Sem terreno em Guarulhos, Hitachi escolhe Pinda para obra de R$ 1 bi

Sem terreno em Guarulhos, Hitachi escolhe Pinda para obra de R$ 1 bi
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A escassez de grandes terrenos em Guarulhos levou a  Hitachi Energy a escolher Pindamonhangaba como o destino da sua próxima fábrica no estado de São Paulo, uma obra que vai exigir R$ 960 milhões.

A companhia japonesa de energia está expandindo suas operações no Brasil e vai construir um galpão de 46 mil metros quadrados na região da Dutra.

A Hitachi já possui unidades em Blumenau e Guarulhos, e sua ideia inicial era ampliar a planta de Guarulhos, mas os espaços até então disponíveis estão sendo ocupados por galpões logísticos dedicados ao ecommerce que abastece São Paulo.

“E acabamos escolhendo Pindamonhangaba, que está entre São Paulo e Rio e é onde temos dois dos portos mais importantes para escoar nossa produção,” o CEO Glauco Freitas disse ao Metro Quadrado.

A empresa é uma das maiores produtoras globais de transformadores de potência, equipamento essencial para data centers, redes elétricas e projetos de transição energética.

A nova unidade deve entrar em operação em 2028, dobrando a capacidade produtiva da empresa no País.

O terreno de 800 mil m² no Vale do Paraíba pode abrigar novas fases de expansão, dependendo da demanda por transformadores. “Hoje o maior gargalo do mundo na transição energética é ter transformadores suficientes,” Freitas disse.

Um dos mercados que mais têm demandado os equipamentos da Hitachi são os data centers, um segmento que está crescendo no Brasil.

Um relatório do BTG disse que o País deve se beneficiar da escassez global de data centers. O banco aposta na capacidade energética das regiões Nordeste, Sudeste e Sul.

Em julho, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) lançou um plano nacional para atrair data centers. A expectativa é que o setor movimente R$ 7 trilhões no PIB do Brasil até 2035.

Após a compra do imóvel e o lançamento do plano, a Hitachi está agora negociando a contratação de uma empreiteira. 

A obra será feita no modelo turn key, em que uma única companhia toca todo o projeto até a entrega final.

“Uma fábrica de transformadores está associada a muitos processos. Pensando nisso tudo, nós decidimos  construir usando capital próprio, em vez de contratar um BTS”, disse o CEO. 

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