Miami e Tóquio lideram risco de bolha imobiliária; São Paulo é a mais ‘safe’

Miami e Tóquio lideram risco de bolha imobiliária; São Paulo é a mais ‘safe’
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Os riscos de bolha diminuíram nos principais mercados imobiliários residenciais do mundo pelo terceiro ano consecutivo em 2025, mas cidades como Miami e Tóquio ainda apresentam preços altamente distorcidos e outras como Dubai e Madri registraram uma piora de dinâmica.

São Paulo, por outro lado, é a cidade com o menor risco, dado o elevado patamar da Selic.

É o que mostra o Global Real Estate Bubble Index, um estudo anual do UBS que analisa a saúde imobiliária de 21 metrópoles com base em cinco métricas: índices de preço/renda e de preço/aluguel, variações das relações entre hipoteca e PIB e atividade construtiva e PIB, e a relação entre os preços da cidade e os preços do país.

Em um cenário de juros ainda elevados, os principais mercados imobiliários do mundo seguiram, em média, esfriando no ano passado, com os preços globais dos imóveis se mantendo praticamente estáveis em valores ajustados pela inflação.

Um grande exemplo disso é São Paulo, onde uma Selic de dois dígitos ajuda a manter os preços dos imóveis estagnados há três anos, apesar do sólido volume de vendas. Os aluguéis subiram 25% no período.

A capital paulista ocupa a última posição do ranking do UBS, com chance baixa de bolha, e o banco não enxerga espaço para grandes saltos no curto prazo.

Milão, Paris, Nova York, San Francisco e Hong Kong completam a lista de cidades com riscos reduzidos.

Na outra ponta, com alta probabilidade de bolha, aparecem nesta ordem Miami, Tóquio e Zurique, ainda que as duas primeiras tenham apresentado tendência de arrefecimento no último ano.

A cidade americana, que há 15 anos apresenta a maior valorização imobiliária ajustada pela inflação da lista, pode estar vivendo um momento de topo, disse o UBS. 

No entanto, a relação entre preços e aluguéis segue desequilibrada, o que mantém os riscos elevados.

Zurique e Genebra vieram a demanda por imóveis e os seus preços subirem em 2025 após o banco central suíço levar os juros a zero no início do ano.

Impulsionadas por uma forte demanda estrangeira, as cidades que apresentaram maior crescimento real nos preços foram Madri, com um aumento de 14%; e Dubai, que registrou alta de 11%. 

Em 2026, taxas de juros menores e a oferta limitada de imóveis em grandes centros urbanos podem sustentar os preços globais, mas inflação e crescimento econômico seguirão determinando os rumos do mercado, disse o UBS.

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