Carrefour quer vender sua sede em São Paulo – no ecommerce 

Carrefour quer vender sua sede em São Paulo – no ecommerce 
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No ecommerce do Carrefour, o consumidor pode fazer as compras do mês, adquirir eletrodomésticos, e agora vai até encontrar uma “prateleira” de imóveis que o gigante varejista colocou à venda.

O Carrefour Properties – a vertical imobiliária do grupo francês – vai lançar uma espécie de ecommerce imobiliário para anunciar imóveis ociosos e ativos da própria varejista disponíveis para venda.

Para estrear a plataforma, a primeira oferta será a da sede administrativa do Carrefour no Brasil: um edifício horizontal que a empresa chama de campus e que tem 23 mil metros quadrados de área construída, localizado em um terreno de 45 mil m² no Tamboré, em Barueri, perto do Alphaville.

A companhia quer vender o terreno para surfar uma valorização dos imóveis da área, e por entender que o espaço tem dimensões raras para a região, o que desperta o interesse de incorporadores.

Após a venda, a empresa pretende fazer uma reorganização administrativa a partir de agosto, transferindo parte do time para os escritórios corporativos da Vila Maria e do Tatuapé.

Além desse ativo, a companhia já tem cerca de 100 imóveis listados – de um universo de 389 com potencial de comercialização na plataforma, segundo a diretora de desenvolvimento imobiliário e negócios do Carrefour Properties, Camila Monteiro.

“Das oportunidades que nós temos mapeadas, 70% são de otimização de áreas das lojas. São terrenos muito bem localizados e grandes, que era o perfil de investimento do Carrefour 50 anos atrás,” ela disse ao Metro Quadrado.

Segundo Camila, a estratégia reduz custos de manutenção e impostos, cria retorno financeiro por meio de parcerias com incorporadoras e ainda aumenta o fluxo de clientes para as lojas de forma orgânica. “É uma estratégia win-win em todos os aspectos.”

Além do estoque atual, a empresa pretende fazer anualmente novas análises de áreas com potencial para destravar projetos residenciais e comerciais, atualizando continuamente a oferta de ativos na plataforma.

“Nosso racional é entender a vocação de cada área e destravar o maior valor possível para esse ativo,” disse a diretora.

Entre os imóveis e áreas que devem ser comercializados estão ativos herdados da aquisição do BIG que hoje ficam próximos demais de outras bandeiras do grupo – Carrefour, Atacadão e Sam’s Club –, unidades com baixa performance e endereços onde a companhia não pretende expandir o negócio principal.

“Meu desafio é sempre estar pronta com as informações de cada imóvel caso o grupo queira se desfazer de uma loja ou outra,” disse Camila.

Anteriormente, o Carrefour Properties já havia vendido glebas excedentes de lojas em operações de permuta com incorporadoras para projetos residenciais.

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