Log vende R$ 1 bi em galpões na maior transação de sua história

Log vende R$ 1 bi em galpões na maior transação de sua história
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A Log fechou hoje a maior venda de sua história, em uma transação de mais de R$ 1 bilhão que indica que o apetite por galpões da desenvolvedora está mais aquecido do que nunca.

O deal envolve participações em 11 ativos. O comprador é um fundo imobiliário estruturado pela Itaú Asset e batizado de Itaú Log CP – a exemplo de FIIs do Inter e do BTG Pactual que também foram criados para investir nos ativos da empresa.

A venda saiu a pouco mais de R$ 3 mil por m², próximo ao valor patrimonial líquido dos ativos e em linha com outras transações da companhia.

Desta vez, a Log optou por aceitar 20% do pagamento em cotas para manter uma exposição aos imóveis. A companhia acredita que, com uma rodada de revisionais de contratos em curso, vai capturar parte do ganho com aluguéis maiores.

“Gera muito valor agora e ainda há valor a capturar mais à frente no fundo, dependendo da evolução do cenário macro. Se os juros estiverem mais baixos, capturamos o fechamento de cap rate,” o CFO Rafael Saliba disse ao Metro Quadrado.

Assim como nas outras vendas, a Log continuará como administradora dos empreendimentos e será consultora imobiliária do FII.

A remuneração pelo serviço será de 0,5% ao ano sobre o patrimônio líquido – um percentual muito superior ao dos outros dois fundos, que remuneram de 0,1% a 0,2%.

Para o CFO, o aumento é um reconhecimento da capacidade da companhia de atuar não só como uma desenvolvedora, mas como uma plataforma de prestação de serviços.

“Começamos a mostrar ao mercado que a gente veio para ficar nesse papel de gestor de recursos de terceiros.”

A transação também faz com que a Log cumpra boa parte da meta de reciclagem do ano, que era de vender cerca de R$ 1,5 bilhão em ativos para financiar o desenvolvimento de novos galpões.

O plano da empresa é entregar 2 milhões de metros quadrados até 2028.

“Temos o planejamento de vender mais R$ 500 mi, mas uma transação como essa nos dá conforto, e ganhamos uma certa seletividade temporal para definir qual é a melhor janela e para buscar estruturas tão boas ou melhores do que essa.”

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