O Itaú Unibanco está muito perto de acertar com a Eztec a locação de 100% das duas torres do Esther Towers, fontes a parte do assunto disseram ao Metro Quadrado.
A negociação, que tende a ser concluída nas próximas semanas, seria a maior locação de escritórios da história de São Paulo, com cerca de 90 mil metros quadrados de ABL, 45 mil em cada torre.
O complexo corporativo desenvolvido pela incorporadora da família Zarzur está em fase final de construção e fica na Av. Chucri Zaidan, um dos trechos da cidade que tem se beneficiado da falta de espaço e dos preços elevados em áreas mais consolidadas.
Com o avanço das conversas pelo Esther Towers, o Itaú deixou de lado as negociações pelo Alto das Nações, que também está em fase final de construção e também tem cerca de 90 mil m² de área disponível.
O novo escritório se somará às operações do banco na Av. Faria Lima e no Jabaquara. O Itaú já era o maior ocupante de escritórios de São Paulo e vai ampliar a sua liderança.
O objetivo é ter mais espaço para dar conta do aumento do número de funcionários e da maior frequência de trabalho presencial, que no banco passará de oito dias por mês para três dias por semana a partir de 2028.
O complexo deve abrigar diferentes áreas do Itaú, incluindo os profissionais de uma nova vertical do banco, que está apostando na criação de agências virtuais, compostas por gerentes que atendem os clientes de forma online e por isso não precisam estar em agências tradicionais.
Com essa locação, o banco reforça o movimento do setor financeiro de buscar áreas mais baratas fora da Faria Lima para equipes que não precisam estar na avenida mais cara da cidade.
O interesse do Itaú pelo projeto da Eztec também mostra que a Chucri Zaidan está de fato engrenando como um destino de escritórios.
A avenida era uma aposta do mercado antes da pandemia, mas acabou enfrentando uma vacância alta mesmo depois do fim do isolamento social, oferecendo descontos elevados para atrair inquilinos.
Agora, embora com preços ainda distantes da Faria Lima, já apresenta uma demanda que justifica revisionais de contratos de 30% a 40%.
Por ter um estoque novo, a avenida tem atraído principalmente empresas que precisam de áreas grandes e contíguas, de pelo menos 5 mil m² ou 10 mil m² – tamanhos que raramente se encontram na Faria Lima (imagine de 90 mil m²).
O preço pedido no Esther Tower é de R$ 110/m², enquanto no Alto das Nações é de 120/m². Já na Faria Lima, os aluguéis mais caros se aproximam de R$ 400/m².




