Mercado Livre supera Shopee e terá a maior locação de galpão do Brasil

Mercado Livre supera Shopee e terá a maior locação de galpão do Brasil
André Ítalo Rocha |

Se Guarulhos já está cara e sem espaço, Campinas surge como alternativa a galpões que não precisam estão tão próximos de São Paulo.

De frente para o Aeroporto de Viracopos, em breve será iniciada a construção de um complexo logístico de 464 mil metros quadrados, um built-to-suit que a BTS Properties está desenvolvendo para o Mercado Livre, fontes disseram ao Metro Quadrado.

O MELI, que já era o maior ocupante de galpões do Brasil, agora tem também o maior contrato único de locação, superando com folga a Shopee, que no início do ano locou 220 mil m² em Guarulhos com a desenvolvedora Marq, a antiga GLP – numa competição que reforça a pujança do segmento.

Pelo seu porte, o complexo será usado pelo MELI como um fulfillment, uma operação mais complexa que pode servir também como apoio para centros de distribuição menores, estes sim com vocação de last mile.

O perfil do empreendimento também explica parte da escolha por Campinas, que desponta no estado como uma opção mais barata para galpões que podem estar fora da última milha.

Guarulhos, que seria uma decisão mais óbvia (inclusive para o last mile), já sofre com a falta de terrenos para galpões de grande porte e ostenta o aluguel mais caro do País, com uma média de R$ 42/m², segundo dados da Cushman & Wakefield referentes ao segundo tri.

Em Campinas, a média para empreendimentos de alto padrão é quase a metade, de R$ 22.

Para o MELI, também contaram a favor o fato de que o novo complexo será vizinho de Viracopos (um aeroporto internacional que é o segundo maior terminal de cargas da América Latina) e a maior disponibilidade de mão de obra da cidade em comparação a Guarulhos.

No momento, a gigante de ecommerce tem apenas uma operação em Campinas, uma locação de oito módulos que soma quase 10 mil m² no BTLG Log, segundo a Newmark.

Entre os investidores que a BTS Properties já atraiu para financiar o desenvolvimento do novo complexo de Campinas está um fundo da Vinci Compass dedicado a negócios de logística, que está aportando R$ 250 milhões para ter uma fatia de 14% do projeto.

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