O apetite das construtoras japonesas pelo mercado de casas dos EUA

Gigantes do mercado imobiliário do Japão estão assinando cheques bilionários para adquirir construtoras americanas que fazem as chamadas single-family homes.
De 2020 até 2026, as empresas japonesas compraram 23 companhias americanas, mais que o dobro das aquisições feitas entre 2013 e 2019 — e já caminham para controlar cerca de 6% do mercado de construção de casas dos EUA, reportou o The Wall Street Journal.
Recentemente, a Sumitomo Forestry anunciou a compra da americana Tri Pointe Homes por US$ 4,5 bilhões, e o negócio deve colocar a japonesa entre as maiores construtoras do país.
Já a Sekisui House pagou US$ 4,9 bilhões pela M.D.C. Holdings e virou a sexta maior do setor americano.
Com os juros elevados esfriando as vendas de imóveis nos Estados Unidos, as empresas locais passaram a enfrentar mais dificuldade para vender e lançar novos projetos.
Já o juro historicamente baixo do Japão deu vantagem para as empresas japonesas, que conseguem fazer ofertas mais competitivas por negócios à venda em comparação a concorrentes locais.
Outro fator que impulsiona os japoneses é a baixa taxa de natalidade do país – que tem sido um ponto de atenção para o mercado local em termos de demanda – e levou as empresas a buscar outras praças.
Além dos EUA, as construtoras japonesas também têm investido na Europa e na Austrália.
Essas aquisições estão ampliando nos EUA o modelo de construção industrializada, já consolidado no Japão.
A Sekisui House, por exemplo, já testa o uso de pré-fabricação em projetos mais complexos, embora a maior parte das obras ainda siga o modelo tradicional.







