Os dados mais recentes do Sinduscon-SP mostram que as obras de projetos do Minha Casa Minha Vida são as que mais estão sofrendo com o aumento dos custos.
O índice de inflação calculado pela entidade – o CUB (custo unitário básico) – subiu 7,08% em 12 meses para o segmento econômico, acima do avanço de 6,54% nos projetos de médio e alto padrão, de 6,71% para torres corporativas e de 6,6% para galpões logísticos.
O aumento para todo o mercado tem sido pressionado principalmente pelos materiais, que ficaram mais caros com o conflito no Irã – mas analistas têm alertado que a situação é pior para quem atua no Minha Casa Minha Vida, que opera com tetos de preços.
“Qualquer aceleração adicional dos custos poderia pesar muito mais sobre o segmento de baixa renda, dado que a capacidade de repasse é menor, pressionando diretamente as margens,” disse o BTG.
O alerta vem num momento em que as incorporadoras têm acelerado os lançamentos de projetos do MCMV, impulsionadas pelo aumento do orçamento do FGTS para habitação econômica, pela recente criação da Faixa 4 e pelos reajustes dos valores.
Tanto que até mesmo incorporadoras que só atuavam com projetos de médio e alto padrão estão aderindo ao MCMV para surfar o avanço do programa.
Não significa, no entanto, que o bom momento do mercado econômico esteja comprometido.
O BTG pondera que “as empresas podem ser capazes de compensar parcialmente a pressão por meio de aumentos de preços, tanto no estoque quanto em novos projetos, apoiados por um nível de affordability ainda saudável para compradores do MCMV.”




