Todos estão se rendendo ao Minha Casa Minha Vida. Menos a Even

Todos estão se rendendo ao Minha Casa Minha Vida. Menos a Even
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A Even está gostando de ver que boa parte dos seus concorrentes no médio/alto padrão em São Paulo está canalizando energias para o Minha Casa Minha Vida.

Com os juros altos por um tempo prolongado, mais empresas estão se rendendo ao programa para impulsionar as vendas e as margens.

Só nesta temporada de balanços, a Mitre disse que está planejando entrar no segmento, e a Eztec indicou que quer voltar à habitação econômica, juntando-se a outros nomes do médio/alto como Cyrela e Trisul.

Além dos juros estarem altos demais para o público de média/alta renda, o MCMV tem recebido novos estímulos do governo, como o anúncio feito hoje que confirma o aumento dos limites de renda e de valores dos imóveis.

A Even é uma das incorporadoras que resistem – e entende que pode ser melhor assim.

“Estamos sentindo que algumas empresas que estavam entrando no alto padrão focaram mais as suas atividades no MCMV, que nós ainda não entramos, e o espaço vai ficar um pouco menos competitivo,” o CEO Márcio Botana disse numa call com analistas.

A empresa pretende manter em 2026 o ritmo de lançamentos na faixa de R$ 2 bilhões a R$ 2,5 bilhões por ano.

 O volume pode ser ajustado ao longo do ano a depender do cenário macro, principalmente nas eleições, mas a Even diz ainda que não viu uma mudança relevante na demanda até agora. 

Para a incorporadora, o aumento do estoque no mercado de alto padrão está mais ligado a uma uma mudança regulatória que permitiu mais lançamentos nesse segmento do que a uma falta de demanda.

Com a revisão da lei do zoneamento, alguns entraves foram reduzidos, levando a um aumento da oferta.

A Even estima que o estoque de alto padrão em São Paulo gira em torno de 600 unidades para um mercado de cerca de 10 mil famílias.

Enquanto mantém o foco no alto padrão, a companhia também aguarda uma queda dos juros para voltar ao médio padrão – e já possui terrenos e produtos prontos para esse segmento.

“A hora que a taxa de juros cair, vamos pôr o nosso estoque de terrenos na rua,” disse ele.

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