Em NYC, alugar um imóvel virou uma batalha de ‘10 contra 1’

Nunca esteve tão difícil encontrar um imóvel para morar de aluguel em Nova York.
Dados da consultoria RentCafe mostram que, em 2025, cada apartamento disponível em Manhattan foi disputado, em média, por 11 inquilinos ao mesmo tempo.
No ano anterior, a disputa era de oito concorrentes por apartamento vago.
No país, a média foi de nove locatários para cada apartamento disponível em 2025, com essa competição mostrando sinais de recuo em algumas regiões por causa da entrega de novo estoque residencial.
Em Nova York, a retomada das companhias ao escritório, com o apelo do trabalho totalmente presencial, foi o principal fator que ampliou essa disputa pelas unidades residenciais para locação.
“Mais locatários estão renovando contrato, e isso tem tornado o mercado ainda mais competitivo do que nunca,” escreveu a consultoria no relatório.
A maior concorrência agrava uma crise habitacional que dominou as discussões das eleições municipais que elegeram o democrata Zohran Mamdani, cuja principal bandeira era combater a escassez de moradias de interesse social e também no chamado livre mercado da cidade.
Com o aumento da demanda, a inflação dos aluguéis em Manhattan descolou da média nacional de 3% e chegou a 13% em 2025.
Segundo a RentCafe, com a chegada de novos moradores, Manhattan entrou pela primeira vez na lista dos quatro mercados mais difíceis para alugar um imóvel nos Estados Unidos, atrás apenas do subúrbio de Chicago, da região central de Chicago e de Miami.
Na contramão da demanda, a oferta de novas unidades está praticamente estagnada, crescendo apenas 0,84% em 2025, o que levou 66,3% dos inquilinos a renovar seus contratos atuais, em vez de buscar novos espaços.
Em Nova York, um inquilino permanece, em média, 37 meses no imóvel, podendo chegar a 57 meses em distritos como o Brooklyn – mais do que o dobro da média nacional dos EUA, de 28 meses.
A estimativa da consultoria é que apenas 4% das unidades estejam disponíveis na cidade.
Sem espaço na ilha, os mercados adjacentes ganharam tração, mesmo com uma oferta maior de novo estoque.
No Brooklyn, o estoque cresceu 5% no ano, enquanto no Queens o aumento foi de 3%. Ainda assim, essas regiões registraram, respectivamente, uma média de 11 e 10 interessados por cada apartamento disponível.







