CashGo capta R$ 120 mi via FIDC para antecipar receitas de aluguel

CashGo capta R$ 120 mi via FIDC para antecipar receitas de aluguel
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A CashGo acaba de captar R$ 120 milhões por meio de um FIDC para dar um novo fôlego a seu negócio – que antecipa receitas de aluguel a proprietários de imóveis que buscam liquidez.

A startup de crédito imobiliário atraiu nomes como o Banco XP, a RBR, a Arx Investimentos e a Augme Capital.

Com o capital, pretende originar R$ 200 milhões a R$ 250 milhões em crédito, dobrando o volume antecipado desde a sua criação, em 2021.

O Brasil hoje transaciona cerca de R$ 350 bilhões em aluguel por ano, e a CashGo diz que pode atingir até 6% desse mercado, ou cerca de R$ 21 bilhões, ao antecipar até 24 meses de aluguel em 24 horas para pessoas físicas que investem em imóveis.

“O perfil é muito focado em quem tem até três imóveis, utiliza o aluguel como um complemento de renda e, num eventual descasamento de caixa, usa o produto para se alavancar,” o cofundador João Victor Palhares disse ao Metro Quadrado.

A principal concorrência para atingir esse volume hoje são produtos bancários tradicionais, como o cheque especial ou o empréstimo consignado.

Para enfrentar essa competição, a CashGo aposta nos custos menores – a taxa média da antecipação é de 3,5%, contra 5,5% a 6% ao mês no crédito pessoal.

O relacionamento da CashGo, porém, não é feito diretamente com os proprietários de imóveis, e sim com as imobiliárias que fazem os contratos de aluguel.

A startup conta com pouco mais de mil imobiliárias em sua rede.

“Das dez maiores carteiras de locação do Brasil, oito já estão operando conosco. Nosso negócio é muito focado em grandes carteiras para que consigamos fazer um trabalho de penetração e volumetria interessante.” 

Para atrair as imobiliárias, a CashGo oferece uma comissão das antecipações e também auxilia na captação de clientes.

A base de imobiliárias está concentrada no Sul e Sudeste, mas a CashGo quer expandir a presença no Nordeste, onde enxerga um grande apetite por crédito por parte dos locadores, e no Centro-Oeste.

“Queremos avançar principalmente em Brasília e Goiânia, onde há muitas imobiliárias de grande porte e de referência que queremos ter conosco,” disse Palhares.

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