Cury mostra espaço para ‘dividendos suculentos,’ diz o Itaú

Cury mostra espaço para ‘dividendos suculentos,’ diz o Itaú
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A prévia operacional da Cury para o quarto tri mostra que a incorporadora tem condições de distribuir “dividendos suculentos,” disse o Itaú BBA.

O chamado VGV repassado (as vendas aprovadas no Minha Casa Minha Vida que chegam à Caixa) somou R$ 1,49 bilhão no período, um aumento de 61% em um ano, elevando o fluxo de caixa livre para R$ 321 milhões, o que representa expansão de 55% e um yield de 4%.

Trata-se do 27º trimestre consecutivo de geração positiva, e o maior valor trimestral da história.

O Itaú estima que a incorporadora encerrou o trimestre com um balanço patrimonial sem alavancagem ou uma posição de caixa líquida de aproximadamente R$ 520 milhões, abrindo espaço para mais dividendos à frente.

No acumulado do ano, a geração de caixa somou R$ 683,3 milhões, alta de 46,4% em relação a 2024.

“Na nossa opinião, a execução da Cury tem sido impecável e o MCMV permanece sólido como uma rocha,” escreveram os analistas.

Em 2025, a Cury distribuiu R$ 1,35 bilhão em dividendos, quase o triplo do valor pago no ano anterior. Os proventos chegaram a R$ 1 bilhão apenas no quarto trimestre, incluindo o montante captado na oferta de ações feita em dezembro só para distribuir dividendos extras antes do novo IR entrar em vigor.

Além disso, a incorporadora lançou R$ 8,2 bilhões em VGV no ano, crescimento de 25,9% sobre 2024, e registrou vendas líquidas de R$ 7,7 bilhões, avanço de 25,8% no mesmo intervalo.

Mesmo com um volume menor de lançamentos  da incorporadora no fim do ano, o Itaú destacou que a Cury manteve um ritmo elevado de vendas, com uma velocidade de 39% a 40% no quarto trimestre.

“O mais importante é que a Cury conseguiu vender quase metade do que lançou no próprio trimestre,” escreveram os analistas.

O banco ressalta que as ações da Cury acumulam queda de 14% desde o dia 4 de dezembro – a R$ 31,64 no fechamento de ontem – e agora são negociadas a  7x o P/L ajustado para 2026 (já incluindo um rendimento de dividendos de cerca de 10%), “o que, em nossa opinião, torna o papel uma oportunidade de compra.”

O Itaú estima preço-alvo de R$ 43 para ação da Cury, um avanço potencial de 36%.

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