Construir galpões está mais atrativo, diz o Patria

Construir galpões está mais atrativo, diz o Patria
Thaís Soares |

A estratégia de desenvolver galpões próprios está ganhando força entre os fundos imobiliários.

Pressionado pelos juros altos, o valor patrimonial dos FIIs já está se aproximando do custo de construção, o que aumenta a atratividade do desenvolvimento, dado que os imóveis já prontos estão caros.

Os fundos HGLG11 e LVBI11, por exemplo, têm valor patrimonial na casa de R$ 3,5 mil por metro quadrado – quase o custo de construção atual, apontou Abbud.

Ele afirma que fundos grandes podem destinar uma fatia pequena do portfólio — 5% ou 10% — a projetos novos, absorvendo o risco sem afetar os rendimentos distribuídos aos cotistas. 

“É possível capturar muito valor quando o fundo tem condições de construir,” ele disse no painel do evento.

Além disso, sempre que fecha um contrato built-to-suit com grandes inquilinos, o Patria tenta adquirir outras áreas no entorno para futuras oportunidades.

A ideia é aproveitar o impulso de demanda para expandir o portfólio nas mesmas regiões. 

Recentemente, o fundo ergueu um galpão sob medida para um operador logístico em Salvador e manteve terrenos vizinhos para possíveis novos contratos. 

“Se fez sentido para um inquilino, provavelmente vai fazer para outros,” disse Abbud.

Enquanto gestoras como o Patria buscam capturar valor desenvolvendo novos galpões, a XP tem apostado em financiar esse movimento — originando operações de CRI IPCA+ lastreadas em contratos logísticos.

“Depois podemos vender um pedaço desses CRIs no mercado secundário, gerando ganho de capital. É uma estratégia que estamos intensificando conforme o juro real aumenta,” Masetti disse ao Metro Quadrado.

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