No Rio, a disputa pelo último terreno de frente para a Lagoa

No Rio, a disputa pelo último terreno de frente para a Lagoa
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O último terreno disponível de frente para a Lagoa Rodrigo de Freitas está à venda – e há pelo menos quatro incorporadoras interessadas em comprá-lo, fontes a par das negociações disseram ao Metro Quadrado.

A área de 1,1 mil metros quadrados – localizada na esquina da Avenida Epitácio Pessoa com a Rua Joana Angélica – está sendo disputada pela TGB Imóveis, de Rogério Chor, a Balassiano, a RJDI e a Pilar Engenharia.

As negociações estão sendo conduzidas pelo proprietário do terreno, Ricardo Haddad, herdeiro da família ligada à antiga Fábrica de Tecidos Bangu, fechada em 2005.

A pedida gira em torno de R$ 130 milhões. Por enquanto, as propostas na mesa variam entre pagamento em 24 meses e uma permuta de 40% do que for construído com uma entrada entre R$ 5 milhões a R$ 10 milhões.

O tempo está jogando um pouco contra ele, porque pesa na conta deixar de receber R$ 100 milhões hoje, no mercado carioca, onde os preços não estão subindo,” disse uma fonte envolvida nas negociações.

O ativo é feito de dois terrenos lado a lado.

Um deles já estava vazio há décadas, após a demolição da estrutura que abrigava o restaurante Castelo da Lagoa e o Chiko’s Bar, do empresário espanhol Chico Recarey.

O outro manteve a casa de pé até recentemente, porque o imóvel havia sido tombado por decreto municipal em 2002, durante a gestão do então prefeito Cesar Maia, o que travou qualquer negociação por anos. 

A disputa judicial para destombar o imível começou em 2007 e só foi encerrada no fim de 2024.

Antes de ser demolida, a casa era uma das últimas três da Avenida Epitácio Pessoa – onde também está o imóvel usado nas gravações do filme vencedor do Oscar “Ainda Estou aqui”.

Todos os projetos em estudo são residenciais, com variações entre apartamentos maiores de dois ou três quartos e unidades mais compactas, como flats.

A opção por um empreendimento comercial é vista como pouco provável, tanto pelas restrições urbanísticas quanto pela dinâmica de demanda daquele trecho da Lagoa.

Além disso, o potencial construtivo do terreno é limitado, já que o gabarito do bairro só permite um edifício de até 25 metros de altura, o que significa construir até seis ou sete andares, dependendo do tamanho do térreo.

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