SC dispara na entrega de novos galpões; agora só está atrás de SP

SC dispara na entrega de novos galpões; agora só está atrás de SP
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No mercado de galpões, o estado de São Paulo vai muito bem, obrigado. Vacância baixa, preços em alta, o de sempre.

Mas há outros dois estados, ambos na região Sul, que estão apresentando resultados fora da curva.

Um é Santa Catarina, que está acelerando a entrega de novo estoque para dar conta da demanda dos players de ecommerce por uma operação logística descentralizada, priorizando as regiões com economia mais aquecida.

Segundo um novo relatório da JLL, o estado foi o que apresentou a segunda maior entrega de galpões de alto padrão no quarto trimestre (atrás apenas de São Paulo, é claro).

Foram 75,1 mil metros quadrados de novo estoque, superando Minas Gerais, historicamente o segundo maior mercado, com 56,8 mil m². São Paulo liderou com folga ao atingir 587,7 mil m².

Um ano antes, no quarto tri de 2024, Santa Catarina ocupou apenas a sexta posição na entrega de novo estoque.

E a julgar pelo que está projetado para 2026, Santa Catarina deve seguir na vice-liderança. O estado tem 10,1% do novo estoque esperado para o ano, atrás de São Paulo (39,6%) e à frente do Espírito Santo (9,9%).

A demanda está tão forte em Santa Catarina que o estado conseguiu manter uma vacância baixa mesmo com o aumento significativo da oferta, em 6,8%, abaixo da média nacional, de 7,7%, que já é a menor da história.

Um outro estado que está se destacando é o Paraná, que tem uma das menores taxas de vacância do País, em 2,2%, o que contribuiu para um aumento expressivo dos preços.

O aluguel médio – um indicador importante para avaliar a viabilidade de novos projetos – subiu 12,2% no quarto trimestre na comparação anual, para R$ 30,30/m², e agora o Paraná é também um dos poucos estados com média acima de R$ 30/m², ao lado de São Paulo (R$ 34,50) e Mato Grosso (R$ 34,40).

A média nacional subiu 7,8% em um ano, para R$ 30,70, também chegando pela primeira vez à casa dos R$ 30.

Num recorte mais longo, no entanto, a média nacional apenas acompanhou o IGP-M. Segundo a JLL, enquanto os preços de locação subiram 69% entre 2018 e 2025, o índice de inflação avançou 67%.

Já a média de São Paulo consegue se descolar, com um avanço de 91% no mesmo intervalo.

Em dólar, porém, a JLL mostra que o aluguel em São Paulo cresceu pouco entre 2018 e 2025, saindo de US$ 4,7 para US$ 6,3.

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