O novo arranha-céu que promete redefinir o skyline de Manhattan

O novo arranha-céu que promete redefinir o skyline de Manhattan
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Manhattan se prepara para receber mais um gigante que tocará o céu.

Com previsão de entrega em 2030 e investimento estimado de US$ 7 bi, o novo 175 Park Avenue será um prédio comercial com 481 metros de altura (83 andares) e terá o status de segundo edifício mais alto da cidade, desbancando o Central Park Tower, que tem 472 metros, e ficando atrás somente do One World Trade Center, com 541 metros.

A arquitetura é assinada pelo SOM (Skidmore, Owings & Merrill), o renomado escritório que também é responsável pelo Burj Khalifa, o edifício mais alto do mundo, de Dubai.

O prédio será erguido ao lado da histórica Grand Central Terminal, com a qual terá conexão direta, e terá 195 mil metros quadrados de área construída, com espaço para escritórios, varejo, serviços, um hotel com cerca de 500 quartos e um observatório.

O empreendimento está sendo desenvolvido pelas incorporadoras RXR Realty e TF Cornerstone – e promete redefinir o skyline de Manhattan.

O design do edifício presta homenagem ao entorno, incorporando elementos do estilo Beaux-Arts — presente na própria Grand Central Terminal — e o art déco, tão marcante no Chrysler Building. O destaque estrutural fica por conta de um exoesqueleto metálico, com treliças aparentes que abraçam o prédio, formando uma base robusta e uma “coroa” no topo.

Essa estrutura não é apenas estética: ela garante estabilidade frente aos intensos ventos da cidade e, principalmente, permite reduzir o número de pilares internos — um dos grandes desafios da engenharia em arranha-céus dessa magnitude.

Além disso, a torre será cercada por aproximadamente 2,2 mil metros quadrados (cerca de 24 mil pés quadrados) de espaço público elevado e acessível, oferecendo um respiro à agitação das calçadas de Midtown Manhattan, com áreas de pausa e convivência.

Assim como no recém-inaugurado 270 Park Avenue (a sede do J.P. Morgan Chase, assinada pelo Norman Foster), o novo 175 Park Avenue será construído sobre as fundações de uma estrutura que será demolida, a do Grand Hyatt New York Hotel, o antigo The Commodore Hotel – razão pela qual o novo prédio também é conhecido como  Project Commodore.

No caso do 270 Park, foi necessária a maior demolição voluntária do mundo: o edifício original, com 52 andares, deu lugar a um novo com 70.

Devido à impossibilidade de escavações (há diversas linhas de trem subterrâneas na área), os engenheiros utilizaram pilares inclinados — apelidados de “pés de bailarina” — para conectar o novo layout à base existente. Estratégia similar será adotada no 175 Park, aproveitando e reforçando as fundações do antigo hotel.

Em 2024, o projeto foi reconhecido com o Prêmio Projeto Futuro pelo Conselho de Edifícios Altos e Habitat Urbano (CTBUH), por sua inovação, eficiência e contribuição para o urbanismo vertical sustentável.

A torre também será um importante ponto de integração urbana. Localizado na prestigiada e movimentada 42nd Street, o edifício também está cercado por outros ícones como a New York Public Library, o Bryant Park, a ONU e a Port Authority Bus Terminal — o maior terminal rodoviário dos EUA.

Com essa localização estratégica, o 175 Park Avenue incluirá um novo Transit Hall de aproximadamente 500 m², com novas entradas para o metrô.

Esse tipo de intervenção não apenas melhora a mobilidade, mas também contribui para a acessibilidade e qualidade da experiência diária de milhares de usuários.

A verticalização de Manhattan é uma força inevitável — e o 175 Park Avenue é um belo exemplo dessa dinâmica. Trata-se de um projeto que melhora o fluxo urbano, investe em acessibilidade, promove a sustentabilidade e conversa com o entorno. Não é apenas mais um bloco espelhado e impessoal.

O novo arranha-céu não se intimida diante dos dois monumentos nova-iorquinos que serão seus vizinhos — a Grand Central Terminal e o Chrysler Building. Pelo contrário, dialoga, respeita e se destaca com personalidade própria. É um exercício de arquitetura consciente, moderna e com propósito.

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