A Sabesp vai vender uma ‘joia’ nos Jardins. Tem muita gente interessada

A Sabesp está negociando a venda de um terreno no coração dos Jardins, atraindo pelo menos 10 incorporadoras, fontes que participam do processo disseram ao Metro Quadrado.
A empresa abriu um bid para o imóvel – uma subestação de tratamento de água e esgoto desativada – no encontro da Alameda Ministro Rocha Azevedo com a Rua Barão de Capanema, uma das áreas mais nobres de São Paulo.
A venda do terreno faz parte de um movimento de reciclagem de ativos non-core da ex-estatal, que tem cerca de 1 mil terrenos e imóveis na carteira, disse uma fonte a par do tema.
As negociações estão sendo assessoradas pela Primaz, a empresa de intermediação e desenvolvimento de projetos imobiliários.
Pelo menos 10 empresas apresentaram proposta pelo terreno, incluindo nomes como Cyrela e Benx. Os lances estão entre R$ 50 mil e R$ 70 mil por metro quadrado, disse uma fonte a par das negociações.
Se este patamar se concretizar, a Sabesp pode levantar entre R$ 154 milhões e R$ 215 milhões com a venda.
O terreno é visto no mercado como uma “joia” da região, com potencial para gerar um empreendimento de VGV elevado em uma região escassa de novos espaços e lançamentos.
Parte dessa atratividade vem da localização: o imóvel fica a uma quadra da Oscar Freire, a rua comercial de maior valorização do mundo em 2025, segundo a Cushman & Wakefield.
Outro fator é o tamanho do ativo, com pouco mais de 3 mil metros quadrados, o que permite viabilizar um empreendimento de alto padrão sem a necessidade de consolidar outros lotes para atingir uma área mínima de terreno.
Incorporadores que atuam no alto padrão na capital sempre dizem que terrenos com menos de 2,5 mil metros quadrados não fecham a conta para esse tipo de produto.
O imóvel da Sabesp está em uma área classificada como Zona Mista pela lei de zoneamento, com potencial de adensamento nível 5, que prevê incentivos à incorporação e à verticalização, permitindo construir até quatro vezes a área do terreno.
Não é a primeira vez, no entanto, que a Sabesp tenta vender o ativo.
Após a privatização, a nova gestão da companhia teve conversas para a alienação do imóvel, mas as negociações não avançaram por causa do investimento total necessário para desenvolver um projeto residencial de alto padrão, já que um produto “puro-sangue” (sem uso misto) vai demandar o uso de CEPACs ou o pagamento de outorga onerosa.
Segundo fontes do mercado, o comprador do terreno também terá que realocar a tubulação que existe no subsolo da estação, o que também pesa no custo total do empreendimento.







