HSI reforma Hilton do Morumbi para capturar tarifas maiores com executivos

HSI reforma Hilton do Morumbi para capturar tarifas maiores com executivos
Larissa Vitória |

Prestes a completar 25 anos, o hotel Hilton São Paulo Morumbi está finalizando uma reforma feita pela HSI para capturar tarifas maiores com quartos repensados para atender a viajantes corporativos mais exigentes.

O retrofit custou cerca de R$ 100 milhões à gestora de Max Lima, que comprou o hotel em 2020 já pensando em reformar metade dos apartamentos – a outra metade foi reformada pelo proprietário anterior antes da venda.

O plano original era iniciar as obras ainda em 2020. Quando a pandemia mudou esse cronograma, a HSI aproveitou o atraso para turbinar o projeto.

“Enxergamos uma demanda de hóspedes que desejam um produto superior e a reforma passou a incluir um upgrade em 20% dos apartamentos para um padrão acima do hotel convencional,” Rodrigo Reali, diretor executivo da área de private equity em real estate da HSI, disse ao Metro Quadrado.

O Hilton do Morumbi tem demanda de turistas de lazer, mas o público principal é de executivos e eventos. 

Principal destino da América Latina para viagens corporativas, a capital paulista recebeu somente em julho 81 eventos de médio e grande porte que contaram com cerca de 819 mil participantes, de acordo com o Observatório de Turismo e Eventos da São Paulo Turismo (SPTuris).

A nova categoria de apartamentos engloba a suíte presidencial e as outras unidades maiores e inclui comodidades como um lounge exclusivo, recepção para check-in e check-out privados e uma sala de reuniões repaginada.

“A estratégia de ter um subproduto dentro do produto nasceu para atender principalmente executivos de contas globais,” disse Klaus Ziller, gerente-geral do Hilton São Paulo Morumbi.

Com a reforma, que deve ser concluída até o mês que vem, o hotel espera ver taxas de ocupação maiores, mas diz que o principal ganho virá de outra frente.

“Entendemos que o reposicionamento em relação à tarifa é a grande oportunidade,” disse Ziller.

O Hilton não abre quais são as tarifas atuais, mas uma pesquisa no site do hotel mostra que uma diária pode variar de cerca de R$ 1 mil a R$ 2 mil nos quartos mais básicos e de R$ 3 mil a R$ 4 mil para uma suíte.

A HSI diz que “praticamente dobrou” o resultado do hotel entre 2019 e 2025, após assumir a gestão.

“Agora, com a reforma, esperamos mais uma pernada para frente. Dobrar novamente seria um exagero, mas temos a expectativa de um crescimento expressivo,” disse Rodrigo Reali.

A gestora também trouxe recentemente um novo sócio para o empreendimento ao vender 50% de sua participação para o CPPIB.

Atraído pela pujança do setor hoteleiro em São Paulo e também no Rio de Janeiro, o fundo de pensão canadense comprou ainda metade da fatia da HSI no Hilton de Copacabana.

A própria HSI também atuou fortemente na ponta compradora do mercado nos últimos dois anos, com as aquisições do InterContinental e do JW Marriott, ambos localizados em São Paulo.

Um dos planos da gestora é empacotar esse portfólio em um fundo imobiliário de hotéis quando houver uma janela favorável no mercado.

“Do ponto de vista operacional, nossos hotéis vão muito bem e já têm maturidade para fazer parte de um FII com estabilidade e previsão de distribuição, características que o investidor de varejo gosta bastante.”

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