Eztec abre o ano com recorde de lançamentos – e agressiva nas vendas

Eztec abre o ano com recorde de lançamentos – e agressiva nas vendas
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A Eztec começou o ano com o pé no acelerador e já lançou R$ 1,2 bilhão no primeiro trimestre – o maior volume da história da empresa.

O CEO Silvio Zarzur já havia sinalizado na última call de resultados que a ideia era colocar o máximo possível de projetos na rua diante do risco de piora no cenário macro e de uma demanda ainda sensível aos juros.

Também disse que, em razão da dificuldade de vender para a classe média, a empresa pretendia ser agressiva nas vendas, oferecendo facilidades aos compradores como a isenção do condomínio e do IPTU da unidade adquirida por um certo período.

Dos quatro empreendimentos levados ao mercado no primeiro tri, o percentual vendido já é de 62%.

O desempenho contribuiu para a velocidade de vendas subir de 11% para 18% em um no e para a empresa bater um recorde de vendas nos primeiros três meses do ano, com R$ 760 milhões em vendas brutas e R$ 697 milhões em vendas líquidas.

O Cidade Parque Guarapiranga, por exemplo, lançado em parceria com a Cury, já está 99% vendido. 

O Metropolitan by Lindenberg bateu cerca de 70% pouco depois de chegar ao mercado, enquanto a segunda fase do Reserva São Caetano Bosque terminou março com 50% de performance.

Já o Casa Nacional, aberto nos últimos dias de março, está com cerca de 8% vendido.

Para a XP, o trimestre foi marcado por uma absorção forte dos lançamentos, com vendas acima das estimativas e avanço no giro de estoque — um ponto sensível para o setor, especialmente entre as incorporadoras de média e alta renda. 

“Vemos os resultados operacionais do 1T26 como positivos, apoiados pela forte aceitação dos projetos recém-lançados, que levaram a níveis sólidos de absorção no trimestre,” escreveram os analistas da XP. 

O BTG Pactual também avalia o trimestre de forma positiva e mantém a recomendação de compra da ação, mas chama atenção para o estoque dos segmentos de média e alta renda em São Paulo.

“Embora o momento para os segmentos ainda seja desafiador, com vendas mais fracas e aumento de estoque em São Paulo, acreditamos que a Eztec está sendo negociada a um valuation atrativo,” escreveram os analistas do banco.

A Eztec encerrou março com R$ 3,1 bilhões em VGV em estoque, uma alta de 9% em relação ao trimestre anterior e de 14% na comparação anual. 

A participação de unidades em construção subiu para 36,3% do total, enquanto o estoque de unidades prontas recuou para 36,2%. 

Ao mesmo tempo, a companhia acelerou o giro das unidades já prontas ou em fase mais avançada de obra.

As vendas desse estoque somaram R$ 101,9 milhões no trimestre, com alta de 78% na comparação anual.

“No geral, os resultados indicam um momento operacional favorável, mas a receita deve avançar de maneira mais devagar, por causa da alta participação de projetos ainda em estágio inicial,” escreveram os analistas da XP.

A ação da Eztec subia 3,4%, a R$ 15,53, por volta de 14h20 – a maior alta do setor, quase todo em queda no pregão de hoje.

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