Gestora põe andar do Copan à venda de olho em upside do Centro

O último andar totalmente corporativo do Edifício Copan está à venda, apurou o Metro Quadrado.
A gestora Ilion Partners está pedindo até R$ 32 milhões pela laje, num movimento que surfar a valorização da região central de São Paulo, que tem atraído mais escritórios de empresas e empreendimentos residenciais.
O imóvel tem 3,8 mil metros quadrados de área locável – alcançando toda a extensão do edifício projetado por Oscar Niemeyer nos anos 1950 – e ocupa o espaço que equivale ao primeiro andar, acima do térreo onde estão os restaurantes e as lojas.
A gestora – que tem a tradição de investir em edifícios na região central – adquiriu o ativo em 2020 por R$ 14 milhões. Antes, o andar pertencia à carteira de ativos imobiliários da Telefônica Brasil.
Entre players do mercado, a avaliação é de que o investimento tenha um cap rate entre 9% e 10%.
A gestora promoveu no espaço uma série de investimentos de reforma, numa espécie de “banho de loja” para atrair interessados.
A região central – que em um passado distante chegou a ser o principal endereço do setor financeiro em São Paulo, antes até da Av. Paulista – tem sido alvo de iniciativas do setor público para resgatá-la como um destino de investimentos imobiliários.
Enquanto a Prefeitura tem estimulado projetos de retrofit, o governo estadual tem o plano de levar a sua sede de volta para o bairro dos Campos Elíseos.
Recentemente, o próprio Copan atraiu inquilinos como a Enjoei e a Elo7 (comprada pelo Enjoei), que antes estavam na Vila Olímpia, e o Greenpeace, que saiu de Pinheiros.
Além disso, o Bradesco anunciou um investimento de R$ 200 milhões para reformar o edifício Nova Central, na Avenida Ipiranga – ao lado do Copan – para receber parte das operações do banco.
A laje da Ilion Partners é hoje locada pela Heartman Consultoria, que antes estava na Berrini. Hoje, o preço médio do aluguel no imóvel corporativo é de R$ 55/m2.
O andar já foi sondado pelo Google, que queria alugar o ativo para transferir parte da sua operação, hoje centralizada na Faria Lima.
No entanto, o negócio não evoluiu, por uma decisão da gestora de mitigar o risco de ter um inquilino monousuário, disse uma fonte a par das negociações.







