Amazon renova no JK — mas também terá sede em Pinheiros

Amazon renova no JK — mas também terá sede em Pinheiros
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A Amazon está perto de renovar o contrato de locação no Complexo JK, quase um ano depois de ter acertado que será a única inquilina de um novo prédio que está sendo construído em Pinheiros, o Biosquare.

Juliana Sztrajtman ok 1

A empresa, comandada no Brasil por Juliana Sztrajtman, tinha apenas mais um ano de permanência no prédio da Av. Juscelino Kubitschek, e deve em breve assinar um contrato para renovar a locação por mais cinco anos, apurou o Metro Quadrado.

Ao decidir ficar no escritório atual depois de pré-locar um outro, a companhia está na prática realizando uma expansão da sua operação em São Paulo, para dar conta do aumento do time e se adequar à decisão da matriz americana de elevar o número de dias de trabalho presencial.

Enquanto o escritório principal da gigante de ecommerce será transferido para o edifício de Pinheiros, que tem duas vezes mais espaço, a área do Complexo JK ficará dedicada ao negócio de nuvem da empresa, o AWS, que tem crescido e é uma das apostas de Jeff Bezos.

No Complexo JK, que pertence à Syn, a empresa ocupa 19,8 mil metros quadrados, distribuídos em 17 andares da torre E.

As negociações com a Syn começaram justamente após a empresa americana fechar contrato com o Biosquare, que pertence à Kinea e deve ser inaugurado ainda neste semestre, com 39,2 mil m² de lajes corporativas.

A decisão ocorre em um cenário de escassez de lajes corporativas nas áreas mais nobres da cidade e em um momento de retorno ao presencial, o que tem levado empresas a correr para fechar – ou renovar – os contratos.

Dados da CBRE apontam que mais de um terço dos edifícios que serão entregues neste ano já estão pré-locados. Ao mesmo tempo, o mercado local atingiu o menor patamar de vacância dos últimos cinco anos, em 16,8%.

Em 2020, o contrato da Amazon na torre do Complexo JK previa aluguel de R$ 130 por m². No fim do ano passado, empreendimentos da mesma região já cobravam R$ 256 por m² em média.

Neste ano, o preço médio pedido no edifício chegou a R$ 300, segundo dados da consultoria Binswanger.

A Amazon vem aumentando a aposta de negócios no Brasil. Em 2025, ampliou a malha logística e para brigar por market share do ecommerce com os concorrentes Mercado Livre e Shopee.

Em nota, a Amazon disse que segue 100% dedicada à expansão das operações em todo o País.

“Ainda estamos avaliando como funcionarão as futuras alocações corporativas, enquanto seguimos contratando e investindo no desenvolvimento de nossos funcionários,” disse a empresa.

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