Moura Dubeux levanta R$ 500 milhões a R$ 25/ação

A Moura Dubeux levantou R$ 500 milhões num follow-on que precificou a ação a R$ 25, um desconto de 1,6% em relação ao fechamento de hoje.
Numa semana de forte fluxo do investidor estrangeiro para o Brasil e o mundo, a demanda pela operação superou a oferta em cinco vezes.
A empresa inicialmente buscava R$ 250 milhões, mas já previa um hot issue dobrando esse montante a depender do apetite dos investidores.
Os fundadores da incorporadora de Recife – os irmãos Aluísio, Marcos e Gustavo Moura Dubeux – ficaram com R$ 90 milhões da oferta. Por conta do hot issue, terão uma pequena diluição: a participação cairá de 36,3% para 33%.
Mas o que surpreendeu os bancos coordenadores foi a adesão na oferta prioritária, que somou perto de R$ 120 milhões. Isso criou um (bom) problema para a alocação, já que sobrou para o mercado algo como R$ 300 milhões.
O book recebeu pouco mais de 60 ordens, divididas quase meio a meio entre internacionais e locais.
A alocação privilegiou cinco fundos internacionais long-only e clientes locais de mesmo perfil.
“Foi uma oferta pequena e ninguém queria ficar com menos de R$ 50 milhões. Muitos vão ficar decepcionados,” disse uma fonte.
A forte demanda também deve atrapalhar os planos de quem alugou a ação esperando ser alocado na oferta – o aluguel saiu de cerca de 2 milhões para 6,3 milhões de ações nos últimos dias. “Isso vai dar um squeeze em muita gente,” disse um gestor.
Segundo este investidor, a Moura Dubeux é uma companhia “muito bem gerida que, a 4x o lucro para 2026, é a mais barata do setor na Bolsa”. Um dos objetivos da oferta é aumentar a liquidez dos papéis e melhorar a precificação da ação.
A Moura Dubeux vai usar os recursos para acelerar o crescimento da Única, sua JV com a Direcional para o desenvolvimento de projetos do Minha Casa Minha Vida. A empresa também vai reforçar o caixa e a distribuição de dividendos.
Os coordenadores da oferta foram Itaú BBA (líder), BTG, Bradesco BBI, Santander e Safra.







