciclo de queda dos juros acelere, mas a parte operacional dos shoppings merece atenção.
A vacância dos shoppings está baixa e o tráfego permanece em níveis razoáveis, mas boa parte do movimento de hoje vem principalmente de consumidores em busca de lazer, alimentação, cinema e eventos, enquanto as vendas apresentam uma “perda de fôlego”, com desaceleração do crescimento nominal.
“O movimento reforça os sinais de enfraquecimento do consumo, em ambiente de juros elevados, crédito mais restritivo e maior comprometimento da renda das famílias,” diz o BTG.
Se persistir, esse cenário pode afetar os aluguéis, os <em>spreads</em> das renovações de contrato e a capacidade de repassar reajustes reais para os lojistas.
Além disso, a reforma tributária também adiciona incertezas sobre custos e resultados dos FIIs.
Uma das mudanças é que, a partir de 2027, FIIs listados que cumprem requisitos de número e concentração de cotistas poderão optar pelo regime regular do <a href="https://metroquadrado.com/investimentos/os-shoppings-que-mais-devem-ganhar-com-a-reforma-tributaria" target="_blank" rel=""><strong><u>IBS e da CBS</u></strong></a>.
Fundos que ficarem de fora do regime não pagarão impostos sobre a receita de locação. Por outro lado, não terão direito a créditos sobre despesas e investimentos – algo que pode ser relevante para o setor, que tem custos altos com energia, segurança, limpeza, manutenção e publicidade.
O impacto sobre os rendimentos não é uniforme. “A decisão deverá considerar a estrutura de custos, o volume de capex, a capacidade de aproveitamento de créditos e o eventual repasse aos lojistas,” diz o BTG.
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    <item>
      <title>Patria vende Uliving à Greystar – mas segue exposto ao negócio</title>
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      <pubDate>Fri, 09 Oct 2026 02:43:00 +0000</pubDate>
      <link>https://metroquadrado.com/residencial/patria-vende-uliving-a-greystar-mas-segue-exposto-ao-negocio</link>
      <category><![CDATA[Residencial]]></category>
      <category><![CDATA[Apartamentos & Casas]]></category>
      <category><![CDATA[Uliving]]></category>
      <category><![CDATA[Patria Investimentos]]></category>
      <category><![CDATA[Greystar]]></category>
      <description><![CDATA[A Uliving, único player institucional no mercado de moradia estudantil do Brasil, está trocando de mãos. O Patria Investimentos vendeu a plataforma para a Greystar, a maior gestora de residenciais para locação nos EUA, que administra 122 mil apartamentos do tipo globalmente mas ainda tinha uma exposição pequena ao Brasil.]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[A Uliving, único player institucional no mercado de moradia estudantil do Brasil, está trocando de mãos.
O Patria Investimentos vendeu a plataforma para a Greystar, a maior gestora de residenciais para locação nos EUA, que administra 122 mil apartamentos do tipo globalmente mas ainda tinha uma exposição pequena ao Brasil.
A relação entre as duas empresas começou em fevereiro, quando o Patria <a href="https://metroquadrado.com/residencial/no-mercado-de-moradia-estudantil-so-sobrou-a-uliving" target="_blank" rel=""><strong><u>comprou a Share</u></strong></a>, a única concorrente institucional da Uliving (a empresa também concorre com pessoas físicas que compram apartamentos para alugar para estudantes).
A Share tinha cinco prédios que já eram geridos pela Greystar desde 2024 e continuaram sob o guarda-chuva da empresa americana após a aquisição, enquanto a Uliving administrava o restante do portfólio.
O Patria já tinha planos de consolidar os 4.100 leitos – localizados em São Paulo, Rio de Janeiro, Campinas, Santos e na região metropolitana de Porto Alegre – sob uma única marca no futuro, e entendeu que um M&amp;A era o melhor caminho, por meio de uma venda na qual seguirá com uma exposição ao negócio.
Pelo acordo, a posse dos imóveis continuará sendo do Patria, que detém os ativos por meio de um fundo administrado em conjunto com o Grosvenor Estate,<em> o family office</em> de Hugh Grosvenor, o 7º Duque de Westminster. A Greystar está comprando a plataforma.
<p><img src="https://codex-braziljournal.codexcdn.net/assets/aswEEai0VeCKNFX59.jpg" alt="" /></p>
“Para fazer bem esse negócio, a gestão é muito especializada e intensiva. Para aproveitar a economia de escala, concluímos que a melhor forma de juntar todos os atributos era vendendo a Uliving para a Greystar,” Ken Wainer, o sócio do Patria responsável pela área imobiliária da divisão de <em>global private market solutions</em>, disse ao <a href="https://www.instagram.com/metroquadrado/" target="_blank" rel=""><strong><u>Metro Quadrado</u></strong></a>.
A Greystar até tem participações diretas em prédios de outros mercados – com uma fatia de 5% a 10% dos imóveis em alguns casos –, mas prefere atuar principalmente na outra ponta do mercado.
“A Greystar ganha dinheiro não investindo em <em>real estate</em>, mas sim prestando serviço ao longo da cadeia, desde a gestão ao desenvolvimento, passando também pela operação,” disse Vitor Costa, o diretor-geral da empresa no Brasil.
Costa afirma ainda que a aquisição da Uliving permite um ganho de escala imediato em um segmento no qual esse fator é decisivo na eficiência operacional e na formação de um portfólio sólido o suficiente para respaldar o investimento institucional de longo prazo.
“A escala é fundamental para o investidor negociar melhor os contratos com residentes e fornecedores e para o operador, porque nos dá mais poder para investir em times e tecnologias melhores.”
Com a compra, a Greystar Brasil chega a 5,8 mil unidades de <em>multifamily</em> e de moradia estudantil em operação e em desenvolvimento no País.
A próxima meta é alcançar 7 mil unidades sob gestão em dois anos, para depois mirar a marca de 10 mil em até quatro anos.
O Patria também quer expandir sua participação nesse mercado, principalmente com imóveis mais simples, utilizando como modelo um edifício já em operação em Campinas sem elevador e chuveiro a gás, para conseguir tíquetes mais competitivos.
“O potencial do mercado ultrapassa facilmente 100 mil camas e temos várias cidades na mira, como Curitiba, Belo Horizonte e o interior de São Paulo. Mas primeiro temos que completar a integração com a Greystar,” disse Ken.
A expectativa é unificar as marcas nos próximos três meses, consolidar os processos em seis meses e finalizar a integração dos sistemas em até oito meses.
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      <title>Escassez de mão de obra chega aos galpões. Situação é drástica, diz MELI</title>
      <guid isPermaLink="false">/cemgyCJYmE at https://metroquadrado.com</guid>
      <pubDate>Thu, 08 Oct 2026 03:05:00 +0000</pubDate>
      <link>https://metroquadrado.com/comercial/escassez-de-mao-de-obra-chega-aos-galpoes-situacao-e-drastica-diz-meli</link>
      <category><![CDATA[Comercial]]></category>
      <category><![CDATA[Galpões Logísticos]]></category>
      <category><![CDATA[São Paulo]]></category>
      <category><![CDATA[Mercado Livre]]></category>
      <description><![CDATA[Era questão de tempo. O número de galpões logísticos cresceu tanto no País que já está faltando gente para trabalhar nessas operações, em especial nos maiores polos, como Cajamar e Guarulhos.]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[Era questão de tempo.
O número de galpões logísticos cresceu tanto no País que já está faltando gente para trabalhar nessas operações, em especial nos maiores polos, como Cajamar e Guarulhos.
De longe o maior ocupante de galpões do Brasil, o Mercado Livre tem planos para seguir expandindo e já analisa a disponibilidade de funcionários antes de escolher onde instalar novos empreendimentos.
A falta de mão de obra nos centros já consolidados foi um dos fatores que pesaram para o <a href="https://metroquadrado.com/comercial/mercado-livre-supera-shopee-e-tera-a-maior-locacao-de-galpao-do-brasil" rel=""><strong><u>MELI escolher Campinas</u></strong></a>, uma cidade menos óbvia, como destino de um novo <em>built-to-suit</em> que será o maior contrato de locação da história do mercado de galpões do País, além da maior oferta de terrenos.
“Hoje falta mão de obra de forma drástica,” disse Leandro Bassoi, o VP de <em>fulfillment </em>do MELI para a América Latina, em um evento da Buildings.
Cajamar, por exemplo, virou uma espécie de sinal vermelho para a companhia, que, caso decida abrir um novo centro de distribuição na cidade, terá de pensar em uma operação que dependa de menos funcionários.
A concorrência por trabalhadores está “fora do comum”, segundo ele.
Quando a logística começou a ganhar força em Cajamar, as cidades da região tiveram um papel importante na formação de trabalhadores, o que ajudou a sustentar a expansão dos centros de distribuição que hoje disputam essa mesma mão de obra.
Mas agora, além de concorrer por funcionários com os vizinhos, as empresas precisam lidar com a dificuldade de deslocamento deles até os centros de distribuição, muitas vezes instalados em áreas afastadas dos bairros residenciais.
A corrida por novos trabalhadores tem levado o Mercado Livre a criar agências de emprego para ampliar o recrutamento, oferecer bônus para quem passa três meses sem faltar ao trabalho e recompensas a funcionários que indicam novos colegas, apurou o <a href="https://www.instagram.com/metroquadrado/" target="_blank" rel=""><strong>Metro Quadrado</strong></a>.&nbsp;
Com o crescimento do <em>ecommerce</em> e a corrida por entregas mais rápidas, Bassoi acredita que as empresas precisarão combinar grandes centros de distribuição com galpões menores e microcentros dentro das cidades.
A automação pode ajudar a reduzir a quantidade de pessoas necessárias nessas operações, mas está longe de resolver a escassez.
“Por mais que a empresa consiga ter um ambiente muito automatizado, com um País e empresas que vão fazer esse movimento por muitos anos, não dá para eliminar tanto a necessidade de mão de obra desse jeito,” disse ele. “E estamos alguns passos atrás em relação a isso.”
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