BREAKING: JLL enxuga operações no Brasil e troca CEO

A consultoria imobiliária JLL vai enxugar suas operações no Brasil, em meio a um movimento global de reestruturação do negócio, apurou o Metro Quadrado.
A mudança foi anunciada ontem ao senior management da companhia pelo CEO Fábio Maceira, que também está de saída do cargo.
Na sequência, a empresa comunicou internamente, por email, a decisão de descontinuar as áreas de capital markets, venda de imóveis, consultoria e hotelaria. A estimativa é de um layoff de cerca de 40 pessoas, disse uma fonte a par do tema.
A JLL disse em nota que a cadeira de CEO no Brasil será substituída por Washington Botelho, que antes era o presidente da divisão de Work Dynamics para a América Latina.
Com a reestruturação – que também ocorre em outros mercados – a JLL deve manter sob gestão apenas as áreas de Real Estate Management Services, Gerenciamento de Propriedades e Serviços de Portfólio e Leasing Advisory, responsáveis pela locação e pelo desenvolvimento de serviços de ocupação para empresas internacionais.

“A ordem veio dos Estados Unidos, totalmente top down, mesmo a empresa tendo fechado 2025 com um ano positivo em negócios,” disse um executivo próximo às operações da JLL.
Conforme apurou o Metro Quadrado, embora as operações no Brasil estivessem em linha com o planejamento de crescimento, pesou na decisão a baixa representatividade do País no faturamento global. “Quando você coloca na ponta do lápis e divide o faturamento pelo câmbio, vira algo marginal,” disse uma fonte.
Em 2025, a JLL foi a consultoria responsável pela locação de um edifício inteiro em Pinheiros para a gigante de tecnologia Amazon, que será a única inquilina do Biosquare, da Kinea.
No mercado, especula-se que a reestruturação também esteja ligado ao avanço de consultorias boutique, que ganharam market share no pós-pandemia, operando com estruturas mais enxutas e cobrando menos dos clientes.
A decisão de encerrar parte das atividades no Brasil não pegou todos de surpresa.
O próprio Maceira está há cerca de dois meses conduzindo o processo de descontinuidade das áreas no País. Segundo uma fonte, ele manteve executivos cujas áreas seriam encerradas, mas que tinham contratos mais longos, para conduzir a transição da gestão desses negócios.







