Para a HSI, o ecommerce foi só um susto para os shoppings

O ecommerce perdeu o posto de principal ameaça aos shopping centers e se tornou um aliado.
O avanço das vendas pela internet foi por anos o maior temor dos donos de shoppings, em especial na pandemia – mas não passou de um susto.
A HSI – que é dona de um fundo com oito shoppings, o HSML11 – considera que o ecommerce deixou de ser um concorrente para se tornar um complemento aos shoppings.
Serviços como retirada de produtos comprados online e envio a partir das lojas físicas passaram a fazer parte da rotina dos empreendimentos.
“O ecommerce acabou sendo menor das ameaças durante todo esse período,” Felipe Gaiad, o diretor de investimentos da HSI, disse num evento da Suno.
Segundo ele, a taxa de ocupação dos shoppings gira em torno de 95%, e as vendas voltaram a crescer após o período mais agudo da pandemia.
Por outro lado, quem investe em shoppings está resistindo a abrir novos projetos, preferindo apenas apostar em expansões dos ativos já existentes.
A área bruta locável do setor tem avançado cerca de 1% ao ano, um ritmo bem abaixo do observado em outros segmentos imobiliários, como o logístico, que cresce perto de 10%.
“Os desenvolvimentos que vamos ver nos próximos anos serão mais relacionados às expansões e não a greenfields,” disse Giuliano Ricci, o diretor de investimentos de real estate do Pátria.
Por isso, áreas antes pouco exploradas no entorno dos ativos passaram a ser convertidas em novas operações, principalmente de alimentação, lazer e serviços, numa tentativa de aumentar o tempo de permanência do consumidor nos shoppings.
O movimento exige um nível constante de investimento por parte dos proprietários, já que os shoppings demandam aportes frequentes para manter a atratividade e atualizar a oferta dos espaços, o que impacta a dinâmica de geração de caixa dos fundos.
“O mercado estar fechado de forma consistente para greenfield tem sido positivo para o mercado existente, para o que já está consolidado,” disse Gaiad.







