FIIs: três apostas do Santander para os próximos cinco anos

FIIs: três apostas do Santander para os próximos cinco anos
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O Santander está acrescentando três novos FIIs à sua lista de recomendações de compra, de olho nas perspectivas para os fundos imobiliários de recebíveis, híbridos e hedge funds.

São eles o Kinea Unique HY CDI (KNUQ11), Alianza Trust Renda Imobiliária (ALZR11) e Mauá Capital Real Estate (MCRE11), que entram para a cobertura do banco como alternativas consideradas atrativas para alocações de curto e médio prazo.

Cada um desses fundos representa um dos três segmentos que o Santander acredita que estarão entre os principais do mercado de FIIs nos próximos cinco anos, considerando valor de mercado, liquidez, diversificação e qualidade do portfólio.

No caso da classe de papel, a visão é que esses fundos devem se tornar uma alternativa para o setor em meio à escassez de recursos de fontes tradicionais, como a poupança e o FGTS.

“São fundos que investem majoritariamente em CRIs estruturados pelas próprias gestoras, sem intermediários, encurtando as pontas entre devedor/tomador e credor e trazendo benefícios para ambos,” disse Flávio Pires, analista sênior de FIIs do banco, em relatório.

O FII KNUQ11 foi escolhido para ser o novo representante do papel na lista do banco porque tem um portfólio 100% alocado ao CDI, que é positivamente impactado pelos juros mais altos.

A carteira também está concentrada no segmento residencial que, para o Santander, segue resiliente para o público de alta e baixa renda e demandando recursos para finalização de obras e antecipação de recebíveis.

Os analistas estimam que o KNUQ11 deve entregar um dividend yield de cerca de 15% nos próximos 12 meses.

Já no segmento híbrido — assim chamado por poder investir nas duas teses do mercado, papel e tijolo, simultaneamente ou não — o banco afirma que o mandato mais flexível dos gestores faz com que os fundos possam aproveitar as diferentes teses de acordo com os cenários do mercado.

Dentro da categoria, o ALZR11 é a nova recomendação de compra pelo portfólio diversificado, com ativos de segmentos resilientes — logística, renda urbana e data centers — e o time de gestão “experiente e ativo”.

“Além disso, avaliamos como positivo o guidance de rendimentos para o 2º semestre (R$ 0,08 a R$ 0,082 por cota), contribuindo para incrementar a previsibilidade do fundo.”

A projeção para o DY é de cerca de 10% para os próximos 12 meses.

A flexibilidade para alocação também leva o Santander a afirmar que a classe dos hedge funds está entre as mais promissoras do mercado.

“Estimamos que esse será um dos segmentos com melhores perspectivas de crescimento nos próximos anos,” disse o banco.

Já a recomendação de compra para o MCRE11 está baseada na atual composição da carteira, que tem CRIs, FIIs, imóveis e crédito estruturado.

“Avaliamos como positivo que parte relevante das receitas seja oriunda do book de CRIs-crédito, com rendas recorrentes que contribuem para uma distribuição de dividendos também recorrente.”

O Santander cita ainda que o fundo tem posições em ativos que podem ser desinvestidos e gerar um ganho de capital, impulsionando ainda mais os proventos.

O banco estima um DY acima de 14% para os próximos 12 meses.

 

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