A Goldman Sachs acertou a compra da LCN Capital, uma empresa de investimentos especializada em fazer sale and leaseback de escritórios em deals com empresas que querem deixar seus balanços mais leves.
O acordo é de US$ 410 milhões, com o pagamento de US$ 260 milhões à vista e mais US$ 150 milhões condicionados à performance da empresa. Cerca de 80% da operação será feita em ações.
A LCN, que atua no mercado há 15 anos e tem cerca de US$ 3 bilhões sob gestão, é especializada em operações de sale and leaseback, em que compra imóveis de empresas e os aluga de volta para as próprias.
O formato de aluguel mais usado pela empresa é o triple net, em que o locatário corporativo paga um aluguel mais baixo mas também arca com custos de seguro, impostos e manutenção do imóvel.
A modalidade tem atraído gestores em busca de uma combinação entre propriedade imobiliária e crédito corporativo.

Para a Goldman, o acordo com a LCN significa poder oferecer contratos de arrendamento aos seus próprios clientes, que assim retiram os imóveis de seus balanços. O produto também será vendido nos fundos do banco.
Segundo a Barron's, o banco comandado por David Solomon até pensou em criar uma empresa própria para atuar no setor, mas acabou preferindo o M&A, como tem feito nos últimos meses.
São quatro aquisições em menos de um ano, todas voltadas para a área de gestão de ativos, que o banco vem tentando fortalecer para reduzir a sua dependência de outros players.
No final de 2025, a Goldman Sachs anunciou a compra da empresa de venture capital Industry Ventures. Este ano já comprou duas emissoras de ETFs: a Innovator Capital Management e a Neos Investments, a última na semana passada.
A expectativa é que a compra da LCN seja concluída até o final do ano.




