A greve dos funcionários da Caixa travou os repasses do Minha Casa Minha Vida e já deve aparecer nos resultados das incorporadoras no terceiro trimestre.
Segundo o BTG Pactual, as empresas continuam vendendo apartamentos e recebendo os recursos liberados conforme as obras avançam, mas desde o início da greve, em 10 de setembro, está parado o processo de repasse – quando a Caixa assume o financiamento do comprador.
Sem o trabalho dos bancários, parte do dinheiro das vendas fica represada, o que deve pesar no fluxo de caixa das empresas.
“Devemos ver algum impacto da greve nos balanços do terceiro tri, especialmente para construtoras voltadas para a baixa renda,” escreveram os analistas do banco.
O BTG pondera que é difícil estimar o tamanho do impacto, pois não se sabe até quando a greve vai durar. Hoje, a paralisação completou 12 dias.
Se as operações voltarem em breve, o BTG espera que os repasses acumulados durante a paralisação sejam normalizados rapidamente, fazendo com que parte dos recursos que as incorporadoras receberiam pelas unidades vendidas no terceiro tri entre no caixa na reta final do ano.
O principal impasse nas demandas dos funcionários envolve o plano de saúde. Os grevistas discordam do novo modelo de divisão de custos entre os trabalhadores e a estatal, a ser adotado em 2027.
A última proposta da Caixa, apresentada na sexta, foi rejeitada pelos trabalhadores em assembleia na terça.




