As obras do Mandarin Oriental Miami começam nesta semana, marcadas por um valor expressivo: mais de US$ 1,7 bilhão em apartamentos já foram vendidos, antes mesmo de a construção começar.
Este é um dos valores mais altos já obtidos em lançamentos imobiliários nos EUA, o que indica um momento aquecido no segmento de ultraluxo da cidade.
Não é usual que as empresas divulguem exatamente quanto já faturaram com vendas nesta etapa dos projetos, o que torna difícil cravar que se trata de um recorde. O valor foi citado por David Martin, presidente da Swire Properties, a construtora do prédio, em uma entrevista.
O empreendimento fica em Brickell Key, ilha artificial ao lado do centro financeiro de Miami, e terá duas torres. Ele está sendo construído onde ficava o Mandarin Oriental Hotel, demolido no início deste ano.
Até o momento, a torre sul, de 66 andares, vendeu 80% de seus 228 apartamentos. Já a torre norte contará com 33 andares divididos entre um hotel de 121 quartos e apartamentos – com cerca de 25% destes já vendidos.
Segundo a Swire, boa parte dos compradores pagou à vista.
Desde o início das vendas da torre sul, em 2024, os preços dos imóveis já subiram em 30%. Duas coberturas foram vendidas por US$ 50 milhões cada.
O perfil de compradores do Mandarin Oriental foge da norma dos apartamentos de luxo da cidade: 65% dos compradores são americanos, número acima da média para o padrão de Miami, que costuma atrair público estrangeiro em busca de estabelecer residência nos EUA.
Os compradores de outros estados vêm de locais como a Califórnia, Nova York e Massachusetts, puxados pela demanda dos setores financeiro e de tecnologia
Segundo a Swire, cerca de 30% dos futuros donos planejam transformar o apartamento em sua residência principal, enquanto 60% planejam usá-lo como uma casa secundária.
A construtora planeja terminar a obra até 2030.




