Helbor estuda vender mais terrenos para projetos do MCMV

A Helbor está estudando novas oportunidades no Minha Casa Minha Vida.
A incorporadora da família Borenstein cogita vender mais terrenos com vocação econômica para players que já operam nesse mercado.
As operações devem seguir o modelo de sociedade adotado em projetos feitos junto à Cury e Cyrela, no qual a empresa ainda participa da incorporação com uma fatia no equity dos empreendimentos.

“Faremos sempre em parceria com quem sabe fazer,” O CEO Henry Borenstein disse numa call com analistas.
A companhia anunciou na semana passada a venda de 70% de um terreno localizado em São Paulo, próximo à Marginal Pinheiros, para a Cyrela.
O ativo de 26 mil metros quadrados já estava há 15 anos no landbank da Helbor, que considerou diversos usos para o terreno, incluindo projetos residenciais de médio e alto padrão.
A companhia disse que o terreno não estava à venda, mas a gestão viu na proposta da Cyrela potencial para trabalhar num segmento que não é o seu core, e em uma área com vocação.
Mudanças no Plano Diretor de São Paulo têm fomentando as habitações econômicas próximas a eixos de transporte e há ainda incentivos cada vez maiores do governo para esse mercado.
A Helbor diz ter outros terrenos dentro de casa com perfil econômico.
“Pode ser que antecipemos algum lançamento fazendo Minha Casa Minha Vida, e isso pode acontecer durante este ano,” disse o CEO.
Hoje a incorporadora tem um total de R$ 10,1 bilhões de landbank, dos quais 1% corresponde ao segmento econômico.
A maior parte dos terrenos é voltada ao médio (44%) e alto padrão (38%), os segmentos que são o carro-chefe da companhia.
Nos últimos anos, a estratégia da companhia foi vender ativos em regiões onde não atua mais, para ajudar a reduzir a alavancagem.
Mas apesar da disposição para vender outros terrenos, o foco da companhia agora é desenvolver projetos, inclusive porque o estoque foi reduzido, e hoje o que está na prateleira já equivale a um ano de vendas.
“Então não adianta vender terreno e daqui a um ano ter que comprar terreno de novo,” disse Henry.
A companhia não dá guidance de lançamentos, mas diz que pretende lançar projetos “com prudência” em 2026, em pontos estratégicos da Grande São Paulo e Mogi das Cruzes – sua cidade natal.
Os lançamentos incluem um empreendimento de médio padrão, segmento em que a Helbor está com o estoque pronto praticamente zerado e que foi deixado de lado pelas incorporadoras nos últimos anos por ser o mais pressionado pela Selic alta.
A Helbor diz que, apesar de a taxa de juros ainda estar elevada, as condições de prazo e pagamento se flexibilizaram muito em relação ao passado e possibilitam que o público de classe média enquadre o financiamento na renda.
Em termos de entregas, a expectativa da Helbor é concluir cinco empreendimentos em 2026 com VGV somado de R$ 1,2 bilhão.







