Tenda dispara após balanço confirmar turnaround

As ações da Tenda disparam hoje na Bolsa após seu balanço agradar analistas e investidores – mesmo com resultados ainda negativos na Alea.
Os papéis chegaram a subir 9% após a abertura e operam com ganhos de 8% por volta das 14h.
O otimismo vem do resultado acumulado no ano de 2025, que, para o BTG Pactual, consolida o processo de turnaround da Tenda.
A companhia registrou um lucro líquido consolidado de R$ 505,7 milhões. A cifra representa um salto de 375% na comparação com 2024 e um recorde para a incorporadora.
O indicador foi impulsionado pela operação core da Tenda, que é voltada ao Minha Casa Minha vida e surfou no bom momento do programa habitacional, reportando um salto de 266% no lucro líquido anual, para R$ 154,9 milhões.
Ganhos com operações de swap de ações da Tenda, que subiram mais de 90% no ano passado, também ajudaram nos números.
No quarto tri, o lucro ficou em R$ 104,6 milhões, um pouco abaixo do consenso de mercado, que era de R$ 110 milhões, mas cinco vezes acima do mesmo período do ano anterior.
O resultado poderia ser ainda maior não fosse a Alea.
A operação de casas pré-moldadas teve um prejuízo líquido de R$ 50,2 milhões no trimestre e de R$ 130,4 milhões no ano, piorando os R$ 71,9 milhões negativos que já haviam sido reportados em 2024.
O BTG diz, no entanto, que a queima de caixa da companhia diminuiu para R$ 20 milhões no último trimestre, o que está em linha com o guidance para 2026.
“Acreditamos que os investidores estão penalizando a Alea em excesso e perpetuando resultados fracos, embora o consumo de caixa tenha melhorado bastante,” escrevem os analistas em relatório.
A Tenda esperava atingir o breakeven com a operação ainda em 2026, mas reajustou as expectativas no trimestre passado e adiou a meta para 2027.
Na ocasião, o CFO da companhia, Luiz Mauricio Garcia, disse ao Metro Quadrado que a Alea está verticalizando as operações, mas uma safra de projetos ainda será finalizada no modelo terceirizado.
“Não há tempo hábil para fazermos toda essa transição em 2026.”
Apesar dos tropeços com a Alea, os analistas afirmam que os resultados sustentam o otimismo com a companhia em 2026.
A receita líquida, por exemplo, foi recorde no trimestre, com R$ 1,2 bilhão e alta de 39% ante o quarto tri do ano anterior. O indicador também subiu 27,1% na base anual para R$ 4,2 bilhões.
Já o EBITDA avançou 104,7% no trimestre, para R$ 215,5 milhões, e 71,4% no ano, alcançando os R$ 705 milhões.
O BTG diz ainda que os números da companhia neste ano indicam melhora operacional, com uma alta de 27% nas vendas de janeiro e fevereiro.
O banco recomenda compra para as ações da Tenda, com preço-alvo de R$ 44.







