Na Chucri, revisionais já têm aumentos de 30% a 40%, diz BGRE

Na Chucri, revisionais já têm aumentos de 30% a 40%, diz BGRE
Metro Quadrado |

Depois de superar a barreira da ocupação, o mercado de escritórios de São Paulo agora está correndo para recuperar os preços.

Na Av. Chucri Zaidan, por exemplo, uma das regiões que mais sofreram com vacância elevada nos últimos anos, a demanda por espaço subiu a tal ponto que a BGRE (ex-Brookfield) já tem feito revisionais de contratos de locação com aumentos de 30% a 40%.

“Algumas empresas nos pedem escritórios de 4 mil a 5 mil metros quadrados de área contígua, mas não tem mais,” Hilton Rejman, o presidente-executivo da BGRE no Brasil, disse no painel do Real Estate Summit que debateu a retomada do mercado de escritórios.

Mas apesar de os indicadores sugerirem que há uma demanda reprimida, o momento ainda não é propício para o desenvolvimento de novos prédios, porque os aluguéis ainda precisam subir mais para tornar um novo empreendimento viável economicamente e porque os juros altos ainda restringem o financiamento.

“O mercado está pedindo novos projetos, mas há uma dificuldade muito grande de correr atrás do capital, porque o investidor está mais seletivo,” disse Rodrigo Abbud, sócio e head de Real Estate do Patria.

Já em Brasília, um dos maiores mercados de escritórios fora de São Paulo, a dinâmica é outra.

Luiz Felipe Hernandez, o CEO da Lotus, uma das principais incorporadoras da capital federal, disse que a aposta da empresa não está na demanda dos inquilinos por mais espaços, e sim no chamado flight to quality.

“Nós vamos em todo o mercado que está em escritórios A para baixo, procuramos esses inquilinos e oferecemos os nossos prédios Triple A,” ele disse.

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