As incorporadoras estavam começando a ter mais crédito. Aí veio a guerra

As incorporadoras estavam começando a ter mais crédito. Aí veio a guerra
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Os bancos estavam voltando a abrir a torneira para conceder mais crédito às incorporadoras — até que Donald Trump resolveu atacar o Irã.

Jorge Cury, o presidente do Secovi-SP e CEO da Trisul, disse que a expectativa de início de corte dos juros e as recentes medidas do governo de estímulo ao crédito já estavam se refletindo em condições melhores para as empresas do setor, com a diminuição dos juros futuros.

02 04 Jorge Cury okBancos que antes operavam com linhas atreladas ao CDI voltaram a oferecer em TR, e os juros do crédito para produção chegaram a cair dois pontos percentuais em média.

Mas o cenário mudou nas últimas semanas. Com a piora do ambiente externo depois do início do conflito no Irã, o movimento perdeu força.

“A guerra deu uma segurada em tudo. Todo mundo parou, ficou restrito,” ele disse durante um webinar promovido pela consultoria Brain.

Depois de um período marcado por restrição de funding, o setor passou por mudanças recentes no sistema de poupança.

No ano passado, o governo e o Banco Central mexeram nas regras do compulsório da poupança, liberando mais de R$ 30 bilhões em recursos para o crédito imobiliário.

A novidade – juntamente com a expectativa de queda dos juros futuros – reaproximou os bancos das incorporadoras.

Cury, no entanto, diz que a escalada do conflito pode pressionar os preços, especialmente com impacto sobre commodities como o petróleo. 

“Se essa guerra realmente se estender muito pode ser que a consequência seja inflação maior e juros maiores,” disse Cury.

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