Os números que mostram o tamanho do entusiasmo da Caixa com o retrofit

A Caixa Econômica Federal, que recentemente estabeleceu o retrofit como uma prioridade para o seu negócio, fez um levantamento que mostra o tamanho da sua empolgação com o segmento.
O banco calculou que as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Recife têm mais de 6 milhões de metros quadrados disponíveis para retrofit.
Considerando um metro quadrado residencial a R$ 10 mil, a Caixa diz que há R$ 60 bilhões para serem retrofitados em média.
A cifra representa quase 40% do orçamento previsto para o Minha Casa Minha Vida neste ano, de R$ 160 bilhões, e mais da metade dos recursos que devem ser direcionados ao SBPE pelo FGTS, de R$ 40 bi a R$ 90 bi – que já são valores recordes.
“O que nos falta no retrofit? Projetos,” Paulo Amaral, o superintendente executivo empresarial da Caixa, disse num evento do Sinduscon-SP.
Só em São Paulo a Caixa mapeou 7 mil edifícios com potencial para serem requalificados, mais que o dobro do número de contratos que o banco fechou com empreendimentos imobiliários em geral em 2025.
Foi no ano passado que a Caixa anunciou que o retrofit se tornaria uma das suas principais frentes de atuação.
O banco lançou uma linha de crédito voltada à reforma de prédios antigos com cerca de 40 projetos no pipeline à época, e vê espaço para que o mercado cresça 15% ao ano ao longo da próxima década.
Roberto Carlos Ceratto, o diretor de Habitação do da Caixa, disse ao Metro Quadrado que não há limite de recursos no banco para o segmento, que pode virar a principal destinação de capital. “Se tivermos que priorizar, vamos priorizar esse tipo de imóvel.”
Cassiano Alves, outro superintendente do banco presente no evento do Sinduscon-SP, disse que o potencial de valorização do metro quadrado é de cerca de 30% em uma operação de retrofit, com redução de custo operacional na mesma proporção.
“São dados bastante significativos e robustos que mostram que isso deixa de ser um sonho e é um negócio extremamente interessante.”
Apesar dos números atrativos, o retrofit ainda é um nicho restrito a players menores e especializados. A Caixa tem oferecido estímulos para atrair mais incorporadores.
Nos imóveis do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), por exemplo, o teto de preço pode subir em até 40%, para R$ 252,7 mil, nas unidades retrofitadas. Além disso, a antecipação de recursos pode chegar aos 50% para retrofits, contra 10% no financiamento tradicional.
“São diferenças significativas que propõem que a linha de crédito voltada ao retrofit seja mais agressiva e promova o caixa para que as empresas possam construir os projetos.”







