Com planos de ampliar os investimentos no Brasil, a Goodman está entregando a um executivo local a missão de liderar o próximo ciclo de crescimento da companhia.
A desenvolvedora australiana anunciou para o cargo de CEO no País o nome de Thomaz Camargo, que tem 20 anos de experiência no setor – com passagens por CBRE, Hines e Bracor.
A função vinha sendo desempenhada interinamente por Danny Peeters, diretor executivo do grupo que continuará supervisionando as operações brasileiras.
Camargo chega à Goodman com a missão de desenvolver novos ativos e ampliar o portfólio local.
Globalmente, o grupo administra US$ 87,2 bilhões em ativos logísticos e data centers em 15 países. No Brasil, onde chegou em 2012, soma apenas R$ 1,2 bilhão sob gestão.
“O Brasil é pequeno perto do portfólio da Goodman, mas a empresa entende que esse é um mercado estratégico e quer investir mais do que nunca aqui,” Camargo disse ao Metro Quadrado.
A prioridade, neste primeiro momento, é ampliar a presença no segmento logístico. A companhia iniciou recentemente a construção de seu primeiro projeto em Guarulhos, reforçando seus investimentos no mercado de last mile em São Paulo.
A Goodman toca ainda um projeto na Zona Sul da capital paulista, em Interlagos, no terreno onde funcionava uma fábrica da Avon.
O projeto prevê um retrofit para transformar a planta industrial em galpão logístico, uma das apostas da Goodman para driblar a escassez de grandes terrenos na cidade.
Camargo afirma que a companhia também passará a olhar outros grandes centros urbanos, como Curitiba e Belo Horizonte.
“Vamos analisar caso a caso, mas onde tiver gente e dinheiro, vai ter demanda logística e nós estaremos lá.”
Apesar do desejo de crescer o portfólio, o executivo diz ainda que a empresa vai tocar os projetos com calma para minimizar riscos associados ao desenvolvimento.
O CEO da Goodman tem um exemplo próximo de como esses riscos podem afetar uma grande operação no caso da Prologis, que enfrenta um inferno astral nos últimos meses.
A companhia trocou o country manager do Brasil neste mês após uma série de problemas que incluíram paralisações de obras, enchentes, incêndios e desapropriação de terrenos.
“É lamentável o que aconteceu com a Prologis, que é uma grande empresa, mas teve uma onda de azar. O que posso dizer sobre nós é que não vamos atropelar processos. A Goodman enxerga a longo prazo e queremos fazer produtos de qualidade que ganhem valor no tempo,” disse Camargo.
O CEO disse ainda que a companhia também estuda também fazer no Brasil projetos de data centers, um segmento onde já atua em outros países.
Hoje, cerca de 74% do dinheiro que está sendo desembolsado pela Goodman no mundo é destinado ao segmento.




