Essa proptech está dobrando a aposta para resolver a dor do funding

Essa proptech está dobrando a aposta para resolver a dor do funding
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Enquanto a taxa de juros não cai, o mercado de capitais tem aproveitado para ganhar espaço no financiamento imobiliário – o que deve ser acelerado em 2026.

Criada para fazer o meio de campo entre fundos e incorporadores, a proptech Finamob está vendo espaço  para estruturar R$ 1 bilhão em crédito para o setor neste ano – o dobro do que fez em 2025.

A demanda tem crescido principalmente entre incorporadoras de pequeno e médio porte, que sofrem para acessar os bancões em um cenário de poupança em queda e os juros ainda altos.

“Os bancos fecharam a torneira, e esse incorporador tem que tomar dinheiro no mercado mesmo com um custo de capital mais elevado,” o fundador Murilo Marchesini disse ao Metro Quadrado.

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O próprio executivo já conviveu com esse desafio, em uma experiência que motivou a criação da startup.

Neto de um loteador e filho de um construtor, Marchesini montou uma incorporadora há dez anos em São Paulo e chegou a lançar R$ 400 milhões em VGV.

Mas em 2018 passou a sentir dificuldades para financiar os projetos com os bancos e buscou alternativas para seguir escalando o negócio.

“Fiz uma imersão no mercado de capitais para me autofinanciar, aprendi a fazer esse negócio e, a partir de 2020 e 2021, comecei a ajudar amigos que tinham essa mesma dor.”

A Finamob nasceu em 2023, depois que o executivo percebeu que já estava estruturando um volume relevante de emissões e que havia ali uma oportunidade de negócios.

Como o ticket médio dos CRIs é alto, o negócio atingiu o breakeven já no primeiro mês e originou R$ 130 milhões no primeiro ano.

Marchesini diz que a projeção de R$ 1 bi para 2026 é conservadora, e que o volume pode subir para R$ 1,5 bilhão ou R$ 2 bilhões mesmo em meio aos juros ainda elevados.

As taxas variam de CDI + 3% ou 4% nos títulos para nomes considerados high grade até CDI +7% ou 8% para um nível de risco maior, mas Marchesini diz que muitos deles aceitam margens menores para manter a “roda girando”.

“Incorporação é saber trabalhar nos ciclos. Em um ciclo é preciso ter caixa para aguentar até o próximo e ganhar dinheiro,” ele diz.

 

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