Moura Dubeux tem lucro recorde e quer escalar operação no MCMV

Moura Dubeux tem lucro recorde e quer escalar operação no MCMV
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A Moura Dubeux registrou lucro líquido recorde no primeiro tri, refletindo o bom desempenho dos seus projetos para o médio e alto padrão – mas agora a incorporadora vai apostar no segmento econômico para seguir aumentando a rentabilidade.

O lucro somou R$ 155,5 milhões, 121% acima do registrado um ano antes e batendo o consenso.

O resultado foi impulsionado pelas vendas, que saltaram 87,7% e alcançaram o patamar de R$ 1 bilhão, principalmente graças ao desempenho no alto e médio padrão.

Mas apesar dos segmentos mais caros ainda estarem performando bem, a Moura quer focar em crescer no Minha Casa Minha Vida daqui para frente.

O plano é alcançar um VGV de até R$ 2 bilhões por ano nesse mercado. 

Diego Villar Moura Dubeux

“O segmento econômico é o único vetor de crescimento que temos na nossa estratégia, pois, considerando a construção, é onde podemos explorar a melhor rentabilidade e mitigar o máximo de risco,” o CEO Diego Villar disse ao Metro Quadrado.

A ideia é reduzir os lançamentos de empreendimentos desenvolvidos no modelo de condomínio, em que a gestão e a contratação de mão de obra qualificada são mais difíceis, e acelerar os projetos para o MCMV.

A Moura Dubeux começou a atuar nesse mercado por meio de uma joint venture com a Direcional voltada às faixas 3 e 4 do programa habitacional.

A JV lançou dois projetos até agora em Recife que somam R$ 206 milhões em VGV.

Dentro da Moura Dubeux, os empreendimentos são tocados pela marca Ún1ca e causaram polêmica inicialmente quando o mercado se deu conta de que a companhia não era 100% dona da bandeira – 30% estava na mão dos controladores – e, por isso, não capturaria parte do resultado da JV.

Mas a gestão recalculou rapidamente a rota e os controladores entregaram a participação à incorporadora sem qualquer ganho de capital.

Já na Mood, a marca da Moura Dubeux para a classe média, a incorporadora deve parar no patamar de R$ 1 bilhão em lançamentos por ano, pois diz que os juros ainda jogam contra o segmento.

“A Mood navega muito bem, mas somos cautelosos, porque não enxergamos no médio prazo uma melhoria de ambiente macroeconômico para que a classe média possa voltar a comprar apartamento.”

Apesar do cenário macro mais desafiador, a receita líquida da Moura Dubeux ficou em R$ 628 milhões, com alta de 43% na comparação com o mesmo período do ano passado e acima do consenso de mercado, que era de R$ 595 milhões.

A margem bruta alcançou o patamar de 40%, superando em 6,2 pontos percentuais a margem do primeiro tri de 2025. Já o ROAE ficou em 27,2%, acima dos 20,6% reportados há 12 meses.

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