Pré-locação de galpões volta a subir depois de quatro anos

O nível de pré-locação dos galpões voltou a subir depois de quatro anos seguidos de queda.
O percentual de contratos assinados antes da entrega de novos empreendimentos saltou de 45% para 60% em 2025, segundo dados apresentados pelo Itaú BBA que consideram apenas os galpões A+, A e B.
Embora o mercado já esteja aquecido desde a pandemia, a maioria dos galpões entregues ainda não trabalhava com pré-locações – um cenário que se inverteu graças ao acirramento da disputa por espaço entre os players de ecommerce.
No ano passado, foram pré-locados 1,2 milhão de metros quadrados, levando em conta um novo estoque de 2,1 milhões de m², informou o banco.
O nível de locação antecipada afasta de vez os temores do mercado de que o ritmo acelerado de entregas poderia gerar uma sobreoferta.
“Mesmo diante de uma política monetária mais restritiva, a demanda permanece aquecida,” disse o banco. “Avaliamos que os ativos de maior qualidade técnica e os mais bem localizados devem sofrer pouco com a nova oferta de estoque, assim como aconteceu nos últimos trimestres.”
E já há indícios de que o nível de pré-locação deve seguir elevado em 2026.
O Grupo Erea projeta que serão entregues cerca de 3 milhões de m² neste ano em novos galpões e que cerca de 2,5 milhões de m² – ou 83% – já estão pré-locados ou são projetos de built-to-suit.
Segundo o Itaú, desde 2016 houve entrega de novos empreendimentos em todos os trimestres, “evidenciando a baixa barreira de entrada para novos imóveis.”
Com o avanço do ecommerce, os players do segmento já dominam o top 5 de maiores locatários do Brasil: Mercado Livre, Shopee, Amazon, Magalu e Americanas.
Por ter o maior mercado consumidor, o estado de São Paulo recebeu mais da metade (53%) de toda a área inaugurada nos últimos 10 anos.
E a proporção deve subir ainda mais em 2026. A expectativa do Itaú é que São Paulo concentre 59% das entregas previstas até o fim do ano, que somam cerca de 3,9 milhões de m².







