Brazil Week: O almoço do Metro Quadrado em Nova York

Brazil Week: O almoço do Metro Quadrado em Nova York
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NOVA YORK – Foi bom enquanto durou, mas já passou da hora de esquecer.

Quem investe em real estate nos Estados Unidos tem de parar de esperar a volta dos juros básicos próximos de zero e se acostumar à nova realidade para buscar outras formas de funding.

Esse foi o consenso entre os convidados do Brazil Week @ the Journal, evento organizado em Nova York pelo Metro Quadrado em parceria com o Brazil Journal e o Platô.

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“Juro zero provavelmente nunca mais vai acontecer, então eu me acostumaria com a taxa atual, que está praticamente na média histórica,” disse Marc Norman, o chefe do Schack Institute, o centro de real estate da escola de estudos profissionais da NYU.

Nos EUA, os juros caíram para perto de zero como uma reação do Fed à crise de 2008 e seguiram nesse patamar até 2015, quando voltaram a subir e chegaram ao pico em 2022, no nível entre 5% e 5,25%, num esforço à época do banco central americano para conter a escalada inflacionária da pandemia. Hoje, as taxas estão entre 3,5% e 3,75%.

O encontro em NYC reuniu alguns dos principais executivos e empresários brasileiros para debater as futuras oportunidades de investimento no mercado imobiliário americano – da já consolidada ilha de Manhattan ao up-and-coming market de Miami-Dade.

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Além do representante da NYU, o painel contou com a participação de Antonio Primo, sócio da DaGrosa Capital Development Partners, e Isaac Witnick, cofundador da Witnick Real Estate Partners.

Primo disse que a melhor forma de continuar empreendendo no setor é por meio da captação de investimentos fora dos EUA, como no Canadá e no Brasil.

Para ele, os juros altos acabam se tornando uma questão secundária desde que haja acesso a outras formas de capital.

“Acho que as taxas de juros provavelmente vão ficar como estão, a menos que o presidente Donald Trump force o presidente do Federal Reserve (Fed) a baixá-las,” disse.

Uma saída para continuar incentivando investimentos estará cada vez mais atrelada às políticas públicas municipais e estaduais, dizem os especialistas.

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“O que a cidade pode fazer para aliviar a pressão é flexibilizar as leis de aluguel, ou certos aspectos delas, a fim de restabelecer os incentivos,” disse Isaac Witnick, ao citar possíveis reduções no tempo mínimo de congelamento de aluguéis previsto nas políticas municipais e estaduais de Nova York.

Para ele, ainda que em um ambiente mais desafiador, o mercado americano continua proporcionando incontáveis oportunidades de investimento imobiliário, que seguirão entregando um upside expressivo.

“Neste momento, estamos analisando um imóvel de US$ 50 milhões na zona oeste de Manhattan, que está entre os imóveis sujeitos ao regime de aluguel estabilizado até que os contratos expirem, o que cria mais oportunidades de curto prazo,” disse.

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