Com o avanço do multifamily pelas principais capitais do Brasil, a tecnologia será fundamental para operadores e proprietários que quiserem dar escala ao negócio, disse Leonardo Morgatto, o CEO da REdoor, a empresa de gestão de ativos de multifamily que pertence à BGRE (a antiga Brookfield Properties).
O executivo participou da segunda edição do Real Estate Summit, no painel que discutiu o potencial do multifamily no País, e afirmou que o perfil do inquilino costuma ser o mesmo independentemente da geografia, e que por isso a operação é replicável.
“A tecnologia pode estar em vários momentos, desde trazer os inquilinos, prospectando os clientes de maneira eficiente, até resolver um problema de manutenção hidráulica,” ele disse.
O painel também contou com a participação de Carlos Martins, sócio e gestor de Real Estate da Kinea, que recentemente lançou um fundo de multifamily junto com a BGRE, e Guil Blanche, o fundador da Planta.Inc, que desenvolve prédios em São Paulo para o segmento.
Carlos disse que o multifamily pode ser oferecido para qualquer perfil de renda, mas afirmou que há mais chance de escalar uma operação voltada à classe média do que para o alto padrão, em que o residencial para renda compete com a venda.
“A classe média é mais carente e a ‘piscina’ é muito maior,” ele disse.
O mercado só não tem crescido com mais velocidade porque o juro alto tem travado o financiamento de novos projetos.
Num esforço para reduzir o risco, Guil Blanche disse que Planta tem buscado “regiões mais óbvias” de São Paulo para desenvolver empreendimentos, mas ele espera que o amadurecimento do segmento torne mais fácil mostrar a investidores que os ativos são rentáveis.
“A produção de histórico vai contribuir para expandir a nossa tese em diversas regiões da cidade,” ele disse.
O Real Estate Summit teve o apoio da REdoor, Accor, Patria, Moura Dubeux, Lotus, Fibra Experts, Building Innovations, Central Capital, Syn Prop & Tech e Setai Grupo GP.




