O aluguel comercial está acompanhando o movimento de volta aos escritórios, e registrou em maio a maior alta mensal desde 2012.
Os preços de salas e conjuntos comerciais subiram 1,48% no mês, segundo o Índice FipeZAP — patamar que não era visto desde abril daquele ano, quando o índice avançou 2,07%.
O resultado é reflexo do retorno das empresas aos escritórios, que vem acontecendo com maior frequência desde 2022, depois de anos de vacância alta e adoção do home office durante a pandemia.
Só nos últimos 12 meses, o aluguel comercial subiu 10,6%, mais que o dobro do IPCA no período, de 4,72%.
As 10 cidades monitoradas pelo índice apresentaram alta de aluguel no período.
Quem lidera o ranking é Salvador, com 19,5% de valorização e rental yield (renda por aluguel) de 11,3% ao ano.
São Paulo, o mercado com o aluguel mais caro do índice, com média de R$ 61/m², aparece na oitava posição, com alta de 8% em 12 meses e rental yield de 7,3% ao ano.
Já nas vendas de espaços comerciais, os preços estão tendo um comportamento mais tímido, com alta de 0,2% em maio e 2,2% em um ano. Ainda assim, o acumulado em 12 meses é o maior resultado desde que o setor voltou ao campo positivo em 2024, depois de seis anos consecutivos de queda.
Salvador também lidera essa lista, com 8,19% de valorização, seguida de Curitiba, com 5,03%, e Brasília, com 4,9%.
Já São Paulo registrou alta de apenas 2% no período, ficando em sétimo lugar no ranking.
O Rio de Janeiro é o único mercado da amostra com queda, de 0,13% no período – a menor queda registrada pela cidade desde 2014.




