Morar em Manhattan está tão caro que os mais jovens estão indo morar com as freiras, mostrou uma reportagem do The Wall Street Journal.
O aluguel médio na região alcançou US$ 3.616 no primeiro trimestre deste ano, cerca de 20% acima dos níveis pré-pandemia, segundo o Realtor.com.
Para quem está em início de carreira, a conta não fecha. A solução para alguns foi se mudar para conventos, que costumam cobrar valores menores.
No Upper West Side, um quarto no St. Agnes Residence custa a partir de US$ 950. O Centro Maria, no Bronx, cobra cerca de US$ 800, enquanto o Menno House, em Gramercy, tem quartos a partir de US$ 580, segundo levantamento feito pelo WSJ.
O aluguel na maioria das residências inclui quarto mobiliado, café da manhã, Wi-Fi e contas de luz e água. As freiras também limpam os prédios e organizam festas para que os moradores se conheçam.
Elas também não exigem contrato anual nem prática religiosa e aceitam residentes de qualquer crença. Mas há outras contrapartidas.
Toque de recolher às 23h ou à meia-noite é comum. Nas casas exclusivamente femininas, visitas masculinas são proibidas nos quartos, assim como bebidas alcoólicas. Além disso, as freiras também controlam a bagunça nos quartos e podem fazer visitas surpresas.
Mas há exceções, como o Kolping House, no Upper West Side, que opera cerca de 90 quartos para homens e mulheres, sem toque de recolher.
O modelo não é novo. Os conventos abertos para a população foram criados no início do século 20 para abrigar jovens que chegavam sozinhos a Nova York em busca de trabalho.
Mas a maioria dos conventos fechou ao longo das décadas, pressionada por custos de manutenção crescentes, ordens religiosas em declínio e as perturbações da pandemia.
Os conventos que ainda resistem operam com uma longa lista de espera – e o perfil dos moradores inclui estudantes de pós-graduação, trabalhadores em início de carreira e pessoas com dificuldades financeiras.




