O pedaço ‘sujinho’ de Manhattan que virou um destino de escritórios

O pedaço ‘sujinho’ de Manhattan que virou um destino de escritórios
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Um pedaço de Manhattan conhecido pela sujeira, pedidos de esmola e por ter estação de trem “claustrofóbica” virou um dos endereços mais disputados para escritórios em Nova York.

O entorno da Penn Station – durante anos associado a trânsito intenso e prédios velhos – começou a atrair uma nova leva de empresas interessadas em ficar ao lado de um dos maiores hubs de transporte dos Estados Unidos, reportou o The Wall Street Journal.

A região, junto com Hudson Yards e Manhattan West, concentrou quase 25% de todas as mudanças de escritórios em Nova York entre 2023 e 2025, segundo dados da Cushman & Wakefield.

Empresas como a Major League Soccer (a liga de futebol dos EUA), Dick’s Sporting Goods e a Robinhood Markets estão entre os novos inquilinos da região. 

A localização ganhou força em um momento em que as empresas tentam trazer funcionários de volta ao presencial sem aumentar demais o tempo de deslocamento. 

Pelo menos 600 mil passageiros passam na estação de trem diariamente.

Parte da virada veio da aposta da incorporadora Vornado Realty nos prédios vizinhos à estação. Durante a pandemia, quando o mercado imobiliário de Nova York ainda parecia travado, a empresa decidiu investir cerca de US$ 1,2 bi na região, num pacote de retrofits, restaurantes, academia, quadras de pickeball e um rooftop park.

As torres reformadas agora estão perto de atingir ocupação total, com aluguéis chegando à faixa de US$ 1,4 mil por m² ao ano, acima dos US$ 1 mil projetados pela incorporadora. 

O interesse pelo bairro também voltou a crescer com a possível renovação da própria Penn Station. Três grupos apresentaram propostas para modernizar o terminal, num projeto estimado entre US$ 7 bi e US$ 10 bi.

Mas há um ceticismo do mercado em relação a reforma da Penn Station, porque a estação já acumula décadas de promessas de revitalização que nunca saíram do papel, com mudanças de governo, brigas entre autoridades locais e federais, disputa sobre financiamento e críticas ao desenho dos projetos.

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