Hipotecas com risco maior voltam a crescer nos EUA – em um eco da crise do subprime

Hipotecas com risco maior voltam a crescer nos EUA – em um eco da crise do subprime
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O mercado residencial nos EUA está tão estagnado que as firmas que concedem crédito para hipotecas – os mortgage lenders – estão topando financiar empréstimos alternativos (e mais arriscados) para estimular o setor imobiliário, segundo o The Wall Street Journal.

Esses empréstimos – chamados de nonconforming loans – não atendem a todos os critérios estabelecidos após a crise do subprime e geralmente têm taxas de juros maiores.

Ainda assim, as instituições estão topando correr riscos maiores para atravessar o período de atividades mais fracas que já dura mais de três anos, desde que os juros começaram a subir.

O percentual de hipotecas do tipo dobrou nos últimos três anos e atingiu 6% do mercado em 2025, o maior patamar desde a crise, segundo o WSJ. 

Na esteira desse aumento, cresceu também a inadimplência dos empréstimos alternativos originados a partir de 2023, de acordo com agências de rating ouvidas pelo WSJ.

Os nonconforming loans são aprovados mais facilmente porque consideram fontes de renda além das declarações ao governo e formulários de emprego.

Além disso, permitem um nível de endividamento mais elevado e aumentam também as incertezas sobre a capacidade de pagamento dos devedores.

Outro fator que incrementa o risco é que os nonconforming loans não são garantidos pelo governo, ao contrário das hipotecas tradicionais.

Esse tipo de crédito tem atraído principalmente quem tem salário alto e pequenos investidores imobiliários – dois grupos que ainda compram imóveis em ritmo acelerado.

Os investidores compraram 30% das casas comercializadas no ano passado, um recorde histórico, que foi impulsionado justamente por quem tem portfólios pequenos e médios.

As firmas de crédito dizem que, apesar dos riscos maiores, o crescimento dos nonconforming loans não vai levar a outra crise financeira.

As empresas afirmam que estão sendo mais cuidadosas na análise da capacidade de pagamento e que o percentual de crédito alternativo ainda é baixo comparado ao início da crise, quando bateu os 22%.

“Alguns investidores irão além dos limites, mas a maioria aprendeu da maneira mais difícil o que fazer e o que não fazer,” disse Christy Bunce, presidente da mortgage lender New American Funding.

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