Por que a Rodobens está trocando a Vila Mariana pela JK

Por que a Rodobens está trocando a Vila Mariana pela JK
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Fundada em São José do Rio Preto, no noroeste paulista, a Rodobens quer estar mais próxima do centro financeiro do Brasil, a Faria Lima.

A empresa – mais conhecida por operar consórcios e outros serviços financeiros para o mercado de veículos – está trocando seu antigo escritório na Vila Mariana por uma laje corporativa no Condomínio São Luiz, na Av. Juscelino Kubitschek, no Itaim Bibi, perto do cruzamento com a Faria Lima.

“Estamos há mais de 40 anos em São Paulo, mas em uma região não tão bem localizada – muito mais residencial do que comercial,” o CEO Flávio Ferraz disse ao Metro Quadrado

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“Queremos estar mais próximos dos nossos clientes e de outros players importantes do mercado financeiro.”

A Rodobens nasceu no fim dos anos 1940 como uma concessionária de caminhões da Mercedes-Benz, e depois foi entrando em outros segmentos, como o de consórcios para caminhões, seguros, financiamento e locação, além de ampliar a rede de revenda de veículos com outras marcas como Hyundai e Toyota.

Hoje, a Rodobens gerencia uma carteira de crédito de aproximadamente R$ 21 bilhões, com os serviços financeiros já superando o varejo automotivo.

A divisão que reúne consórcios, seguros e produtos de crédito movimentou R$ 11,2 bilhões em 2025, alta de 16,2%, enquanto o varejo automotivo somou R$ 8,6 bilhões, crescimento de 5,1%.

A sede do grupo continuará no interior paulista, de onde operam o CEO e o backoffice da companhia, enquanto o escritório em São Paulo tem um foco na área financeira, com cerca de 100 funcionários.

Para Flávio, o antigo escritório da Vila Mariana acabava ficando “na contramão” do restante do mercado, hoje majoritariamente instalado no eixo oeste da Marginal Pinheiros.

Apesar de agora estar no trecho mais caro da cidade, com o aluguel passando de R$ 300/m², a empresa espera justificar os altos valores com um maior contato com parceiros de bancos, fundos de investimento, family offices e outros agentes do mercado.

“Às vezes, nossos executivos de São José do Rio Preto vinham à capital para fechar negócios e acabavam nem passando no antigo escritório, porque estávamos fora do eixo empresarial,” disse o CFO da Rodobens, Fernando de Andrade.

Para o CEO, a mudança de endereço está diretamente ligada aos planos de crescimento – e às projeções de expansão – da área de serviços financeiros da companhia, hoje um dos carros-chefes da Rodobens.

“Nosso foco é expandir nas avenidas de consórcios e seguros, porque as concessionárias têm uma limitação geográfica. Já nos serviços financeiros temos mais espaço para ganhar mercado,” Flávio disse.

O CEO diz que a nova localização também ajuda na atração e retenção de talentos, já que, em determinados níveis hierárquicos, dificilmente um profissional aceitaria se mudar para o interior paulista.

“Em alguns cargos mais operacionais, pela faixa salarial, é difícil criar atratividade para alguém sair de São Paulo.”

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