Transações de imóveis comerciais batem recorde com busca por renda

As transações de ativos comerciais chegaram a um patamar recorde – e foram impulsionadas por um investidor de perfil conservador.
Segundo dados da Cushman & Wakefield, as operações de imóveis dos segmentos de retail, industrial e escritórios somaram R$ 13,9 bilhões no quarto tri, o maior volume para um único tri na série histórica da consultoria, iniciada em 2020.
Quem está comprando na maioria dos casos é aquele investidor que busca ativos com uma renda já contratada, minimizando os riscos operacionais, o que gerou uma alta demanda por shopping centers, num momento em que as operadoras e os fundos têm passado por ciclos de reciclagens dos portfólios.
A categoria registrou 16 transações no tri, totalizando R$ 5,5 bi, incluindo deals como a venda do Midway Mall e a conclusão de uma operação de R$ 1,6 bi entre o fundo imobiliário XP Malls e a Riza Asset.
Para a Cushman, o interesse dos investidores por shoppings deve seguir aquecido em 2026, inclusive atraindo propostas por portfólios inteiros, que podem ter empreendimentos de classe A, B e C.
“Tendo em vista que está todo mundo indo atrás deles, há um momentum com malls, como ocorre quando uma ação está crescendo e todos começam a investir nela,” Dennys Andrade, o head de inteligência de mercado da consultoria, disse ao Metro Quadrado.
O foco nos ativos já consolidados também deve se repetir no segmento de logística e escritórios, que movimentaram R$ 5,3 bi e R$ 2 bi, respectivamente, no último tri.
O preço médio das transações de lajes corporativas, por exemplo, foi de R$ 14.326 por metro quadrado, o maior entre os três setores analisados e em linha com os trimestres anteriores.
O alto nível de preço das transações indica que os deals seguem concentrados em prédios triple A considerados premium.
“Com a queda de juros, a tendência é que você tenha uma alta na demanda de grandes ocupantes por lajes maiores, então essa pressão de preços não deve arrefecer no curto prazo.”
Para a Cushman, a busca por lajes maiores deve se concentrar nas regiões da Avenida Chucri Zaidan e da Chácara Santo Antônio.
“A Faria Lima não tem mais espaço e uma demanda estrutural que não é atendida, enquanto na Paulista há prédios mais antigos e dificilmente veremos um lançamento.”







