JHSF alonga duration e reduz custo da dívida com CRI de quase R$ 1 bi

Na maior emissão de dívida de sua história, a JHSF levantou quase R$ 1 bilhão para reperfilar seu endividamento, reduzindo a duration e o custo médio de seu passivo.
O objetivo da JHSF com a emissão dos CRIs era levantar R$ 750 milhões, mas a demanda foi 1,7x o tamanho da oferta e a companhia decidiu vender um lote adicional de 25%, elevando o valor para R$ 937 milhões.
“Essa operação saiu em condições inéditas para a gente, e num cenário de crédito complexo no País,” o CEO Augusto Martins disse ao Metro Quadrado.
A emissão foi feita em 4 séries e saiu a um custo de 102,9% do CDI. O prazo médio das quatro séries é de 4,3 anos.
A captação se soma a outras duas emissões que a JHSF fez no ano passado, também como parte de seu liability management. A companhia de Zeco Auriemo levantou R$ 700 milhões na primeira e outros R$ 600 milhões na segunda.
Com as duas emissões, a companhia já aumentou seu duration de 5 para 6 anos e reduziu o custo médio da dívida de CDI + 2,2% para CDI + 1,7%. Esse custo deve cair mais ainda com a nova emissão, que equivale a um custo de CDI + 0,4%.
“Rolamos todas as amortizações que tínhamos em 2025 e estabilizamos o fluxo dos próximos 10 anos, deixando o fluxo muito bem distribuído,” disse Augusto.
Segundo ele, as amortizações até 2036 devem ficar numa média de quase R$ 400 milhões/ano.
O CFO Breno Perez disse que o trabalho de liability management da companhia agora está concluído, “mas vamos continuar atentos. Estamos sendo abordados com frequência para revisar nosso portfólio e se houver novas oportunidades de reduzir o custo e alongar prazo vamos fazer.”
A JHSF tem uma dívida bruta de R$ 4,4 bilhões e uma dívida líquida de R$ 1,5 bi.
A alavancagem da companhia está em cerca de 1,8x EBITDA e 0,34x PL. “É uma alavancagem satisfatória para a estrutura da companhia e o nosso plano de crescimento,” disse Augusto.
Os coordenadores da emissão foram a XP, Itaú BBA e Bradesco BBI.