Goodman transforma indústria química em galpão e atrai Mercado Livre

O que era indústria química agora é galpão – e essa transformação atraiu o maior locatário de imóveis logísticos do País.
O Mercado Livre fechou um contrato com a Goodman para ocupar um imóvel construído onde funcionou por cerca de um século uma planta da Rhodia em Santo André – uma saída para driblar a escassez de terrenos no Raio 15 de São Paulo.
Com o movimento, a gigante argentina amplia a sua operação de ativos last mile após locar um galpão no Raio 60 de São Paulo na semana passada.
O MELI ficará com 90% do galpão de 60 mil m² desenvolvido pela gigante australiana e entregue em novembro do ano passado. Os outros 10% já haviam sido pré-locados para um operador logístico.
A construção do galpão exigiu R$ 360 milhões em investimentos da Goodman, que tem apostado em projetos no Raio 15 para suprir a demanda de inquilinos que querem estar perto do consumidor de São Paulo.
“A velocidade da locação confirma a tese de que esses ativos encontram demanda rapidamente,” Tamara Mereb, a diretora de investimentos e locações da Goodman Brasil, disse ao Metro Quadrado.

“Ainda que todo o ABC seja muito relevante, a localização em Santo André é mais urbana, mais nobre e consegue atender melhor essa última milha, ao contrário do trecho mais próximo à Represa Billings.”
A estratégia, no entanto, esbarra na escassez de terrenos grandes na malha urbana, o que leva os desenvolvedores a buscar imóveis desativados, como a da fábrica da Rhodia, com 150 mil m².
Embora bem localizado, o terreno contava com problemas a serem resolvidos antes da construção, como promover uma descontaminação ambiental e integrar dois imóveis tombados ao projeto. Um deles transformou-se em um refeitório, e o outro tem um café, salas de reunião e um museu da Rhodia.
Além desse projeto, a companhia já converteu uma indústria gráfica no Jaguaré em galpão no ano passado, e também vai transformar uma fábrica da Avon na Zona Sul em um centro logístico.
O imóvel foi adquirido no final de 2023, mas a Goodman ainda espera o término da desmobilização da planta, previsto para este ano, antes de iniciar a reforma.
“Nem começamos a retrofitar e já estamos sendo assediados pelo mercado para alugar, negociando pré-locações,” disse Tamara.
A Goodman também segue prospectando novas áreas para cases similares tanto no ABC quanto em outras praças no Raio 15.







