Os FIIs que vão buscar os investidores ‘bairristas’

Uma holding que administra os imóveis de três famílias do agronegócio está em busca de investidores “bairristas”.
Com R$ 6 bi no portfólio, a FLG Realty está criando os seus dois primeiros fundos imobiliários para captar para novos projetos comerciais em praças menos óbvias, nas regiões Sul e Centro-Oeste, no interior de São Paulo e no Triângulo Mineiro – e para isso está privilegiando os investidores locais.

“Há muitos que preferem investir mais em algo mais bairrista do que em imóveis na Faria Lima, privilegiando o tijolo que eles veem,” Fernando Guimarães, o CEO e fundador da holding, disse ao Metro Quadrado.
Guimarães é membro de uma das três famílias fundadoras da holding, com origem em Minas Gerais e no interior de São Paulo.
A holding já investe em logística e renda urbana. Só em galpões, há 228 metros quadrados entre projetos prontos ou em obras.
Dos dois novos FIIs, um será de desenvolvimento e já tem um pipeline de R$ 1,8 bilhão, incluindo três condomínios logísticos e um porto em Santa Catarina, além de dois imóveis de varejo em São José dos Campos e Guarulhos.
O outro será de renda, para comprar ativos de varejo já performados, e ajudará a dar vazão aos imóveis construídos no fundo de desenvolvimento ou que já façam parte do portfólio da holding.
A decisão de captar recursos com os fundos imobiliários veio após duas das três famílias decidirem desacelerar as alocações no Brasil nos próximos anos.
Guimarães diz que R$ 600 milhões já estão ancorados. Desse total, 20% corresponde a recursos próprios que ele e a família colocarão no FII.
O restante será captado com investidores institucionais — há três family offices já interessados — e pessoas físicas à medida que os projetos em fase de aprovação avancem.
A expectativa é listar os FIIs em março.
A holding também segue atuando no agro, com 32 mil hectares em ativos, e trabalha ainda com loteamentos residenciais, com 7 milhões de m² desenvolvidos.







