As marcas de hotéis de luxo que estudam entrar no Brasil

Pelo menos três marcas internacionais de hotéis de luxo estudam entrar no Brasil nos próximos anos – atraídas pela retomada do turismo do País.
O Mandarim Oriental Hotel Group, a divisão de hotéis da Bulgari e o Waldorf Astoria Hotels & Resorts, do grupo Hilton, estão avaliando projetos e a viabilidade de empreendimentos locais, apurou o Metro Quadrado.
“Os projetos ainda não estão confirmados, mas demonstram o interesse internacional em um mercado que hoje já consegue ter diárias e uma rentabilidade maiores,” disse uma fonte a par das conversas.
Impulsionados pela volta do turismo de lazer e negócios, especialmente o doméstico, os hotéis têm registrado indicadores operacionais cada vez mais altos no Brasil.
No segmento de luxo, por exemplo, o RevPAR – a receita média por quarto disponível, na sigla em inglês – subiu 50% entre 2022 e 2025, para R$ 918, segundo a CBRE. A taxa de ocupação é de 62%.
“A nossa previsão é que esses valores vão continuar melhorando até o final do ano,” Danilo Ferrari, o diretor de capital markets e land services da CBRE Brasil, disse ao Metro Quadrado.
Apesar do crescimento, o cenário hoteleiro brasileiro ainda é formado majoritariamente por empreendimentos independentes, que somam 83% do total de hotéis.
As marcas nacionais respondem por 11%, enquanto as bandeiras internacionais representam apenas 6% do mercado.
A CBRE afirma que essa participação era ainda mais tímida há quatro ou cinco anos. “Praticamente não se tinha hotéis que praticavam diárias de US$ 500, por exemplo.”
De lá para cá chegaram ao território nacional marcas como o W Hotel e The Westin, da Marriott.
A gigante americana, aliás, já anunciou que vai reforçar a aposta no Brasil e dobrar o número de quartos por aqui nos próximos três anos.
Também há projetos em andamento de outras bandeiras de luxo, incluindo Kempinski, Faena e Four Seasons. Este último retorna ao País com um projeto no Leblon seis anos após encerrar a operação em São Paulo.
Mas a CBRE enxerga espaço para mais. “Ainda há como melhorar e trazer operadores de hotéis mais profissionais para ganhar eficiência na operação desse mercado.”
O Mandarim Oriental disse ao Metro Quadrado que é parte da estratégia do grupo avaliar oportunidades de novos destinos ao redor do mundo. Fundado na década de 60 em Hong Kong, o grupo hoje opera 45 hotéis e 15 residenciais de luxo em 28 países.
Bulgari e Hilton, responsável pela marca Waldorf Astoria, não comentaram.







